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Questão de Português — Regência Nominal e Verbal (Casos Gerais) — VUNESP 2025

PortuguêsRegência Nominal e Verbal (Casos Gerais)
Código
vu217851
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Osasco
Ano
2025
Cargo
CVU (SAMU Osasco)

Entre 1982 e 1987, missionários se aproximaram dos indígenas Zo’é que viviam isolados nas florestas do norte do Pará. Os Zo’é ficaram doentes em pouco tempo. Eles não tinham memória imunológica para combater os vírus e bactérias trazidos pelos missionários. Morreu tanta gente que os próprios missionários entraram em contato com a Funai para obter ajuda.

 

Desde a saída dos missionários da tribo, em 1991, o povo Zo’é sobrevive na Amazônia. Hoje eles são classificados como “povo de recente contato”. Embora tenham alguma comunicação com pessoas de fora do grupo, eles mantêm suas formas tradicionais de organização social.

 

Também há aqueles que não querem contato algum com não indígenas. Esses são chamados de “povos isolados” São pessoas que mantêm seu modo de vida tradicional, e sobre as quais temos informações limitadas. Eles se concentram principalmente na América do Sul e na Oceania.

 

A maior parte dos povos isolados do mundo, porém, vive no Brasil. Segundo a Funai, existem 114 registros de povos isolados na Amazônia, sendo 29 confirmados, 25 em estudo e 60 com “informações em qualificação”. Esta última categoria se aplica, por exemplo, a povos que foram vistos uma ou outra vez pela comunidade de cidades próximas ao seu território.

 

“Eles têm consciência de que existe uma sociedade ao redor deles. Eles sabem que existem outras pessoas. E eles optam por continuar isolados.” diz Priscilla Oliveira, antropóloga e pesquisadora da ONG Survival International.

 

Não é por falta de informação. Muitos desses povos já tiveram algum contato com pessoas não indígenas no passado – e é justamente o trauma desse encontro que motiva o isolamento.

 

(Bela Lobato e Maria Clara Rossini. “Os últimos povos isolados: como vivem os humanos não contatados”. https://super.abril.com.br/, 17.04.2025. Adaptado.)

Leia o texto a seguir para responder à questão abaixo.

 

Considere o 5o parágrafo:

 

“Eles têm consciência de que existe uma sociedade ao redor deles. Eles sabem que existem outras pessoas.

E eles optam por continuar isolados.” diz Priscilla Oliveira, antropóloga e pesquisadora da ONG Survival International.

 

As expressões em destaque podem ser substituídas, respectivamente e de acordo com a norma-padrão de regência, por

  1. Aentendem que ... preferem de
  2. Bentendem de que ... preferem
  3. Centendem que ... preferem
  4. Dentendem de que ... preferem por
  5. Eentendem que ... preferem por
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — entendem que ... preferem

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Regência verbal: substituindo expressões sem alterar o sentido

Gabarito: letra C. A alternativa C é a única que respeita a regência padrão dos verbos entender e preferir: ambos são transitivos diretos — não exigem preposição. No texto, "têm consciência de que" e "optam por" são substituídos, respectivamente, por "entendem que" e "preferem", mantendo o sentido e a norma culta. Como se vê no 5º parágrafo: "Eles têm consciência de que existe uma sociedade ao redor deles... E eles optam por continuar isolados." — a substituição correta é "entendem que" (sem preposição) e "preferem" (sem preposição).

O comando: substituição com norma-padrão

A questão pede que você substitua as expressões destacadas por outras equivalentes, respeitando a regência dos verbos. Não se trata de interpretar o texto, mas de aplicar a norma-padrão da língua: escolher a forma que mantém o sentido e obedece à transitividade verbal. O comando "podem ser substituídas... de acordo com a norma-padrão de regência" indica que a banca quer testar seu domínio da regência verbal — saber quais verbos pedem ou não preposição.

O texto: onde mora a resposta

O 5º parágrafo traz a fala da antropóloga: "Eles têm consciência de que existe uma sociedade ao redor deles. Eles sabem que existem outras pessoas. E eles optam por continuar isolados." As expressões em destaque são "têm consciência de que" e "optam por". A substituição deve preservar o sentido: "têm consciência de que" equivale a "entendem que" (verbo entender + conjunção integrante, sem preposição); "optam por" equivale a "preferem" (verbo preferir, que é transitivo direto, sem preposição).

A regra que decide: regência de "entender" e "preferir"

  • Entender é transitivo direto: não exige preposição. Ex.: "Entendo que você está certo." (objeto direto oracional). A forma "entender de que" é incorreta na norma-padrão, pois o verbo não pede a preposição "de".

  • Preferir é transitivo direto: não exige preposição. Ex.: "Prefiro paz a guerra." (objeto direto "paz"). A forma "preferir por" é incorreta — o verbo já traz a ideia de preferência, dispensando a preposição. A construção correta é "preferir X a Y", sem "por".

A pegadinha da banca está em oferecer alternativas que acrescentam preposições indevidas ("preferir de", "preferir por") ou que erram a regência de "entender" ("entender de que"). A única opção que mantém ambos os verbos sem preposição é a C.

Regência dos verbos
  • 1Entender
    • Transitivo direto
    • Sem preposição: "entende que"
    • "entender de que" (incorreto)
  • 2Preferir
    • Transitivo direto
    • Sem preposição: "prefere X a Y"
    • "preferir por" (incorreto)
    • "preferir de" (incorreto)
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Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

"entendem que ... preferem de" — O erro está em "preferem de": o verbo preferir não admite a preposição "de". A forma correta é "preferem" (sem preposição) ou "preferem X a Y". A primeira parte está correta ("entendem que"), mas a segunda invalida a alternativa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"entendem de que ... preferem" — O erro está em "entendem de que": o verbo entender é transitivo direto e não pede a preposição "de". A forma correta é "entendem que". A segunda parte está correta ("preferem"), mas a primeira invalida a alternativa.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"entendem que ... preferem" — Ambas as formas estão de acordo com a norma-padrão: "entendem que" (verbo entender + conjunção integrante, sem preposição) e "preferem" (verbo preferir, transitivo direto, sem preposição). A substituição preserva o sentido do texto: "têm consciência de que" → "entendem que"; "optam por" → "preferem".

Alternativa D — ❌ Incorreta

"entendem de que ... preferem por" — Erro duplo: "entendem de que" (preposição indevida) e "preferem por" (preposição indevida). Nenhuma das formas está correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"entendem que ... preferem por" — A primeira parte está correta ("entendem que"), mas a segunda "preferem por" é incorreta: o verbo preferir não pede a preposição "por".

Conclusão

A questão testa a regência verbal de dois verbos que não pedem preposição: entender e preferir. A alternativa C é a única que respeita a norma-padrão, substituindo "têm consciência de que" por "entendem que" e "optam por" por "preferem". Lembre-se: preferir não admite "por" nem "de"; entender não admite "de que".

PEGA ESSA DICA!

Ao substituir expressões, verifique a transitividade do verbo: se ele é transitivo direto, não use preposição. Desconfie de alternativas que acrescentam "de", "por" ou "em" sem necessidade.

Gabarito: letra C

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