Leia as informações apresentadas na bula de um imunobiológico antitetânico.
O imunobiológico antitetânico é apresentado em frasco-ampola contendo 5 mL de solução injetável da fração F(ab`)2 de imunoglobulinas heterólogas, específicas e purificadas, capazes de neutralizar no mínimo 5 mg das toxinas produzidas pelos bacilos do tétano Clostridium tetani.
(Instituto Butantan. Acesso em 07.09.2025. Adaptado)
O imunobiológico apresentado na bula é
Aum soro produzido a partir do sangue de cavalos que receberam imunoglobulinas extraídas do bacilo do tétano.
Buma vacina produzida a partir das imunoglobulinas sintetizadas por bacilos do tétano cultivados em meio de cultura.
Cuma vacina produzida a partir de bacilos do tétano cultivados em meio de cultura e posteriormente atenuados.
Dum soro produzido a partir do plasma extraído de cavalos que receberam a toxina tetânica sintetizada pelo bacilo do tétano.
Eum soro produzido a partir de bacilos do tétano induzidos a sintetizar imunoglobulinas em meio de cultura.
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GabaritoD — um soro produzido a partir do plasma extraído de cavalos que receberam a toxina tetânica sintetizada pelo bacilo do tétano.
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Imunização passiva: soro antitetânico
Gabarito: letra D. O imunobiológico descrito é um soro (imunização passiva), pois contém anticorpos prontos — fração F(ab')2 de imunoglobulinas heterólogas — capazes de neutralizar a toxina tetânica. Esses anticorpos são produzidos em cavalos que foram imunizados com a toxina do Clostridium tetani, e o soro é obtido a partir do plasma desses animais. A distinção central é entre soro (anticorpos prontos, imunidade passiva) e vacina (antígenos, imunidade ativa).
O tétano é uma doença causada pela bactéria Clostridium tetani, cujos esporos penetram no corpo por lesões na pele. A bactéria produz uma exotoxina que atua no sistema nervoso, causando rigidez muscular e espasmos. A profilaxia envolve a vacinação de rotina (imunização ativa) e, em casos de ferimentos sujos e profundos, a aplicação de soro antitetânico (imunização passiva).
A vacina contém antígenos (bactérias atenuadas ou inativadas, ou fragmentos delas) que estimulam o sistema imune do próprio indivíduo a produzir anticorpos e células de memória, conferindo imunidade ativa e duradoura. Já o soro contém anticorpos prontos, produzidos em outro organismo (geralmente cavalos), que são injetados no paciente para neutralizar rapidamente a toxina. A imunidade conferida pelo soro é passiva e temporária, pois os anticorpos são degradados em poucos dias e não estimulam a memória imunológica.
No caso do soro antitetânico, os cavalos são imunizados com a toxina tetânica (ou toxoide), e o plasma desses animais, rico em anticorpos específicos, é processado para obter a fração F(ab')2 das imunoglobulinas. Essa fração é purificada e concentrada para neutralizar a toxina. A alternativa D descreve exatamente esse processo: soro produzido a partir do plasma de cavalos que receberam a toxina tetânica.
A pegadinha da questão está em confundir soro com vacina. As alternativas B, C e E mencionam vacinas ou produção de imunoglobulinas pelos próprios bacilos, o que é biologicamente incorreto. A alternativa A erra ao dizer que os cavalos receberam imunoglobulinas extraídas do bacilo, quando na verdade receberam a toxina para produzir os anticorpos. A alternativa D é a única que descreve corretamente o processo de produção do soro antitetânico.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão clássica entre soro e vacina. O enunciado fala em "imunoglobulinas heterólogas" — anticorpos prontos — o que já indica imunização passiva (soro). As alternativas B, C e E tentam fazer você acreditar que é uma vacina, mas vacina contém antígenos, não anticorpos. Além disso, a alternativa A inverte o processo: os cavalos não recebem imunoglobulinas do bacilo; eles recebem a toxina para produzir os anticorpos. Fique atento: soro = anticorpos prontos; vacina = antígenos que estimulam a produção de anticorpos.
Imunobiológico antitetânico
1Soro (imunização passiva)
Anticorpos prontos (F(ab')2)
Produzido no plasma de cavalos
Cavalos recebem a toxina tetânica
Imunidade temporária
2Vacina (imunização ativa)
Contém antígenos
Estimula produção própria de anticorpos
Imunidade duradoura
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o soro é produzido a partir do sangue de cavalos que receberam imunoglobulinas extraídas do bacilo do tétano. O erro está na inversão do processo: os cavalos não recebem imunoglobulinas; eles recebem a toxina tetânica (ou toxoide) para que seu sistema imune produza os anticorpos. O soro é obtido do plasma desses animais, que contém os anticorpos específicos contra a toxina.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Classifica o imunobiológico como uma vacina produzida a partir de imunoglobulinas sintetizadas por bacilos. Há dois erros: (1) não é uma vacina, pois contém anticorpos prontos (imunização passiva); (2) bactérias não sintetizam imunoglobulinas — anticorpos são produzidos por linfócitos B de animais vertebrados. A produção de anticorpos é exclusiva do sistema imune de vertebrados.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Também classifica como vacina, mas produzida a partir de bacilos atenuados. Embora vacinas possam ser feitas com bactérias atenuadas, o imunobiológico descrito contém anticorpos (fração F(ab')2 de imunoglobulinas), não antígenos. Portanto, é um soro, não uma vacina. A descrição do enunciado é de imunização passiva.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente o soro antitetânico: produzido a partir do plasma de cavalos que foram imunizados com a toxina tetânica sintetizada pelo Clostridium tetani. Os cavalos desenvolvem anticorpos contra a toxina, e o plasma rico nesses anticorpos é processado para obter a fração F(ab')2, que neutraliza a toxina no paciente. Isso caracteriza imunização passiva.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o soro é produzido a partir de bacilos induzidos a sintetizar imunoglobulinas. O erro é duplo: (1) bactérias não produzem imunoglobulinas — essa é uma função de linfócitos B de vertebrados; (2) o soro é obtido do plasma de cavalos imunizados, não de bacilos cultivados. A produção de anticorpos é exclusiva do sistema imune de animais vertebrados.