Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — VUNESP 2025
Português›Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
vu218362
Banca
VUNESP
Órgão
PM SP
Ano
2025
Cargo
Sarg ( )
Leia a tira a seguir para responder à questão. Assinale a alternativa com o verbo adequado para dar sequência à fala reescrita da personagem, no 2o quadrinho. Você já parou pra pensar se seria possível que mais de uma pessoa
Atinha a mesma ideia?
Btivesse a mesma ideia?
Ctendo a mesma ideia?
Dtiver a mesma ideia?
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GabaritoB — tivesse a mesma ideia?
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Reescrita de fala: o modo subjuntivo após a conjunção "se"
Gabarito: letra B. A alternativa correta é "tivesse a mesma ideia?" porque a conjunção condicional "se" exige o verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo para expressar uma hipótese irreal ou de baixa probabilidade, como se lê na fala reescrita: "Você já parou pra pensar se seria possível que mais de uma pessoa tivesse a mesma ideia?". As demais alternativas falham por usar o tempo verbal inadequado (A), a forma nominal (C) ou o futuro do subjuntivo (D), que não se harmonizam com o contexto de possibilidade remota criado por "seria possível".
O comando da questão
O enunciado pede para "dar sequência à fala reescrita da personagem", ou seja, exige que você complete a frase com a forma verbal que mantém a correção gramatical e o sentido original da tira. Não se trata de interpretar o texto, mas de aplicar a regra de correlação verbal — a harmonia entre os tempos e modos verbais dentro de um mesmo período.
A estrutura da frase e a correlação verbal
A fala reescrita é: "Você já parou pra pensar se seria possível que mais de uma pessoa...". Observe a estrutura:
Oração principal: "Você já parou pra pensar" (presente do indicativo).
Oração subordinada substantiva objetiva direta: "se seria possível" (futuro do pretérito do indicativo).
Oração subordinada substantiva subjetiva: "que mais de uma pessoa..." (com verbo no subjuntivo).
A locução "seria possível" (futuro do pretérito do indicativo) expressa uma hipótese remota, irreal ou de baixa probabilidade. Para manter a coerência temporal, o verbo da oração subordinada deve estar no pretérito imperfeito do subjuntivo, que é o tempo usado para expressar fatos hipotéticos, duvidosos ou irreais no passado, presente ou futuro. Essa é a correlação verbal clássica: futuro do pretérito (seria) + pretérito imperfeito do subjuntivo (tivesse).
"Você já parou pra pensar se seria possível que mais de uma pessoa tivesse a mesma ideia?"
Aqui, "tivesse" indica uma possibilidade remota, algo que talvez nunca tenha acontecido. Se usássemos "tiver" (futuro do subjuntivo), a frase ganharia um sentido de possibilidade real e futura, o que não combina com "seria possível", que já marca a hipótese como distante.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
"tinha a mesma ideia?" — O pretérito imperfeito do indicativo expressa um fato passado habitual ou contínuo, não uma hipótese. Na frase, "seria possível" exige um verbo no subjuntivo para indicar dúvida ou possibilidade. "Tinha" quebra a correlação, pois apresenta a ideia como algo certo e passado, não como uma possibilidade remota. Erro: troca de modo verbal (indicativo em vez de subjuntivo).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"tivesse a mesma ideia?" — O pretérito imperfeito do subjuntivo é o tempo adequado para expressar hipótese irreal ou remota, exatamente o que "seria possível" sugere. A correlação verbal "seria possível que... tivesse" é a mais natural e gramaticalmente correta. É a única alternativa que mantém o sentido de possibilidade distante e a harmonia temporal do período.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"tendo a mesma ideia?" — O gerúndio é uma forma nominal do verbo, que não expressa tempo nem modo. Ele não pode funcionar como verbo principal de uma oração subordinada substantiva. A frase ficaria incompleta e sem sentido: "seria possível que mais de uma pessoa tendo a mesma ideia?" — falta a flexão verbal. Erro: uso de forma nominal em lugar de verbo flexionado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"tiver a mesma ideia?" — O futuro do subjuntivo é usado após "se" para expressar possibilidade real e futura (ex.: "Se você tiver tempo, me avise"). No entanto, "seria possível" (futuro do pretérito) indica uma hipótese remota, não uma possibilidade concreta. A combinação "seria possível que... tiver" é agramatical e quebra a correlação. Erro: troca de tempo verbal (futuro do subjuntivo em vez de pretérito imperfeito do subjuntivo).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "tivesse" e "tiver", ambos possíveis após "se". A diferença está no grau de probabilidade: "tiver" indica possibilidade real e futura; "tivesse" indica hipótese remota ou irreal. Como a frase usa "seria possível", a hipótese é remota, logo "tivesse" é o correto.
PEGA ESSA DICA!
Ao encontrar "se" + verbo, verifique o tempo da oração principal. Se a principal estiver no futuro do pretérito (seria, faria, poderia), o subjuntivo deve estar no pretérito imperfeito (tivesse, fizesse, pudesse). Se a principal estiver no presente ou futuro do indicativo, use o futuro do subjuntivo (tiver, fizer, puder).
Conclusão: A alternativa B é a única que mantém a correlação verbal adequada, usando o pretérito imperfeito do subjuntivo para expressar a hipótese remota introduzida por "seria possível". As demais alternativas erram ao usar o modo indicativo (A), a forma nominal (C) ou o tempo futuro do subjuntivo (D), que não se harmonizam com o sentido de possibilidade distante.