A imagem mostra os efeitos de uma forma de degradação ecológica em rios e lagos provocada pela ação humana. (https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br. Acesso em 07.09.2025. Adaptado) A ação humana que provoca esses efeitos em rios e lagos é
Ao despejo de mercúrio nas águas pelo garimpo do ouro.
Ba drenagem das águas para consumo da população.
Ca pesca predatória durante o período reprodutivo dos peixes.
Do aumento da temperatura das águas causado pelo aquecimento global.
Ea descarga irregular e excessiva de nutrientes nas águas.
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GabaritoE — a descarga irregular e excessiva de nutrientes nas águas.
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Eutrofização: a degradação de rios e lagos por excesso de nutrientes
Gabarito: letra E. A imagem retrata a eutrofização — o crescimento explosivo de algas e cianobactérias (floração) que turva a água e, ao morrer, é decomposto por bactérias que consomem o oxigênio dissolvido, causando mortandade de peixes. Esse processo é desencadeado pela descarga irregular e excessiva de nutrientes (nitrogênio e fósforo) nas águas, proveniente de esgoto doméstico não tratado, fertilizantes agrícolas e efluentes industriais.
A eutrofização é um dos problemas ambientais mais clássicos da ecologia de ecossistemas aquáticos. O termo vem do grego eutrophos (bem nutrido) e descreve o enriquecimento artificial de um corpo d'água com nutrientes. Em condições naturais, lagos e rios recebem nutrientes lentamente, por processos geológicos e biológicos. A ação humana acelera drasticamente esse aporte: o esgoto doméstico carrega matéria orgânica e detergentes ricos em fósforo; a agricultura contribui com fertilizantes nitrogenados e fosfatados que escoam pela chuva; e a pecuária intensiva gera dejetos que alcançam os cursos d'água.
O mecanismo é uma cascata de eventos. Primeiro, o excesso de nutrientes — especialmente fósforo, que costuma ser o fator limitante — provoca a proliferação descontrolada de algas e cianobactérias na superfície, formando uma camada esverdeada que bloqueia a luz. Com a luz bloqueada, as plantas submersas e o fitoplâncton das camadas mais profundas morrem. Quando as algas superficiais também morrem, afundam e são decompostas por bactérias aeróbicas, que consomem o oxigênio dissolvido na água. A queda drástica de oxigênio (hipóxia ou anoxia) mata peixes e outros organismos aeróbicos, e a água adquire odor desagradável e coloração turva. Em casos extremos, formam-se as chamadas "zonas mortas", onde praticamente não há vida.
A distinção central que a questão explora é entre a eutrofização e outros tipos de poluição hídrica. O mercúrio (alternativa A) causa contaminação química e bioacumulação na cadeia alimentar, mas não produz a floração de algas. O aquecimento global (alternativa D) pode agravar a eutrofização ao acelerar o metabolismo das algas, mas não é a causa primária do fenômeno retratado. A pesca predatória (alternativa C) afeta a estrutura das populações de peixes, mas não gera o aspecto visual de água esverdeada e turva. A drenagem para consumo (alternativa B) é uma atividade de gestão de recursos hídricos, não uma forma de degradação.
A pegadinha da banca está em associar a imagem a um poluente específico (mercúrio) ou a um efeito indireto (aquecimento global), quando o que a figura mostra é o resultado clássico do aporte excessivo de nutrientes. O candidato que reconhece a floração de algas como assinatura visual da eutrofização resolve a questão imediatamente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre poluentes químicos específicos (mercúrio) e o processo de enriquecimento por nutrientes. A imagem mostra água esverdeada e turva — assinatura da floração de algas —, não peixes mortos por contaminação química. O mercúrio causa bioacumulação e contaminação, mas não produz esse aspecto visual. Reconhecer a floração como marca da eutrofização é a chave.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O despejo de mercúrio pelo garimpo causa contaminação química das águas e bioacumulação na cadeia alimentar, afetando a saúde humana e a fauna. No entanto, não provoca a proliferação de algas que caracteriza a imagem. O mercúrio é um metal pesado que se acumula nos organismos, mas não atua como fertilizante para o crescimento vegetal aquático.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A drenagem das águas para consumo da população é uma atividade de captação e gestão de recursos hídricos, não uma forma de degradação ecológica. Ela pode reduzir o volume de água, mas não introduz nutrientes nem causa a floração de algas. A alternativa confunde uso antrópico do recurso com poluição.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A pesca predatória durante o período reprodutivo compromete a renovação dos estoques pesqueiros e pode levar ao colapso de populações de peixes. Contudo, não é a causa do aspecto visual de água esverdeada e turva mostrado na imagem. A pesca afeta a estrutura trófica, mas não o aporte de nutrientes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O aumento da temperatura das águas pelo aquecimento global pode agravar a eutrofização, pois acelera o metabolismo das algas e reduz a solubilidade do oxigênio. No entanto, o aquecimento global não é a causa primária da floração de algas em rios e lagos; ele atua como fator agravante, não como gatilho. A imagem mostra o efeito direto do excesso de nutrientes, não do aumento térmico.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descarga irregular e excessiva de nutrientes (nitrogênio e fósforo) é exatamente o que desencadeia a eutrofização. O esgoto doméstico não tratado, os fertilizantes agrícolas e os efluentes industriais ricos em nutrientes provocam a proliferação de algas, que ao morrerem são decompostas por bactérias, consumindo o oxigênio e matando os peixes. É o processo retratado na imagem.
Gabarito: letra E — a descarga irregular e excessiva de nutrientes nas águas é a ação humana que provoca a eutrofização, com floração de algas e mortandade de peixes.