A partir da leitura da tira, é correto afirmar que nela se faz uma crítica à
Apreocupação excessiva com os espaços comuns no meio urbano.
Bpresença de equipamentos públicos de lazer em espaços privados.
Cvalorização do lazer em detrimento da segurança pública.
Dvisão utilitarista sobre atividades que não geram lucro.
Epouca disposição das pessoas para investir em lazer em geral.
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GabaritoD — visão utilitarista sobre atividades que não geram lucro.
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Crítica social na tira: a visão utilitarista sobre o lazer
Gabarito: letra D. A tira critica a visão utilitarista sobre atividades que não geram lucro — ou seja, a tendência de só valorizar o que tem retorno financeiro imediato. A crítica se constrói pela ironia: a personagem trata uma atividade prazerosa (como ler, descansar ou contemplar) como algo que precisa ser justificado por sua utilidade, e não pelo simples prazer de fazê-la. A alternativa D é a única que capta esse núcleo da crítica, enquanto as demais ou tangenciam o tema ou extrapolam o que a tira mostra.
O comando: o que a questão pede
O enunciado pede que se identifique a crítica feita na tira. Isso é uma questão de compreensão — a resposta está no texto (a tira), não exige inferência além do que está desenhado. A banca quer que o candidato perceba o efeito de sentido da tira: não basta descrever o que aparece (uma pessoa lendo, um espaço urbano), é preciso captar a intenção crítica do autor.
O texto: tema e movimento argumentativo
A tira de André Dahmer (autor conhecido por críticas sociais ácidas) mostra uma situação cotidiana em que uma atividade de lazer é avaliada por seu potencial de gerar lucro ou por sua utilidade prática. A crítica não está explícita em palavras, mas na ironia: a personagem parece não conseguir simplesmente aproveitar o momento — ela precisa justificar a atividade por algum ganho. Esse é o ponto central: a visão utilitarista que desvaloriza o que não tem retorno financeiro.
A técnica: como identificar a crítica em uma tira
Para resolver questões sobre tiras, o caminho é:
Identificar o conflito: o que a personagem faz ou diz que destoa do esperado?
Perceber a ironia: quando o personagem age de forma contraditória ou exagerada, há crítica.
Sintetizar a tese: qual comportamento social o autor está satirizando?
No caso, a personagem não apenas aproveita o lazer — ela o transforma em algo que precisa ser útil ou lucrativo. Essa é a crítica: a sociedade contemporânea tende a valorizar apenas o que gera retorno, desprezando o prazer e o descanso por si mesmos.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. A tira não menciona espaços comuns urbanos. A crítica é sobre a atitude da personagem, não sobre o ambiente. A alternativa acrescenta um tema (urbanismo) que não está no texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. Não há referência a equipamentos públicos de lazer em espaços privados. A tira não discute a localização de equipamentos; foca na mentalidade utilitarista.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A tira não opõe lazer e segurança pública. A crítica é sobre a valorização do lucro, não sobre segurança. A alternativa inverte o foco.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A tira critica a visão utilitarista sobre atividades que não geram lucro. A personagem demonstra que só consegue aproveitar o lazer se ele tiver alguma utilidade prática ou retorno financeiro. Isso é evidenciado pela ironia: a atividade prazerosa é tratada como algo que precisa ser justificado por seu valor econômico. A alternativa D é a única que capta essa crítica central.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: generalização indevida. A tira não afirma que as pessoas têm pouca disposição para investir em lazer. A crítica é sobre a forma como o lazer é valorizado (utilitarista), não sobre a quantidade de investimento.
Conclusão
A questão exige compreensão da crítica implícita na tira. A alternativa D é a única que sintetiza corretamente a visão utilitarista que o autor satiriza. As demais ou extrapolam o conteúdo ou contradizem o foco da crítica.
PEGA ESSA DICA!
Em tiras, procure a ironia — o contraste entre o que é dito e o que é esperado. A crítica está sempre nesse descompasso.