Nada em biologia faz sentido exceto à luz da evolução. Essa ideia, popularizada pelo geneticista Theodosius Dobzhansky (1973), baseia-se na teoria da evolução por seleção natural, um pilar da ciência moderna. A evolução biológica não é uma hipótese, mas um fato científico sustentado por mais de 160 anos de evidências, como fósseis, genética e biologia molecular. Todos esses dados confirmam que as espécies compartilham uma ancestralidade comum e que a seleção natural age sobre as variações genéticas, moldando a vida no planeta. O referido geneticista forneceu bases para a Teoria sintética da evolução, a qual
Apreconiza que a variação genética não é aleatória, enquanto a seleção natural ocorre ao acaso, seguindo as leis da genética mendeliana.
Bpropõe que mudanças ambientais, como o surgimento de barreiras geográficas, induzem a mutações genéticas específicas as quais moldam características úteis, transmitidas posteriormente diretamente à prole.
Cintegra as leis de hereditariedade de Mendel ao modelo darwiniano para explicar de forma abrangente a origem de novas características e sua propagação nas populações.
Ddemonstra que a variação genética é essencial para a evolução adaptativa e que as origens de estruturas anatômicas corroboram a ideia de herança de caracteres adquiridos.
Esustenta que a seleção natural é responsável por induzir novas mutações favoráveis ao longo das gerações, através do isolamento reprodutivo e da reprodução sexuada.
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GabaritoC — integra as leis de hereditariedade de Mendel ao modelo darwiniano para explicar de forma abrangente a origem de novas características e sua propagação nas populações.
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Teoria sintética da evolução (Neodarwinismo)
Gabarito: letra C. A teoria sintética da evolução — também chamada de neodarwinismo ou síntese evolutiva moderna — integra as leis da hereditariedade de Mendel ao modelo darwiniano de seleção natural, explicando de forma unificada a origem da variabilidade genética (mutações e recombinação) e sua propagação nas populações. Essa é a essência do que Dobzhansky e outros pesquisadores (Fisher, Haldane, Wright, Mayr) consolidaram a partir da década de 1930.
A teoria sintética da evolução é a versão moderna do darwinismo. Darwin, no século XIX, propôs que a seleção natural atua sobre a variação existente entre os indivíduos, mas não conseguiu explicar a origem dessa variação nem como ela era transmitida às gerações seguintes. Foi exatamente essa lacuna que a síntese moderna preencheu: ao incorporar a genética mendeliana, os cientistas passaram a entender que a variabilidade surge por mutação e recombinação gênica, e que a seleção natural atua sobre essa variabilidade, alterando as frequências alélicas nas populações ao longo das gerações.
Os principais fatores evolutivos reconhecidos pela teoria sintética são: mutação, recombinação genética (permutação), migração (fluxo gênico), seleção natural e deriva genética. A mutação é a fonte primária de novos alelos; a recombinação, durante a meiose e a fecundação, gera novas combinações genéticas; a seleção natural favorece os fenótipos mais adaptados; e a deriva genética promove mudanças aleatórias nas frequências alélicas, especialmente em populações pequenas.
Um ponto central é que as mutações ocorrem ao acaso, sem direção adaptativa — elas não surgem "para" atender a uma necessidade do ambiente. O ambiente apenas seleciona, entre as variações existentes, aquelas que conferem maior aptidão (sobrevivência e reprodução). Essa é a diferença fundamental em relação ao lamarckismo, que propunha que o uso e desuso e a herança de caracteres adquiridos guiariam a evolução.
A pegadinha clássica da banca nesse tema é inverter os papéis: dizer que a variação é direcionada pelo ambiente ou que a seleção natural induz mutações. A alternativa correta, portanto, é a que afirma a integração entre Mendel e Darwin, sem atribuir direcionalidade às mutações.
Teoria sintética da evolução (Neodarwinismo): Integra (Mendel (hereditariedade), Darwin (seleção natural)); Fatores evolutivos (Mutação (fonte de novos alelos), Recombinação gênica, Migração (fluxo gênico), Seleção natural, Deriva genética); Características (Mutações são aleatórias, Seleção atua sobre a variação, Não há herança de caracteres adquiridos)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a variação genética não é aleatória e que a seleção natural ocorre ao acaso. É exatamente o contrário: as mutações são aleatórias (não direcionadas), enquanto a seleção natural é um processo não aleatório, que favorece os fenótipos mais adaptados. A banca inverte os dois conceitos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Propõe que mudanças ambientais, como barreiras geográficas, induzem mutações específicas e que essas características seriam transmitidas diretamente à prole. Isso é um resquício do lamarckismo: o ambiente não induz mutações direcionadas; as mutações ocorrem ao acaso e a seleção natural atua sobre elas. Além disso, a transmissão de características adquiridas não é aceita pela teoria sintética.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A teoria sintética integra as leis de Mendel (hereditariedade) ao darwinismo (seleção natural), explicando a origem de novas características (por mutação e recombinação) e sua propagação nas populações (por seleção natural e deriva). É exatamente a definição do neodarwinismo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que a variação genética é essencial (correto), mas conclui que as origens de estruturas anatômicas corroboram a herança de caracteres adquiridos — ideia lamarckista, rejeitada pela teoria sintética. A síntese moderna não aceita a herança de caracteres adquiridos; ela se baseia na variação hereditária (mutações e recombinação) e na seleção natural.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Sustenta que a seleção natural induz novas mutações favoráveis. Isso é um erro conceitual: a seleção natural não induz mutações; ela atua sobre a variabilidade já existente, favorecendo ou eliminando alelos conforme a adaptação ao ambiente. O isolamento reprodutivo e a reprodução sexuada são importantes para a especiação e a variabilidade, mas não são mecanismos que induzem mutações.