Questão de Criminalística — Patologia Forense — VUNESP 2025
- Código
- vu213766
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- BOS
- Ano
- 2025
- Cargo
- Res Med ( )
- AInternação.
- BInfecção pulmonar.
- CTrauma craniano.
- DSepticemia.
- EExplosão do tubo de oxigênio.
GabaritoE — Explosão do tubo de oxigênio.
Gabarito: letra E. A causa básica do óbito é a explosão do tubo de oxigênio, pois é o agente que deu origem à cadeia de eventos que culminou na morte — o trauma craniano, a infecção pulmonar e a septicemia são causas intermediárias e imediata, respectivamente. A declaração de óbito segue a lógica da Organização Mundial da Saúde (OMS), que define causa básica como a doença ou lesão que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que conduziram diretamente à morte.
A causa básica do óbito é um conceito central na medicina legal e na epidemiologia. Ela representa o ponto de partida da sequência de eventos que levou à morte, ou seja, a condição que, se não tivesse ocorrido, a morte não teria acontecido. No caso narrado, a explosão do tubo de oxigênio foi o evento inicial que causou o trauma craniano, que por sua vez levou à internação, à infecção pulmonar e, finalmente, à septicemia. Cada um desses elementos é uma etapa da cadeia, mas apenas o primeiro é a causa básica.
A OMS estabelece uma hierarquia para o preenchimento da declaração de óbito, dividindo as causas em três categorias principais: a causa básica, as causas intermediárias e a causa imediata. A causa básica é a que inicia a cadeia; as intermediárias são as condições que surgem como consequência da básica e que contribuem para o desfecho; e a imediata é a condição final que diretamente provoca a morte. No caso, a septicemia é a causa imediata, a infecção pulmonar e o trauma craniano são causas intermediárias, e a explosão do tubo de oxigênio é a causa básica.
Para ilustrar, imagine um paciente que sofre um acidente de carro, fratura o fêmur, desenvolve uma embolia gordurosa e morre. A causa básica é o acidente de carro; a fratura é uma causa intermediária; e a embolia gordurosa é a causa imediata. A declaração de óbito deve registrar o acidente como causa básica, pois foi o evento que desencadeou toda a sequência. Da mesma forma, no caso de Wilson, a explosão do tubo de oxigênio é o evento inicial que deve ser registrado como causa básica.
A banca explora a confusão entre os diferentes níveis de causa. O candidato pode ser tentado a escolher a septicemia, por ser a condição mais próxima da morte, ou o trauma craniano, por ser a lesão mais grave. No entanto, a causa básica é sempre o evento inicial, aquele que deu origem a toda a cadeia. A internação, por sua vez, não é uma causa, mas uma consequência do trauma, e não deve ser considerada.
Guarde a hierarquia: causa básica (evento inicial) → causas intermediárias (consequências) → causa imediata (condição final). É exatamente essa distinção que separa as alternativas desta questão.
A internação não é uma causa de morte, mas uma consequência do trauma craniano. Ela representa o local e o período em que o paciente recebeu cuidados, não um evento que contribuiu para o óbito. A internação é um dado do histórico clínico, não uma causa a ser registrada na declaração de óbito.
A infecção pulmonar é uma causa intermediária, ou seja, uma condição que surgiu como complicação do trauma craniano durante a internação. Ela não é a causa básica, pois não foi o evento inicial que desencadeou a cadeia de eventos. A infecção pulmonar contribuiu para o óbito, mas foi consequência do trauma e da internação.
O trauma craniano é uma causa intermediária, pois foi a lesão inicial causada pela explosão, mas não é a causa básica. A causa básica é o evento que deu origem ao trauma, ou seja, a explosão do tubo de oxigênio. O trauma craniano é uma etapa da cadeia, não o ponto de partida.
A septicemia é a causa imediata do óbito, ou seja, a condição final que diretamente provocou a morte. Ela é o último elo da cadeia de eventos, mas não é a causa básica. A causa básica é o evento inicial que desencadeou toda a sequência, que no caso é a explosão do tubo de oxigênio.
A explosão do tubo de oxigênio é a causa básica do óbito, pois foi o evento inicial que deu origem à cadeia de eventos que culminou na morte. Ela causou o trauma craniano, que levou à internação, à infecção pulmonar e, finalmente, à septicemia. A declaração de óbito deve registrar a explosão como causa básica, conforme a definição da OMS.
A banca tenta induzir o candidato a escolher a septicemia (causa imediata) ou o trauma craniano (causa intermediária), que são as condições mais próximas da morte. No entanto, a causa básica é sempre o evento inicial, aquele que deu origem a toda a cadeia. Lembre-se: a causa básica responde à pergunta "o que iniciou tudo?", não "o que matou diretamente?".
Para resolver questões sobre causa básica do óbito, identifique o evento inicial da cadeia de eventos. Pergunte-se: "se esse evento não tivesse ocorrido, a morte teria acontecido?" Se a resposta for não, esse evento é a causa básica. Na dúvida, monte a cadeia: evento inicial → consequências → condição final.
Gabarito: letra E
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