Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2025
- Código
- vu218250
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNICAMP
- Ano
- 2025
- Cargo
- TAU ( )
Transição energética, não ruptura
A transição energética, marcada pelo uso de fontes renováveis e não poluentes que substituam gradativamente os derivados de petróleo, é o caminho mais sensato para, atendendo às necessidades do presente, não comprometer a vida das gerações futuras.
Trata-se de uma transição, não de uma ruptura, como talvez imaginem e desejem alguns ambientalistas, para que, da noite para o dia, o mundo deixe de consumir petróleo e de ficar mais quente. Cientistas lúcidos, que defendem com autoridade a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis e não poluentes, advertem que a transição energética não é uma questão apenas ambiental; é também econômica e social.
Alguns dados sobre o petróleo ainda assustam. Além de ser a principal fonte de energia do mundo, o petróleo tem seu consumo em crescimento. Ao contrário das projeções do Clube de Roma, organização não governamental fundada em 1968, que previu o fim das reservas mundiais de petróleo no prazo de 30 anos, as reservas nunca estiveram tão altas. Estimativas mais recentes citam 1,8 trilhão de barris de reservas provadas em todo o mundo. Há pouco a britânica BP anunciou ter feito sua maior descoberta de petróleo e gás em 25 anos, na área do pré-sal brasileiro. A expectativa da empresa é a de que, quando o reservatório for corretamente dimensionado, poderá ser um dos maiores campos de petróleo do mundo.
O Brasil tem uma posição privilegiada quanto à transição energética. A energia renovável e não poluente responde por praticamente 50% da matriz energética (na média mundial, responde por apenas 20%). No caso específico da energia elétrica, a participação de fontes renováveis na matriz brasileira sobe para 87%. Mas o Brasil tem também grande potencial para explorar na área do petróleo, precisa explorá-lo e está fazendo isso. Outros países com reservas exuberantes também agem assim, pois o fim do petróleo, ainda que previsível, continua distante. Abandonar essa oportunidade talvez pareça um gesto de grandeza do ponto de vista ambiental. Mas, caso isso ocorra, terá sido um equívoco com imensos custos sociais e econômicos no futuro. Estaremos impondo penas às gerações que pensamos salvar.
(Jorge J. Okubaro. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 12.08.2025. Adaptado)
- Adefine a exploração das exuberantes reservas de petróleo como meta principal para garantir desenvolvimento econômico e social, independentemente dos prejuízos ambientais.
- Breconhece os alertas emitidos pelos ambientalistas como orientações legítimas para salvar o planeta, e isso implica renunciar à exploração das exuberantes reservas de petróleo.
- Cprioriza os aspectos ambiental, econômico e social, com a devida exploração das reservas exuberantes de petróleo, para garantir melhores condições de vida às gerações futuras.
- Dprecisa se orientar em razão das gerações a serem salvas, o que exige um gesto de grandeza do ponto de vista ambiental, com o abandono das exuberantes reservas de petróleo.
- Emostra vantagem em relação a outros países, uma vez que o grande potencial em energia renovável e não poluente permite dispensar o uso das exuberantes reservas de petróleo.