Questão de História — Outros Temas de História — VUNESP 2025
- Código
- vu216571
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNIFIPA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Vest Med ( )
Apesar do elevado número de trabalhadoras presentes nos primeiros estabelecimentos fabris brasileiros, não se deve supor que elas foram progressivamente substituindo os homens e conquistando o mercado de trabalho fabril. Ao contrário, as mulheres vão sendo progressivamente expulsas das fábricas, na medida em que avança a industrialização e a incorporação da força de trabalho masculina. As barreiras enfrentadas pelas mulheres para participar do mundo dos negócios eram sempre muito grandes, independentemente da classe social a que pertencessem. Da variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual, elas tiveram sempre de lutar contra inúmeros obstáculos para ingressar em um campo definido — pelos homens — como “naturalmente masculino”. Esses obstáculos não se limitavam ao processo de produção; começavam pela própria hostilidade com que o trabalho feminino fora do lar era tratado no interior da família.
(Margareth Rago. “Trabalho feminino e sexualidade”. In: Mary del Priore (org.).
História das mulheres no Brasil, 2015.)
Ao abordar o trabalho feminino no Brasil entre o final do século XIX e as primeiras décadas do XX, o excerto destaca
- Aas remunerações reduzidas recebidas pelas mulheres trabalhadoras devido aos preconceitos de classe.
- Bas condições degradantes do trabalho feminino em virtude de valores e de princípios sociais.
- Ca ausência de diferenciação entre homens e mulheres na atribuição de funções profissionais.
- Da carência de postos de trabalho femininos na indústria metalúrgica em razão da exigência de mão de obra especializada.
- Ea distinção do tratamento recebido pelas mulheres trabalhadoras em função de sua origem de classe.