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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu217619
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Itapevi
Ano
2025
Cargo
Ass Soc (Itapevi)

Se alguém quer aprender a tocar um instrumento, precisa fazer aulas e praticar. Se a meta é fortalecer os músculos, é fundamental se exercitar com regularidade. Para quem quer ser mais feliz – no trabalho e na vida – a lógica é a mesma: é necessário estimular o cérebro.

 

Juliana Sawaia, cientista de dados e pesquisadora sobre felicidade no trabalho, explica que a felicidade é um sentimento construído e influenciado por fatores internos e externos. No trabalho, ela passa por motivos como engajamento, paixão e satisfação com o ambiente e a função exercida.

 

“Não dá para definir se alguém é feliz ou não como se fosse uma pergunta de sim ou não. É uma questão que engloba inúmeros elementos que variam de tempos em tempos para cada profissional”, explica.

 

Um estudo norte-americano mostrou que os brasileiros têm experimentado emoções negativas no trabalho. Os dados colocaram o Brasil em quarto lugar entre os países com os trabalhadores mais tristes da América Latina.

 

Não existe fórmula mágica que possa agradar a todos e transformar os trabalhadores em pessoas mais felizes.

 

As exigências mudam bastante de um ser humano para outro. Mas, como uma habilidade, a felicidade pode ser construída no dia a dia. Juliana destaca que, além das responsabilidades das organizações, o profissional também precisa ter a intencionalidade para encontrar o bem-estar.

 

“A felicidade é um alvo que muda muito. Talvez o que te faz feliz hoje não vá causar o mesmo sentimento amanhã e vice-versa. O ponto é entender no dia a dia como você pode ser um pouco mais feliz”, comenta.

 

(Geovanna Hora. “Pesquisadora da felicidade indica 5 hábitos para ser mais feliz no trabalho; veja quais são”.

Disponível em: https://www.estadao.com.br. 02.01.2025. Adaptado)

No parágrafo do texto, a autora apresenta
  1. Auma análise sobre como aprender a tocar um instrumento influencia diretamente a capacidade de ser mais feliz.
  2. Bum argumento de que aprender a tocar um instrumento e exercitar-se regularmente faz bem ao cérebro.
  3. Cuma contraposição entre a capacidade de ser feliz de um lado e a de aprender a tocar um instrumento de outro.
  4. Duma gradação em que aprender a tocar um instrumento é mais fácil do que ser mais feliz no trabalho e na vida.
  5. Euma comparação entre a possibilidade de ser mais feliz e a de aprender a tocar um instrumento ou fortalecer os músculos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — uma comparação entre a possibilidade de ser mais feliz e a de aprender a tocar um instrumento ou fortalecer os músculos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Comparação entre felicidade e aprendizado de instrumento

Gabarito: letra E. No primeiro parágrafo, a autora estabelece uma comparação entre a necessidade de estimular o cérebro para ser feliz e a de praticar para aprender um instrumento ou fortalecer os músculos. A passagem que ancora essa leitura é: "Se alguém quer aprender a tocar um instrumento, precisa fazer aulas e praticar. Se a meta é fortalecer os músculos, é fundamental se exercitar com regularidade. Para quem quer ser mais feliz – no trabalho e na vida – a lógica é a mesma: é necessário estimular o cérebro." A expressão "a lógica é a mesma" é o operador argumentativo que instaura a comparação.

O comando pede que se identifique o que a autora apresenta no parágrafo — ou seja, uma tarefa de compreensão (localizar a informação explícita), não de inferência. A resposta correta deve ser uma paráfrase fiel do que está escrito, sem acrescentar ideias que o texto não sustenta. As alternativas A, B, C e D cometem, cada uma, um erro típico de interpretação: extrapolam, restringem ou contradizem o que o parágrafo afirma.

A técnica central aqui é ancorar cada alternativa no texto: pergunte "onde o parágrafo autoriza esta afirmação?". A alternativa correta é a única que encontra respaldo literal na passagem citada. As demais ou acrescentam relações de causa/efeito que não existem, ou invertem a lógica do texto, ou introduzem juízos de valor que a autora não emitiu.

