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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — VUNESP 2025

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
vu218537
Banca
VUNESP
Órgão
ARSESP
Ano
2025
Cargo
Ag SR ( )

Por que o tempo voa: uma investigação

sobretudo científica

 

Pensamos constantemente no tempo: avaliamos sua duração, consideramos o ontem e o amanhã, distinguimos o antes do depois. Habitamos no tempo e sobre ele, antecipando, lembrando, observando sua passagem. Em geral essas experiências são conscientes e, até onde podemos afirmar, exclusivas de nossa espécie. Mas, por baixo da superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o tempo que se mede em dias.

 

Para um fenômeno biológico, ele é notavelmente mecânico em sua confiabilidade, e nas últimas duas décadas cientistas deram largos passos delineando seus fundamentos genéticos e bioquímicos. De todos os relógios que existem em nós, o relógio circadiano é de longe o mais compreendido. Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada como uma jornada física, começaria em terra firme e à luz do dia, com nosso conhecimento dos ritmos circadianos, e baixaria para uma pantanosa obscuridade.

 

Ritmos circadianos são comumente associados ao ciclo sono-vigília de alguém. Mas esse é um indicador enganoso: embora seus padrões de sono sejam influenciados por seu relógio circadiano, eles também são sujeitos ao controle da consciência. Você pode optar por ir cedo para a cama e se levantar cedo; viver como uma coruja, dormindo de dia e ficando desperto à noite; ou mesmo dispensar o sono por dias a fio. Não se passa por cima do relógio circadiano com tanta facilidade; se fosse assim, ele não seria digno de consideração.

 

(Alan Burdick, Por que o tempo voa: uma investigação

sobretudo científica. Adaptado)

Leia o excerto a seguir para responder à questão.

   

Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma passagem do texto em que o verbo expressa uma ação hipotética.

  1. A“Pensamos constantemente no tempo...” (1º parágrafo)
  2. B“Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada...” (2º parágrafo)
  3. C“... observando sua passagem.” (1º parágrafo)
  4. D“... cientistas deram largos passos...” (2º parágrafo)
  5. E“Não se passa por cima do relógio circadiano com tanta facilidade...” (3º parágrafo)
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — “Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada...” (2º parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ação hipotética: o modo subjuntivo e a condicional

Gabarito: letra B. A única passagem em que o verbo expressa uma ação hipotética é “Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada...” (2º parágrafo), porque o verbo fosse está no pretérito imperfeito do subjuntivo, modo que, por definição, expressa dúvida, possibilidade ou hipótese — e aqui ele introduz uma condição irreal (algo que não aconteceu, apenas se imagina). As demais alternativas trazem verbos no modo indicativo (certeza, fato) ou em forma nominal (gerúndio), que não expressam hipótese.

O comando

A questão pede que você identifique, entre as passagens, aquela em que o verbo expressa uma ação hipotética. Isso é uma questão de emprego e reconhecimento de tempos e modos verbais: você precisa saber que a hipótese é a marca típica do modo subjuntivo (e, em certos usos, do futuro do pretérito do indicativo). Não se trata de interpretar o sentido do texto, mas de reconhecer o valor semântico do verbo no contexto.

O texto e o movimento argumentativo

O texto discute o tempo e o ciclo circadiano. No 2º parágrafo, o autor afirma que o relógio circadiano é o mais compreendido e, para ilustrar o estágio do conhecimento científico, lança mão de uma comparação hipotética:

“Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada como uma jornada física, começaria em terra firme e à luz do dia...”

Aqui, fosse mapeada é uma condição imaginária — não é um fato real, é uma suposição criada para explicar uma ideia. O verbo começaria (futuro do pretérito) reforça essa hipótese, pois indica uma consequência que depende da condição não realizada. Essa é a estrutura clássica da oração condicional hipotética: se + subjuntivo (condição) + futuro do pretérito (consequência).

A técnica que decide

Para acertar, você precisa dominar os modos verbais:

  • Indicativo: expressa certeza, fato (presente, pretéritos, futuros).

  • Subjuntivo: expressa dúvida, hipótese, possibilidade, desejo (presente, pretérito imperfeito, futuro).

  • Imperativo: expressa ordem, pedido.

A hipótese mora no subjuntivo. No texto, o único verbo nesse modo é fosse (pretérito imperfeito do subjuntivo), exatamente na alternativa B. As outras alternativas usam:

  • A: “Pensamos” — presente do indicativo (fato/hábito).

  • C: “observando” — gerúndio (forma nominal, indica ação em curso).

  • D: “deram” — pretérito perfeito do indicativo (fato concluído).

  • E: “passa” — presente do indicativo (fato/verdade geral).

Nenhuma delas expressa hipótese.

Modos verbais
  • 1Indicativo (certeza/fato)
    • Presente: "Pensamos", "passa"
    • Pretérito perfeito: "deram"
  • 2Subjuntivo (dúvida/hipótese)
    • Pretérito imperfeito: "fosse" ✅
  • 3Formas nominais
    • Gerúndio: "observando"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

“Pensamos constantemente no tempo...” (1º parágrafo)

O verbo pensamos está no presente do indicativo, que expressa fato habitual ou verdade geral — o autor descreve uma ação que realmente ocorre. Não há hipótese alguma. Erro: contradiz o texto (o modo verbal não é o pedido).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada...” (2º parágrafo)

O verbo fosse está no pretérito imperfeito do subjuntivo, modo que expressa hipótese, condição irreal. A estrutura se + subjuntivo cria uma condicional hipotética: o autor imagina uma situação que não ocorreu (mapear a exploração científica como uma jornada física) para explicar o estágio do conhecimento. É a única passagem com valor hipotético.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“... observando sua passagem.” (1º parágrafo)

Observando é gerúndio, forma nominal do verbo que indica ação em curso, simultânea — não expressa hipótese, mas um processo contínuo. Erro: contradiz o texto (forma nominal, não modo verbal de hipótese).

Alternativa D — ❌ Incorreta

“... cientistas deram largos passos...” (2º parágrafo)

Deram está no pretérito perfeito do indicativo, que expressa fato concluído, real — os cientistas realmente deram passos. Não há hipótese. Erro: contradiz o texto (fato, não suposição).

Alternativa E — ❌ Incorreta

“Não se passa por cima do relógio circadiano com tanta facilidade...” (3º parágrafo)

Passa está no presente do indicativo, expressando verdade geral, fato — o autor afirma uma constatação. Não há hipótese. Erro: contradiz o texto (fato, não suposição).

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura verbos no indicativo (fatos) e uma forma nominal (gerúndio) para tentar confundir. A única forma no subjuntivo — o modo da hipótese — é fosse, na letra B. Identifique o modo verbal antes de pensar no sentido.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver “ação hipotética”, procure subjuntivo (presente, pretérito imperfeito, futuro) ou futuro do pretérito do indicativo. Verbos no presente, pretérito perfeito ou gerúndio indicam fato ou processo, nunca hipótese.

Gabarito: letra B.

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