Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025
- Código
- vu213528
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- PPS
- Ano
- 2025
- Cargo
- 2º AEM ( )
- Ahepatite.
- Bfebre amarela.
- Cdengue.
- Dmalária.
- Eamebíase.
GabaritoD — malária.
Gabarito: letra D. O excerto descreve a malária, doença parasitária causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitida pela picada de mosquitos do gênero Anopheles. As duas medidas de controle vetorial citadas — mosquiteiros impregnados com inseticida e borrifação residual intradomiciliar — são exatamente as estratégias recomendadas pela OMS para combater o mosquito transmissor da malária, o que identifica a doença de forma inequívoca.
A malária é uma protozoose, ou seja, uma doença causada por protozoário, e não por vírus ou bactéria. Isso já elimina as alternativas A (hepatite), B (febre amarela) e C (dengue), que são doenças virais. A amebíase (alternativa E) também é causada por protozoário, mas sua transmissão é fecal-oral, por ingestão de água ou alimentos contaminados com cistos da Entamoeba histolytica, e não por picada de mosquito. O controle vetorial com mosquiteiros e borrifação residual só faz sentido para doenças transmitidas por insetos vetores, como é o caso da malária.
O ciclo de vida do Plasmodium é heteroxeno, exigindo dois hospedeiros: o mosquito Anopheles (hospedeiro definitivo, onde ocorre a reprodução sexuada) e o ser humano (hospedeiro intermediário, onde ocorre a reprodução assexuada). Quando a fêmea do mosquito infectada pica uma pessoa, ela injeta esporozoítos na corrente sanguínea, que seguem para o fígado, onde se multiplicam e depois invadem as hemácias, causando os ciclos febris característicos da doença.
A prevenção da malária se concentra justamente no controle do vetor, pois não há vacina amplamente disponível e o tratamento medicamentoso enfrenta problemas de resistência. As medidas citadas no excerto — mosquiteiros impregnados com inseticida e borrifação residual intradomiciliar — são as principais ferramentas de controle vetorial recomendadas pela OMS, pois reduzem o contato entre o mosquito e o ser humano, interrompendo o ciclo de transmissão.
A pegadinha da questão está em distinguir as doenças transmitidas por vetores (malária, dengue, febre amarela) das transmitidas por outras vias (amebíase, hepatite). O termo-chave é "controle vetorial": se a medida de prevenção envolve combater um inseto, a doença é necessariamente transmitida por um vetor. Entre as alternativas, apenas a malária é uma protozoose transmitida por mosquito — as demais doenças transmitidas por vetores (dengue, febre amarela) são virais, e a amebíase não tem vetor.
Guarde a distinção entre as doenças parasitárias e suas formas de transmissão: é exatamente esse critério que separa as alternativas desta questão.
A hepatite é uma doença viral que afeta o fígado, causada por diferentes vírus (A, B, C, D, E). Sua transmissão ocorre por via fecal-oral (hepatite A e E) ou por contato com sangue e fluidos corporais (hepatite B, C e D), não envolvendo mosquito vetor. Portanto, não se aplica o controle vetorial descrito no excerto.
A febre amarela é uma doença viral transmitida pela picada de mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes (ciclo silvestre) e Aedes aegypti (ciclo urbano). Embora seja transmitida por vetor, o agente causador é um vírus, não um protozoário. O excerto menciona "métodos parasitológicos de identificação do protozoário", o que exclui a febre amarela.
A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Assim como a febre amarela, o agente causador é um vírus, não um protozoário. O controle vetorial é relevante para a dengue, mas o excerto fala especificamente em "identificação do protozoário", o que descarta a dengue.
A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida pela picada de mosquitos do gênero Anopheles. O diagnóstico é feito por métodos parasitológicos (gota espessa e esfregaço sanguíneo), e o controle vetorial com mosquiteiros impregnados e borrifação residual intradomiciliar é exatamente o que a OMS recomenda. Todos os elementos do excerto — protozoário, diagnóstico parasitológico e controle vetorial — apontam para a malária.
A amebíase é causada pelo protozoário Entamoeba histolytica, mas sua transmissão é fecal-oral, por ingestão de água ou alimentos contaminados com cistos. Não há vetor envolvido, portanto não se aplica o controle vetorial descrito no excerto. A prevenção da amebíase envolve saneamento básico, higiene pessoal e lavagem adequada de alimentos, não mosquiteiros ou borrifação de inseticida.
A banca mistura doenças transmitidas por vetor com doenças causadas por protozoário. A amebíase é protozoose, mas não tem vetor; a dengue e a febre amarela têm vetor, mas são virais. A malária é a única que reúne as duas características: protozoose transmitida por mosquito. Fique atento a essa combinação de critérios — é ela que resolve a questão.
Para identificar a doença correta, faça duas perguntas: (1) o agente causador é protozoário, vírus ou bactéria? (2) há vetor envolvido na transmissão? Monte uma tabela mental com as doenças e seus agentes:
Doença | Agente causador | Transmissão |
|---|---|---|
Malária | Protozoário (Plasmodium) | Picada de mosquito (Anopheles) |
Dengue | Vírus | Picada de mosquito (Aedes aegypti) |
Febre amarela | Vírus | Picada de mosquito |
Amebíase | Protozoário (Entamoeba) | Fecal-oral |
Hepatite | Vírus | Fecal-oral ou sanguínea |
Gabarito: letra D
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