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Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025

BiologiaGeral
Código
vu213526
Banca
VUNESP
Órgão
PPS
Ano
2025
Cargo
2º AEM ( )
O enfisema pulmonar grave é uma doença que causa destruição irreversível dos alvéolos pulmonares. A figura mostra a progressão do enfisema pulmonar causado pelo tabagismo. (https://happyair.org. Acesso em 06.09.2025)   Uma consequência fisiológica do enfisema pulmonar em uma pessoa éImagem associada para resolução da questão
  1. Ao aumento da produção de gás carbônico nos tecidos corporais.
  2. Ba maior facilidade em manter o ritmo respiratório constante.
  3. Ca redução da oxigenação do sangue nos alvéolos pulmonares.
  4. Da dificuldade em expandir a caixa torácica durante a inspiração.
  5. Eo aumento do volume dos pulmões durante a expiração.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — a redução da oxigenação do sangue nos alvéolos pulmonares.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Enfisema pulmonar e a hematose

Gabarito: letra C. O enfisema pulmonar destrói as paredes dos alvéolos, reduzindo a superfície disponível para as trocas gasosas; por isso, a consequência fisiológica direta é a redução da oxigenação do sangue nos alvéolos pulmonares — exatamente o que afirma a alternativa C. As demais alternativas ou descrevem efeitos que não decorrem da destruição alveolar (como o aumento da produção de CO₂ nos tecidos) ou invertem o mecanismo respiratório (como a dificuldade de expandir a caixa torácica, que é um problema de ventilação, não de troca gasosa).

O enfisema pulmonar é uma doença obstrutiva crônica, fortemente associada ao tabagismo, em que ocorre a destruição progressiva e irreversível das paredes dos alvéolos. Essa destruição faz com que pequenos alvéolos se fundam, formando cavidades maiores e menos eficientes. O resultado é uma drástica redução da área de superfície disponível para a hematose — o processo de troca gasosa que ocorre nos alvéolos, onde o oxigênio (O₂) passa do ar inspirado para o sangue e o gás carbônico (CO₂) passa do sangue para o ar a ser expirado.

A hematose depende de dois fatores principais: a integridade da barreira alvéolo-capilar e a extensão da superfície de troca. No enfisema, ambos estão comprometidos. Com menos alvéolos funcionais, menos oxigênio consegue se difundir para o sangue, levando à hipoxemia (baixa concentração de oxigênio no sangue). É por isso que pacientes com enfisema grave apresentam falta de ar, cansaço fácil e, em casos avançados, cianose (coloração azulada da pele e mucosas).

É importante distinguir o enfisema de outras condições respiratórias. Na bronquite crônica, por exemplo, o problema é a inflamação e o excesso de muco nos bronquíolos, que dificultam a passagem do ar. Na asma, há contração espasmódica da musculatura lisa dos bronquíolos. No enfisema, o problema central é a destruição dos alvéolos, ou seja, a perda da superfície de troca gasosa. Essa distinção é crucial para entender por que a alternativa C é a correta: a consequência fisiológica imediata é a redução da oxigenação do sangue, não a dificuldade de ventilar.

A banca explora aqui uma confusão comum entre os mecanismos de ventilação (entrada e saída de ar dos pulmões) e os de troca gasosa (hematose). A destruição alveolar afeta diretamente a troca gasosa, mas não impede a expansão da caixa torácica — que depende dos músculos respiratórios, como o diafragma e os intercostais. Guarde essa fronteira: ventilação é o movimento do ar; hematose é a troca de gases. É nela que as alternativas se dividem.

  1. 1Destruição dos alvéolos
  2. 2Menos superfície de troca
  3. 3Hematose comprometida
  4. 4Hipoxemia (baixo O₂ no sangue)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A produção de gás carbônico nos tecidos é um processo metabólico celular (respiração celular), que não é diretamente alterado pelo enfisema. A doença afeta a eliminação do CO₂ pelos pulmões, mas não a sua produção nas células. A alternativa confunde a consequência da doença (dificuldade de eliminar CO₂) com a causa (produção aumentada), que não ocorre.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O enfisema, ao reduzir a superfície de troca gasosa, dificulta a manutenção de um ritmo respiratório constante. O paciente precisa aumentar a frequência e o esforço respiratórios para compensar a baixa oxigenação, o que torna o ritmo respiratório irregular e mais trabalhoso. A alternativa afirma exatamente o oposto do que ocorre.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A destruição dos alvéolos reduz a área de superfície disponível para a hematose, diminuindo a eficiência da troca de O₂ e CO₂ entre o ar e o sangue. Como consequência, há redução da oxigenação do sangue nos alvéolos pulmonares, levando à hipoxemia. Esta é a consequência fisiológica direta e mais característica do enfisema pulmonar.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A dificuldade em expandir a caixa torácica durante a inspiração é um problema de ventilação, relacionado à mecânica respiratória (músculos, pleura, complacência pulmonar). No enfisema, a destruição alveolar não impede a expansão da caixa torácica; pelo contrário, os pulmões podem até ficar hiperinsuflados (com ar aprisionado), dificultando a expiração, não a inspiração. A alternativa troca o mecanismo da doença.

Alternativa E — ❌ Incorreta

No enfisema, ocorre perda da elasticidade pulmonar e aprisionamento de ar, o que pode até aumentar o volume residual dos pulmões. No entanto, durante a expiração, o que se observa é a dificuldade de expelir o ar, não o aumento do volume pulmonar. A alternativa inverte o processo: o problema não é o aumento do volume na expiração, mas a dificuldade de reduzir esse volume devido à perda de elasticidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura os conceitos de ventilação (movimento do ar) e hematose (troca gasosa). As alternativas D e E exploram a mecânica respiratória, tentando fazer você acreditar que o enfisema dificulta a inspiração ou aumenta o volume na expiração. Mas o coração da doença é a destruição dos alvéolos, que compromete a troca de gases. Fique atento: a consequência fisiológica direta é sempre a redução da oxigenação do sangue.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre doenças respiratórias, identifique primeiro o mecanismo fisiopatológico principal: obstrução (asma, bronquite), restrição (fibrose) ou destruição (enfisema). Isso ajuda a eliminar alternativas que descrevem efeitos de outros mecanismos. No enfisema, a palavra-chave é "destruição alveolar" → troca gasosa comprometida → hipoxemia.

Gabarito: letra C

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