Questão de Biologia — Geral — VUNESP 2025
- Código
- vu213532
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- PPS
- Ano
- 2025
- Cargo
- 2º AEM ( )

- Ao retículo endoplasmático agranular.
- Ba mitocôndria.
- Co lisossomo.
- Do complexo golgiense.
- Eo retículo endoplasmático granular.

GabaritoA — o retículo endoplasmático agranular.
Gabarito: letra A. O retículo endoplasmático agranular (liso) é a organela responsável pela inativação de toxinas, álcool e outras drogas, sendo especialmente abundante nas células do fígado (hepatócitos) — exatamente o contexto do experimento descrito. A toxina administrada estimula a proliferação dessa organela para aumentar a capacidade de detoxificação celular.
O retículo endoplasmático é uma rede membranosa de bolsas achatadas e canais tubulares interligados, presente em todas as células eucarióticas. Ele se apresenta em dois tipos: o granular (ou rugoso), que possui ribossomos aderidos à sua superfície e é especializado na síntese de proteínas; e o agranular (ou liso), que não possui ribossomos e é responsável pela síntese de lipídios, como ácidos graxos, fosfolipídios e esteroides. A função de detoxificação é uma especialização do retículo liso, particularmente desenvolvida nos hepatócitos.
Quando uma toxina é administrada, as células do fígado precisam metabolizá-la e eliminá-la. Para isso, o retículo endoplasmático agranular se prolifera, aumentando sua área superficial e, consequentemente, sua capacidade de processar a substância tóxica. Esse aumento de área é exatamente o que o gráfico da questão representa: a organela membranosa que teve sua área superficial quantificada é o retículo endoplasmático agranular.
A distinção entre os dois tipos de retículo é fundamental para resolver a questão. O retículo granular está associado à síntese de proteínas, enquanto o agranular está associado à síntese de lipídios e à detoxificação. A presença de ribossomos aderidos é o critério morfológico que os diferencia, mas a função é o critério fisiológico que decide esta questão: a toxina induz a proliferação do retículo liso, não do rugoso.
A pegadinha da banca está em oferecer o retículo endoplasmático granular como alternativa, tentando confundir o candidato que não associa a detoxificação ao retículo liso. É essencial lembrar que a função de inativar toxinas é exclusiva do retículo agranular, enquanto o granular está relacionado à produção de proteínas.
A banca troca os tipos de retículo endoplasmático. O retículo granular (rugoso) é o que possui ribossomos e sintetiza proteínas; o agranular (liso) é o que detoxifica substâncias. A toxina induz a proliferação do agranular, não do granular.
O retículo endoplasmático agranular é a organela responsável pela detoxificação de toxinas, álcool e drogas, sendo abundante nas células do fígado. A administração da toxina estimula a proliferação dessa organela, aumentando sua área superficial para processar e eliminar a substância tóxica.
A mitocôndria é a organela responsável pela respiração celular e produção de ATP, não pela detoxificação de toxinas. Embora seja uma organela membranosa, sua função não está relacionada ao processamento de substâncias tóxicas, e sua área superficial não aumentaria em resposta à toxina.
O lisossomo é responsável pela digestão intracelular, contendo enzimas hidrolíticas. Embora participe da degradação de materiais, não é a organela especializada na detoxificação de toxinas, e sua área superficial não seria quantificada nesse contexto.
O complexo golgiense é responsável pelo processamento, modificação e empacotamento de proteínas e lipídios, além da secreção celular. Não está diretamente envolvido na detoxificação de toxinas, e sua área superficial não aumentaria em resposta à toxina.
O retículo endoplasmático granular (rugoso) é especializado na síntese de proteínas, possuindo ribossomos aderidos à sua superfície. Não é a organela responsável pela detoxificação de toxinas, função exclusiva do retículo agranular (liso).
Gabarito: letra A — o retículo endoplasmático agranular é a organela que teve sua área superficial aumentada em resposta à toxina, devido à sua função de detoxificação celular.
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