Questão de Português — Sinônimos e Antônimos — VUNESP 2025
Português›Sinônimos e Antônimos
Código
vu218470
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Jundiaí
Ano
2025
Cargo
Prof ( )
A proeza do caçador contra o curupira
Lá no coração da floresta amazônica, os velhos do povo Tukano contam a história de um caçador que saiu para caçar porque sua família estava com muita fome e não tinha nada para comer.
O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco. Mas era tão pequeno que não seria suficiente para alimentar sua família.
O dia foi passando bem rapidinho e quando o caçador se deu conta já estava anoitecendo. Ele ficou aflito, pois sabia que passar a noite na mata é sempre muito perigoso. Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar. Ficou especialmente com medo do espírito protetor dos animais: o curupira.
Ele já havia ouvido falar demais desse espírito que, segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.
A noite já havia caído por completo e nada mais ele podia fazer para encontrar o caminho de volta. De repente ouve um farfalhar de folhas secas e uma batida: tum, tum, tum. Era a batida do curupira. Na aldeia diziam que ele fazia isso para verificar quais as árvores estariam abaladas pelo vento ou pela idade já que seu trabalho é zelar pela segurança de toda a natureza.
O som da batida estava bem próximo do caçador. Um vulto se aproximou da árvore em que ele estava e sentou-se na raiz. Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo nem mesmo usando sua vasta cabeleira cor de fogo.
• “O caçador saiu bem cedinho e andou o dia inteiro e só havia matado um único macaco.”
• “Além dos animais noturnos, há os espíritos da floresta que habitam o lugar.”
• “… segundo os velhos, enlouquecem os caçadores desavisados que teimam pernoitar no mato.”
• “Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo…”
No contexto em que estão empregados e em conformidade com a norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
Amatara; têm; levianos; Ainda que.
Bmatava; tem; distraídos; Por mais que.
Cmatou; existem; desbravadores; Tanto que.
Dmatara; existem; imprudentes; Já que.
Ematou; existe; inconstantes; Se bem que.
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GabaritoD — matara; existem; imprudentes; Já que.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Substituição de expressões: equivalência semântica e norma-padrão
Gabarito: letra D. A questão pede substituições que preservem o sentido original e respeitem a norma-padrão. A alternativa D é a única que acerta as quatro trocas: "matara" (pretérito mais-que-perfeito simples, equivalente a "tinha matado"), "existem" (verbo existencial adequado a "há"), "imprudentes" (sinônimo contextual de "desavisados") e "Já que" (conectivo de causa, como "Como" no trecho). As demais alternativas erram em pelo menos um ponto, seja por trocar o tempo verbal, usar verbo inadequado, escolher sinônimo fora do contexto ou usar conectivo com valor semântico diferente.
O comando
O enunciado pede que você substitua as expressões destacadas por outras que mantenham o sentido e estejam em conformidade com a norma-padrão. Isso significa que a troca deve ser semanticamente equivalente e gramaticalmente correta no contexto. Não se trata de interpretar o texto, mas de reescrever trechos com precisão vocabular e sintática.
O texto
O texto é uma narrativa sobre um caçador que, ao pernoitar na floresta, encontra o curupira. As passagens destacadas estão em momentos-chave: a ação de caçar (verbo "matar"), a existência de espíritos na floresta (verbo "haver"), a caracterização dos caçadores que pernoitam (adjetivo "desavisados") e a relação de causa entre a escuridão e a incapacidade de ver (conectivo "Como").
A técnica
Para cada expressão, você deve:
Identificar o valor semântico no contexto: tempo verbal, existência, característica, relação lógica.
Testar cada substituição verificando se mantém o sentido e a correção gramatical.
Eliminar as que alteram o sentido ou violam a norma-padrão.
Vamos analisar cada passagem:
"matado" → no texto, "só havia matado um único macaco" indica ação concluída antes de outra no passado. O pretérito mais-que-perfeito composto "havia matado" equivale ao simples "matara". Já "matou" (pretérito perfeito) não expressa anterioridade.
"há" → verbo impessoal no sentido de "existir". O equivalente é "existem" (3ª pessoa do plural), pois o sujeito é "os espíritos da floresta". "Tem" é coloquial e "existe" não concorda com o sujeito plural.
"desavisados" → no contexto, refere-se a caçadores que agem sem cautela, imprudentes. "Levianos" (levianos) e "distraídos" (desatentos) não capturam a ideia de falta de cuidado. "Desbravadores" (pioneiros) e "inconstantes" (instáveis) fogem do sentido.
"Como" → no trecho "Como estava muito escuro o curupira não conseguia vê-lo", estabelece relação de causa (porque estava escuro). O conectivo equivalente é "Já que". "Ainda que" e "Por mais que" são concessivos; "Tanto que" é consecutivo; "Se bem que" é concessivo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"matara" ✓ correto.
"têm" ✗: "têm" é forma do verbo ter, não equivale a "há" (existir) na norma-padrão. O correto seria "existem".
"levianos" ✗: "leviano" significa irresponsável, mas no contexto "desavisados" tem sentido de "imprudentes", não exatamente "levianos". A troca altera o matiz.
"Ainda que" ✗: "Ainda que" é concessivo (embora), enquanto "Como" é causal. Inverte a relação lógica.
Erro: troca de verbo (ter por haver) e de conectivo (concessivo por causal).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"matava" ✗: "matava" é pretérito imperfeito, indica ação contínua no passado, não anterioridade. O correto é "matara".
"tem" ✗: mesmo problema da A, "tem" não equivale a "há" (existir).
"distraídos" ✗: "distraído" significa desatento, não "desavisado" (imprudente).
"Por mais que" ✗: concessivo, não causal.
Erro: tempo verbal inadequado, verbo existencial errado, sinônimo impreciso e conectivo errado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"matou" ✗: "matou" é pretérito perfeito, não expressa anterioridade como "havia matado".
"existem" ✓ correto.
"desbravadores" ✗: "desbravador" é aquele que desbrava, pioneiro, não "desavisado".
"Tanto que" ✗: "Tanto que" é consecutivo (indica consequência), não causal.
Erro: tempo verbal errado, sinônimo fora do contexto e conectivo com valor consecutivo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"matara" ✓: pretérito mais-que-perfeito simples, equivale a "havia matado".
"existem" ✓: verbo existencial, concorda com "os espíritos" (plural).
"imprudentes" ✓: "desavisado" = que age sem cautela, imprudente.
"Já que" ✓: conectivo causal, equivalente a "Como".
Todas as substituições preservam o sentido e seguem a norma-padrão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"matou" ✗: mesmo erro da C.
"existe" ✗: não concorda com o sujeito plural "os espíritos".
"inconstantes" ✗: "inconstante" significa instável, não "desavisado".
"Se bem que" ✗: concessivo, não causal.
Erro: tempo verbal errado, concordância verbal inadequada, sinônimo impreciso e conectivo errado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura tempos verbais (matara x matou), verbos existenciais (há x tem) e conectivos (Como x Ainda que). A chave é identificar o valor semântico de cada expressão no contexto.
PEGA ESSA DICA!
Ao substituir, pergunte: "a troca mantém o mesmo tempo, a mesma relação lógica e o mesmo sentido?" Se qualquer um desses mudar, a alternativa está errada.
Conclusão: a única alternativa que mantém todas as equivalências é a D. Lembre-se: "matara" = "havia matado", "há" = "existem", "desavisados" = "imprudentes", "Como" = "Já que".