Questão de Filosofia — Geral — VUNESP 2025
- Código
- vu215280
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNESP
- Ano
- 2025
- Cargo
- V - - Doc ( )
Um tema central da Filosofia Política de Santo Agostinho é o da possibilidade de uma “guerra justa”. Como esclarece Everton Maciel: “No Antigo Testamento, Deus permite, e de fato exige, que os Israelitas se envolvam em massacres. Na terra prometida aos Israelitas, os habitantes de uma cidade que se renderem serão feitos escravos, mas se a cidade resistir “não deves deixar uma única alma viva” (Deuteronômio 20: 11, 16). “Deves destruí-los completamente; não deves fazer nenhum tipo de aliança, nem mostrar nenhum tipo de misericórdia a eles” (Deuteronômio 7: 2). Já no Novo Testamento, em contraste, Cristo diz “Se alguém te bater numa face, ofereça-lhe também a outra” (Mateus 5:39). De acordo com o bispo de Hipona, Deus pode tratar de suas criaturas como quiser, e os Israelitas não agiram mal em seguir os comandos de Deus (pois ‘Deus é senhor da vida e da morte’). (Maciel, Everton (org.). Série Investigação Filosófica: Textos Selecionados de Filosofia Política. Pelotas: NEPFIL Online, 2021, p. 98).
A noção de “guerra justa” defendida por Agostinho
- Aestá de acordo com os acordos internacionais contemporâneos.
- Badota a noção de justiça distributiva como princípio regulador.
- Creflete uma perspectiva do direito de guerra historicamente datada.
- Dcumpre o princípio geral de respeito à dignidade da pessoa humana.
- Eadapta-se às normas da Declaração Universal dos Direitos Humanos.