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Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — VUNESP 2025

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
vu217609
Banca
VUNESP
Órgão
TJ SP
Ano
2025
Cargo
AnaSistJ ( )

Um Oscar para a coragem

 

Já conquistamos cinco Copas do Mundo, mas nunca tivemos um Prêmio Nobel e até anteontem jamais havíamos levado um Oscar.

 

De certa forma, isto nos resumia: um país bom de bola, mas ruim do resto.

 

Não mais: o Brasil finalmente entrou para o time dos laureados com o principal prêmio do cinema mundial, ganhando como melhor filme de língua não inglesa com a produção Ainda Estou Aqui.

 

Isso não significa, é claro, que de uma hora para outra o cinema brasileiro tenha se tornado uma potência capaz de ombrear com a indústria de países com muito mais tradição nessa arte.

 

No entanto, o prêmio para Ainda Estou Aqui aponta o amadurecimento dos artistas e profissionais brasileiros nessa arte que comove e diverte o mundo há mais de um século.

 

É muito provável que essa vitória atraia mais curiosidade no exterior sobre o cinema brasileiro e acalente os sonhos dos jovens diretores daqui.

 

Dito isso, mesmo que não tivesse sido o primeiro filme brasileiro a conquistar um Oscar, Ainda Estou Aqui tem um significado extraordinário para o País, como poucas obras de arte tiveram em nossa história.

 

À medida que o filme passou a ganhar visibilidade, críticas positivas e prêmios no exterior, instalou-se no País um sentimento que só costumamos ver em época de Copas do Mundo.

 

Quando a atriz espanhola Penélope Cruz anunciou o Oscar para o longa dirigido por Walter Salles, o Brasil explodiu em celebração.

 

Tanto entusiasmo não é exagero.

 

Como destacou Fernanda Torres, atriz principal do filme, o fato de uma produção falada em português ter recebido três indicações ao Oscar – melhor filme, melhor atriz e melhor filme estrangeiro – já era um feito.

 

Ancorado na atuação impecável de Fernanda Torres, agora um talento internacionalmente reconhecido, o filme conseguiu, com sutileza e sobriedade, retratar a vida de inúmeras famílias.

 

Com isso, a produção transformou um tema local em algo universal.

 

Ao decidir narrar a história dos Paiva na atual conjuntura, portanto, o diretor Walter Salles foi particularmente corajoso, sobretudo porque deu visibilidade à aguerrida Eunice, que lutou para preservar sua família e perseverou em busca de justiça.

 

Só isso já é digno de aplausos.

   Nem precisava de Oscar.

(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 04.03.2025. Adaptado)

A concordância atende à norma-padrão em:
  1. AÉ muito provável que, com essa vitória e mais curiosidade no exterior sobre o cinema brasileiro, sejam acalentado os sonhos dos jovens diretores daqui.
  2. BOs prêmios para Ainda Estou Aqui vêm mostrar que artistas e profissionais brasileiros nessa arte agora dispõem de mais maturidade para comover e divertir.
  3. CO fato de ter ganhado o Oscar não significa que o Brasil se tornou uma potência capaz de concorrer com países que tem mais tradição na arte do cinema.
  4. DEmbora cinco Copas do Mundo já houvesse sido ganho, um Prêmio Nobel e um Oscar faltava ainda ao Brasil. Mas isso mudou no dia 02 de março de 2025.
  5. EÀ medida que o filme passou a ganhar visibilidade, veio críticas positivas e prêmios no exterior, instalou- se no País emoções semelhante à de época de Copas do Mundo.
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GabaritoB — Os prêmios para Ainda Estou Aqui vêm mostrar que artistas e profissionais brasileiros nessa arte agora dispõem de mais maturidade para comover e divertir.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal e nominal: a norma-padrão em jogo

Gabarito: letra B. A alternativa B é a única em que todas as concordâncias — verbais e nominais — estão de acordo com a norma-padrão. O verbo "vêm" concorda com o sujeito plural "Os prêmios", e o verbo "dispõem" concorda com o sujeito composto "artistas e profissionais brasileiros". As demais alternativas apresentam erros de concordância, como veremos a seguir.

A questão cobra o domínio das regras de concordância verbal (verbo flexiona em número e pessoa para concordar com o sujeito) e concordância nominal (adjetivos, pronomes e particípios concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem). O comando é direto: pede-se a alternativa que atende à norma-padrão, ou seja, a única frase gramaticalmente correta. Não se trata de interpretação de texto, mas de aplicação de regra gramatical — o texto-base serve apenas como ponto de partida para as frases das alternativas.

