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Questão de Português — Significação de Vocábulo e Expressões — VUNESP 2025

PortuguêsSignificação de Vocábulo e Expressões
Código
vu218093
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2025
Cargo
V - - Doc ( )

O lirismo em feminino, que se observa em “Ainda uma vez – adeus!” e em “Marabá”, provém do amor-melancolia, amor-desespero, amor-desilusão, que testemunha flagrantemente o quanto o poeta encarnou o próprio espírito do Romantismo nascente, caracterizado pela passividade nos domínios do sentimento. Dessa forma, o medievalismo cavaleiresco encontrava sua razão de ser na emotividade de um poeta mestiço e tropical. O outro vetor que lhe orientava a fantasia continha uma adaptação aos tempos novos e uma tomada de consciência do solo natal: contraface da tendência anterior, manifesta uma visão épica do mundo, traduzida no indianismo heroico (“O Canto do Piaga”) e num patriotismo e brasilidade que lhe está visceralmente conectado (“Quero antes uns olhos bem pretos, luzentes”, etc.; “quero antes um rosto de jambo corado”, etc., de “Marabá”). Pelo primeiro aspecto, o poeta tornou-se mestre de muitos poetas posteriores, graças à elaboração de autênticas obras-primas de lirismo-amoroso, como “Ainda uma vez – adeus!”; e pelo outro, atualizou a temática indígena, conferindo- lhe a grandeza que desconhecia antes e que jamais atingiu depois, decerto porque lhe inoculou alta dose de confissão. Acrescente-se, por fim, uma consciência artesanal, patente no acabamento da forma e na diversidade dos recursos métricos, peculiar ao poeta superior. Por tudo isso, continua a ser lido e apreciado. Merecidamente.

 

(Massaud Moisés, A literatura brasileira através dos textos. Adaptado)

Na passagem “Acrescente-se, por fim, uma consciência artesanal, patente no acabamento da forma e na diversidade dos recursos métricos, peculiar ao poeta superior.”, os termos destacados significam, correta e respectivamente,

  1. A“exclusiva” e “comum”.
  2. B“manifesta” e “própria”.
  3. C“presente” e “necessária”.
  4. D“infrequente” e “rara”.
  5. E“especial” e “autêntica”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — “manifesta” e “própria”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Significação contextual: "patente" e "peculiar" no texto

Gabarito: letra B. Na passagem, "patente" significa "manifesta" (algo que se mostra, evidente) e "peculiar" significa "própria" (característica exclusiva de algo). A resposta se prova no próprio texto: a consciência artesanal é descrita como algo que se revela no acabamento da forma, e a diversidade métrica é apresentada como traço inerente ao poeta superior.

O comando pede o sentido contextual dos termos destacados — ou seja, não basta saber o significado dicionarizado; é preciso verificar qual sinônimo se encaixa no trecho sem alterar o sentido. A banca VUNESP explora exatamente isso: oferece pares de sinônimos que funcionam isoladamente, mas que, no contexto, ou mudam o sentido ou não se aplicam.

No trecho, o autor afirma que a consciência artesanal é "patente no acabamento da forma e na diversidade dos recursos métricos". O adjetivo "patente" qualifica a consciência artesanal como algo visível, evidente, que se manifesta — não como algo "exclusivo" ou "especial" (que seriam sentidos possíveis em outros contextos, mas aqui não). Já "peculiar ao poeta superior" indica uma característica que pertence com exclusividade ao poeta, ou seja, "própria" dele. A alternativa B é a única que preserva exatamente esses sentidos.

"Acrescente-se, por fim, uma consciência artesanal, patente no acabamento da forma e na diversidade dos recursos métricos, peculiar ao poeta superior."

Aqui, "patente" = "manifesta" (o acabamento e a diversidade métrica são a prova visível da consciência artesanal) e "peculiar" = "própria" (essa consciência é uma característica inerente ao poeta superior). As demais alternativas trocam esses sentidos por outros que não se sustentam no texto.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Exclusiva" e "comum" — "Exclusiva" até poderia se aproximar de "peculiar", mas está na posição errada: o texto diz que a consciência é patente (manifesta), não exclusiva. E "comum" contradiz "peculiar", que indica algo próprio, não generalizado. A alternativa inverte os sentidos e ainda usa um antônimo no segundo termo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Manifesta" e "própria" — "Manifesta" capta o sentido de "patente" (evidente, que se mostra) e "própria" capta o de "peculiar" (característica inerente). A substituição preserva integralmente o sentido do trecho.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Presente" e "necessária" — "Presente" é próximo de "patente", mas "necessária" não equivale a "peculiar": o texto não diz que a consciência artesanal é necessária ao poeta, e sim que é uma característica dele. A troca introduz uma ideia de obrigatoriedade que não está no texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Infrequente" e "rara" — Ambos os termos indicam algo que ocorre pouco, o que contradiz o texto: a consciência artesanal é apresentada como algo presente e marcante, não raro. Além disso, "infrequente" não é sinônimo de "patente" em nenhum contexto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Especial" e "autêntica" — "Especial" pode ser um sinônimo distante de "peculiar", mas está na posição de "patente", onde não cabe. "Autêntica" também não equivale a "peculiar" no contexto: o texto fala de uma característica própria, não de autenticidade. A alternativa troca os sentidos e foge ao que o trecho expressa.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de sinonímia contextual, substitua mentalmente o termo destacado por cada opção e veja se a frase continua com o mesmo sentido. Se a troca alterar o significado ou soar estranha, descarte.

Gabarito: letra B.

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