Questão de Português — Colocação Pronominal — VUNESP 2025
- Código
- vu218361
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- PM SP
- Ano
- 2025
- Cargo
- Sarg ( )

- Alhe roubaram!
- Ba roubaram!
- Croubaram-a!
- Droubaram ela!

GabaritoB — a roubaram!
Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que respeita a norma-padrão: o pronome oblíquo átono a (objeto direto, retomando "minha piada") deve ficar antes do verbo porque a conjunção subordinativa "que" atrai a próclise. Como se lê no enunciado: "Não acredito que a roubaram!" — a conjunção "que" é palavra atrativa, exigindo o pronome antes do verbo.
A questão pede a alternativa que dá sequência à frase "Esta era minha piada! Não acredito que" respeitando a norma-padrão de emprego e colocação do pronome. Isso significa que devemos analisar duas coisas: (1) qual pronome é adequado para retomar "minha piada" (objeto direto) e (2) onde ele deve ficar em relação ao verbo "roubaram". Não é uma questão de interpretação de texto, mas de gramática normativa aplicada a um contexto.
A tira apresenta uma fala: "Esta era minha piada! Não acredito que...". O pronome "a" retoma anaforicamente "minha piada" (substantivo feminino singular). O verbo "roubaram" é transitivo direto, portanto exige pronome oblíquo átono de objeto direto: a (e não "lhe", que é objeto indireto). A conjunção "que" introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta e é uma palavra atrativa que obriga a próclise.
A regra central da colocação pronominal: palavras atrativas (conjunções subordinativas, pronomes relativos, advérbios, palavras negativas, pronomes indefinidos e interrogativos) puxam o pronome para antes do verbo (próclise). No trecho, o "que" é uma conjunção subordinativa — atrativo clássico. Portanto, o pronome deve vir antes de "roubaram": "que a roubaram".
Além disso, o pronome correto é a (objeto direto), não lhe (objeto indireto). O verbo "roubar" é transitivo direto: rouba-se algo (a piada), não se rouba a alguém (nesse contexto).
Erro: troca de pronome (objeto indireto no lugar de objeto direto).
"Lhe" é pronome oblíquo átono de objeto indireto (equivale a "a ele/a ela"). O verbo "roubar" é transitivo direto — o que se rouba é "a piada", não "a ela". Portanto, "lhe roubaram" está gramaticalmente incorreto: não se pode usar "lhe" para objeto direto. A banca explora a confusão entre os dois tipos de pronome.
Correta: pronome "a" (objeto direto) + próclise atraída pela conjunção "que".
A frase completa: "Não acredito que a roubaram!" — o "que" atrai o pronome para antes do verbo, e "a" retoma "minha piada" corretamente como objeto direto. É a única construção que respeita simultaneamente a regência do verbo e a colocação pronominal.
Erro: ênclise indevida (pronome depois do verbo).
"Roubaram-a" coloca o pronome depois do verbo (ênclise). Porém, a presença da conjunção "que" obriga a próclise — não é facultativo. Além disso, a forma "roubaram-a" soa artificial e contraria a eufonia; o correto seria "roubaram-na" se fosse ênclise (verbo terminado em -m), mas mesmo assim a próclise é obrigatória aqui.
Erro: uso de pronome pessoal reto (ela) como objeto direto.
"Roubaram ela" é típico da fala coloquial, mas viola a norma-padrão: o pronome pessoal reto "ela" não pode funcionar como objeto direto; deve-se usar o oblíquo átono "a". Além disso, a colocação também estaria errada (deveria ser "que a roubaram").
A questão testa dois pilares: regência verbal (roubar é VTD, exige "a", não "lhe") e colocação pronominal (conjunção "que" atrai próclise). A única alternativa que acerta ambos é a B. Para questões assim, lembre-se: identifique a palavra atrativa antes do verbo e o tipo de objeto (direto ou indireto) — isso elimina as armadilhas.
Grife a conjunção "que" e pergunte: "o pronome deve ficar antes ou depois?" Se houver palavra atrativa, a resposta é antes (próclise). Depois, verifique se o pronome é de objeto direto (o/a) ou indireto (lhe).
Gabarito: letra B
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