A técnica central é identificar o sujeito de cada verbo e verificar se a flexão está correta. Muitas vezes, a banca "esconde" o sujeito, colocando palavras entre ele e o verbo, ou usa sujeitos compostos que exigem plural. Vamos analisar cada alternativa com esse método.

Regra de ouro: antes de julgar a concordância, faça a pergunta "quem?" ou "o quê?" antes do verbo. A resposta é o sujeito. Depois, verifique se o verbo está na mesma pessoa e número. Para a concordância nominal, identifique o substantivo a que o adjetivo/particípio se refere e confira gênero e número.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de concordância, sublinhe o verbo e trace uma seta até o sujeito. Cuidado com palavras entre eles — a banca adora distanciar o sujeito do verbo para confundir.

Concordância
  • 1Verbal (verbo × sujeito)
    • Sujeito simples → verbo no singular/plural
    • Sujeito composto → verbo no plural
    • Verbo "haver" impessoal → sempre singular
    • Pronome relativo "que" → concorda com o antecedente
  • 2Nominal (adjetivo/particípio × substantivo)
    • Particípio concorda com o sujeito
    • Adjetivo concorda com o referente
  • 3Pegadinhas comuns
    • Sujeito distante do verbo
    • "tem" × "têm"
    • Particípio no singular com sujeito plural
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: concordância nominal no particípio. A frase diz: "sejam acalentado os sonhos". O particípio "acalentado" deveria concordar com o sujeito "os sonhos" (masculino plural), portanto o correto é "acalentados". Além disso, o verbo "sejam" está no plural, mas o particípio ficou no singular — quebra a concordância. A banca explora a distância entre o verbo auxiliar e o particípio, mas a regra é clara: o particípio concorda com o sujeito.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase está inteiramente correta. Vejamos:

  • "Os prêmios para Ainda Estou Aqui vêm mostrar": sujeito "Os prêmios" (plural) → verbo "vêm" (3ª pessoa do plural). Concordância verbal correta.

  • "artistas e profissionais brasileiros nessa arte agora dispõem": sujeito composto "artistas e profissionais" (plural) → verbo "dispõem" (3ª pessoa do plural). Concordância verbal correta.

  • "mais maturidade para comover e divertir": não há adjetivo que exija flexão; "mais" é invariável. Concordância nominal correta.

A alternativa B é a única que não apresenta nenhum desvio da norma-padrão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: concordância verbal no pronome relativo "que". A frase diz: "países que tem mais tradição". O pronome relativo "que" retoma o antecedente "países" (plural), portanto o verbo deve concordar com ele: "têm" (com acento circunflexo, 3ª pessoa do plural). O correto seria "países que têm mais tradição". A banca explora a confusão entre "tem" (singular) e "têm" (plural) — pegadinha clássica com os verbos "ter" e "vir".

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: concordância verbal com o verbo "haver" impessoal e com o sujeito composto. A frase diz: "cinco Copas do Mundo já houvesse sido ganho". O verbo "haver" no sentido de existir é impessoal, ou seja, fica sempre na 3ª pessoa do singular: "houvesse" (não "houvessem"). Além disso, o particípio "ganho" deveria concordar com o sujeito "cinco Copas" (feminino plural): "ganhas". E ainda: "um Prêmio Nobel e um Oscar faltava" — sujeito composto exige verbo no plural: "faltavam". São três erros de concordância na mesma frase.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: concordância verbal e nominal. A frase diz: "veio críticas positivas e prêmios". O sujeito é composto ("críticas positivas e prêmios"), portanto o verbo deve ir para o plural: "vieram". Além disso, "emoções semelhante à de época" — o adjetivo "semelhante" deveria concordar com "emoções" (feminino plural): "semelhantes". E "instalou-se no País emoções" — o verbo "instalar" com sujeito posposto plural deve concordar: "instalaram-se". São múltiplos desvios.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura erros de concordância verbal e nominal em frases longas, com sujeitos distantes do verbo e particípios que exigem atenção. A pegadinha clássica é o verbo "haver" impessoal (não varia) e o particípio que deve concordar com o sujeito.

Conclusão: a única alternativa que atende integralmente à norma-padrão é a letra B. Para acertar questões assim, lembre-se: identifique o sujeito de cada verbo, confira a flexão, e verifique se adjetivos e particípios concordam com seus referentes. Desconfie de frases longas com palavras entre o sujeito e o verbo — é aí que a banca esconde o erro.

Gabarito: letra B

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