A armadilha da banca está em extrapolar a partir de elementos reais do texto. As alternativas A, B e C usam palavras que aparecem no parágrafo ("tocar um instrumento", "exercitar", "cérebro") para construir afirmações que o texto não faz. A alternativa D, por sua vez, inverte a relação de comparação, transformando-a em gradação de dificuldade. A correta, E, limita-se a nomear o recurso retórico usado: a comparação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a extrapolação com elementos reais do texto. As alternativas A, B e C usam palavras que aparecem no parágrafo ("tocar um instrumento", "exercitar", "cérebro") para construir relações de causa e consequência que o texto não estabelece. A alternativa D inverte a comparação em gradação de dificuldade. A correta, E, limita-se a nomear o recurso retórico usado.

Recurso retórico no parágrafo
  • 1Comparação (gabarito)
    • Aprender instrumento → prática
    • Fortalecer músculos → exercício
    • Ser feliz → estimular o cérebro
    • Operador: "a lógica é a mesma"
  • 2Erros típicos das distratoras
    • Extrapolação (causa/efeito inexistente)
    • Inversão da relação
    • Contraposição (troca comparação por oposição)
    • Gradação de dificuldade (juízo de valor)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o texto apresenta "uma análise sobre como aprender a tocar um instrumento influencia diretamente a capacidade de ser mais feliz". O texto, porém, não estabelece essa relação de causa e consequência. O parágrafo apenas compara a lógica de aprender um instrumento com a lógica de ser feliz: ambas exigem esforço e prática. A palavra "influencia diretamente" é uma extrapolação — o texto não diz que tocar um instrumento torna alguém mais feliz, apenas que a lógica é a mesma. O erro é do tipo fora_do_escopo: acrescenta uma relação causal que não está no texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa diz que o texto apresenta "um argumento de que aprender a tocar um instrumento e exercitar-se regularmente faz bem ao cérebro". O texto, porém, não afirma que essas atividades fazem bem ao cérebro. O que ele diz é que, para ser feliz, é necessário estimular o cérebro — e que essa lógica é a mesma de aprender um instrumento ou fortalecer os músculos. A alternativa inverte a relação: o texto não diz que tocar instrumento faz bem ao cérebro, mas que a felicidade exige estímulo cerebral. O erro é do tipo contradiz_texto: troca o sujeito da ação (quem precisa de estímulo é quem quer ser feliz, não quem toca instrumento).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o texto apresenta "uma contraposição entre a capacidade de ser feliz de um lado e a de aprender a tocar um instrumento de outro". O texto, porém, não estabelece uma oposição entre esses elementos — ele os compara como situações análogas. A palavra "contraposição" é um erro de leitura: o parágrafo não contrapõe felicidade e aprendizado; ao contrário, aproxima-os pela mesma lógica. O erro é do tipo troca_conceito: confunde comparação com oposição.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa diz que o texto apresenta "uma gradação em que aprender a tocar um instrumento é mais fácil do que ser mais feliz no trabalho e na vida". O texto, porém, não estabelece nenhuma hierarquia de dificuldade entre essas atividades. A palavra "mais fácil" é uma extrapolação — o texto não compara o grau de dificuldade, apenas a lógica de construção. O erro é do tipo fora_do_escopo: introduz um juízo de valor que a autora não emitiu.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que o texto apresenta "uma comparação entre a possibilidade de ser mais feliz e a de aprender a tocar um instrumento ou fortalecer os músculos". Isso é exatamente o que o primeiro parágrafo faz. A passagem que prova é:

"Se alguém quer aprender a tocar um instrumento, precisa fazer aulas e praticar. Se a meta é fortalecer os músculos, é fundamental se exercitar com regularidade. Para quem quer ser mais feliz – no trabalho e na vida – a lógica é a mesma: é necessário estimular o cérebro."

A expressão "a lógica é a mesma" é o operador que instaura a comparação: assim como aprender um instrumento exige prática e fortalecer músculos exige exercício, ser feliz exige estimular o cérebro. A alternativa é uma paráfrase fiel, sem acrescentar nem suprimir informação. O erro das demais é justamente não se limitar ao que o texto diz.

Gabarito: letra E. A regra de ouro: em questões de compreensão, a resposta correta é a única que o texto autoriza literalmente — sem extrapolar, sem inverter, sem acrescentar opinião. Teste cada alternativa perguntando: "onde o parágrafo diz isso?".

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