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Questão de Português — Sujeito — VUNESP 2025

PortuguêsSujeito
Código
vu218226
Banca
VUNESP
Órgão
FEMA
Ano
2025
Cargo
Vest ( )

Considere o texto a seguir para responder a questão 

 

Trecho do artigo publicado no site da Academia Brasileira de Letras

 

José de Alencar (José Martiniano de Alencar), advogado, jornalista, político, orador, romancista e teatrólogo, nasceu em Messejana (atual bairro de Fortaleza), CE, em 1o de maio de 1829, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de dezembro de 1877. [...]

 

As mais distantes reminiscências da infância do pequeno José mostram-no lendo velhos romances para a mãe e as tias, em contato com as cenas da vida sertaneja e da natureza brasileira e sob a influência do sentimento nativista que lhe passava o pai revolucionário. Entre 1837-38, em companhia dos pais, viajou do Ceará à Bahia, pelo interior, e as impressões dessa viagem refletir-se-iam mais tarde em sua obra de ficção. Transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro, onde o pai desenvolveria carreira política e onde frequentou o Colégio de Instrução Elementar. Em 1844 vai para São Paulo, onde permanece até 1850, terminando os preparatórios e cursando Direito, salvo o ano de 1847, em que faz o 3o ano na Faculdade de Olinda. Formado, começa a advogar no Rio [...]. Filiado ao Partido Conservador, foi eleito várias vezes deputado geral pelo Ceará; de 1868 a 1870, foi ministro da Justiça. Não conseguiu realizar a ambição de ser senador, devendo contentar-se com o título do Conselho. Desgostoso com a política, passou a dedicar-se exclusivamente à literatura.

 

[...]

 

Ainda em 1856, publicou o seu primeiro romance conhecido: Cinco minutos. Em 1857, revelou-se um escritor mais maduro com a publicação, em folhetins, de O Guarani, que lhe granjeou1 grande popularidade. Daí para frente escreveu romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances- poemas de natureza lendária, obras teatrais, poesias, crônicas, ensaios e polêmicas literárias, escritos políticos e estudos filológicos. A parte de ficção histórica, testemunho da sua busca de tema nacional para o romance, concretizou- -se em duas direções: os romances de temas propriamente históricos e os de lendas indígenas.

 

(www.academia.org.br)

 

1 granjear: alcançar ou conseguir algo mediante trabalho; lhe granjeou: lhe trouxe, lhe fez alcançar.

No trecho “A parte de ficção histórica, testemunho da sua busca de tema nacional para o romance, concretizou-se em duas direções: os romances de temas propriamente históricos e os de lendas indígenas”, o sujeito do verbo sublinhado é

  1. Ainexistente.
  2. Bdeterminado: “o romance”.
  3. Cdeterminado: “A parte de ficção histórica”.
  4. Doculto: José de Alencar, o autor.
  5. Eindeterminado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — determinado: “A parte de ficção histórica”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sujeito do verbo "concretizou-se" no trecho de José de Alencar

Gabarito: letra C. O sujeito do verbo "concretizou-se" é determinado: "A parte de ficção histórica". A prova está na própria estrutura do período: o verbo concorda em número e pessoa com o núcleo "parte", e o trecho "testemunho da sua busca de tema nacional para o romance" é um aposto explicativo — termo acessório que apenas explica o sujeito, sem alterar sua função. Como se lê no trecho:

"A parte de ficção histórica, testemunho da sua busca de tema nacional para o romance, concretizou-se em duas direções"

O verbo "concretizou-se" está na 3ª pessoa do singular, exatamente para concordar com "A parte de ficção histórica".

O comando

A questão pede a identificação do sujeito de um verbo específico dentro de um trecho. Isso é análise sintática pura: não se trata de interpretar o texto, mas de reconhecer a função sintática de um termo. O comando "o sujeito do verbo sublinhado é" exige que você localize o verbo, pergunte "quem?" ou "o quê?" antes dele e identifique o termo que responde a essa pergunta.

O texto e a estrutura do período

No trecho, o período é:

"A parte de ficção histórica, testemunho da sua busca de tema nacional para o romance, concretizou-se em duas direções: os romances de temas propriamente históricos e os de lendas indígenas."

A oração principal é: "A parte de ficção histórica concretizou-se em duas direções". O termo "testemunho da sua busca de tema nacional para o romance" está entre vírgulas e funciona como aposto explicativo — ele explica, detalha o que é "A parte de ficção histórica", mas não é o sujeito. O sujeito é o termo que pratica ou sofre a ação verbal, e aqui é "A parte de ficção histórica".

A técnica que decide

Para achar o sujeito, faça a pergunta ao verbo: "O que concretizou-se?" A resposta é: "A parte de ficção histórica". O aposto "testemunho..." é um termo acessório, isolado por vírgulas, que apenas acrescenta uma explicação. Ele não pode ser o sujeito porque não concorda com o verbo: o verbo está no singular ("concretizou-se"), e "testemunho" também está no singular, mas a concordância se dá com o núcleo do sujeito, que é "parte".

O gancho

Teste cada alternativa perguntando: o texto autoriza isto, ou exige acrescentar algo de fora? O sujeito está explícito no período; não há necessidade de recorrer ao contexto para identificá-lo.

Sujeito
  • 1Determinado
    • Simples
      • Núcleo: "parte"
      • Verbo concorda (3ª pessoa singular)
  • 2Termos que confundem
    • Aposto explicativo
      • "testemunho da sua busca..."
      • Isolado por vírgulas
      • Não exerce função de sujeito
  • 3Outros tipos (não se aplicam)
    • Inexistente (verbos impessoais)
    • Oculto (não explícito)
    • Indeterminado (agente não identificável)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Sujeito inexistente ocorre apenas com verbos impessoais (fenômenos da natureza, "haver" com sentido de existir, "fazer" indicando tempo). O verbo "concretizou-se" é pessoal e tem sujeito claro. A alternativa extrapola o conceito de oração sem sujeito, aplicando-o a um verbo que exige sujeito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"O romance" é o núcleo do aposto explicativo, não o sujeito. O aposto "testemunho da sua busca de tema nacional para o romance" explica o sujeito, mas não exerce a função de sujeito. A alternativa troca o termo: confunde o núcleo do aposto com o núcleo do sujeito.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O sujeito é determinado e simples: "A parte de ficção histórica". O núcleo é "parte", e o verbo "concretizou-se" concorda com ele (3ª pessoa do singular). O aposto "testemunho..." está entre vírgulas e não interfere na função sintática. A alternativa está inteiramente sustentada pelo trecho.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sujeito oculto (ou desinencial) é aquele que não está explícito, mas é identificado pela desinência verbal ou pelo contexto. Aqui o sujeito está explícito no período: "A parte de ficção histórica". A alternativa contradiz o texto, pois afirma que o sujeito está oculto quando ele está claro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sujeito indeterminado ocorre quando não se pode identificar o agente (verbo na 3ª pessoa do plural sem referência, ou verbo na 3ª pessoa do singular + "se" como índice de indeterminação). No trecho, o sujeito é perfeitamente identificável; não há indeterminação. A alternativa extrapola o conceito, aplicando-o a uma oração de sujeito determinado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o aposto explicativo com o sujeito, oferecendo "o romance" (núcleo do aposto) como se fosse o sujeito. Fique atento: aposto é termo acessório, isolado por vírgulas, e não exerce função de sujeito.

PEGA ESSA DICA!

Para achar o sujeito, pergunte ao verbo "quem?" ou "o quê?". A resposta é o sujeito. Termos entre vírgulas que explicam algo são apostos, não sujeitos.

Gabarito: letra C.

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