Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu218569
Banca
VUNESP
Órgão
Pref Sorocaba
Ano
2025
Cargo
Prof ( )
Leia a tira para responder a questão a seguir:   (Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 25.08.2027. Adaptado)   De acordo com Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2011), na frase do 2o quadro “Tudo incomoda!”, o termo destacado funciona na progressão textual como umImagem associada para resolução da questão
  1. Arótulo.
  2. Bhipônimo.
  3. Cforma nominal.
  4. Dforma sinônima.
  5. Eantônimo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — rótulo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rótulo: a função coesiva de “tudo” na progressão textual

Gabarito: letra A. O termo “tudo”, na frase do 2º quadro, funciona como um rótulo — uma expressão que resume e encapsula o conteúdo dos quadros anteriores, criando coesão referencial e impulsionando a progressão do texto. A pista está na própria definição de Koch e Elias: o rótulo é um mecanismo de sumarização que retoma o que foi dito, atribuindo-lhe um novo estatuto. As demais alternativas falham porque descrevem relações semânticas ou classes gramaticais que não correspondem ao papel textual de “tudo” no contexto.

O comando: o que a banca pede

A questão não pergunta o que “tudo” significa, mas como ele funciona na progressão textual. Isso muda tudo: não estamos diante de uma questão de sinonímia ou de morfologia, e sim de coesão referencial — mais especificamente, do mecanismo de rotulação. O verbo “funciona” indica que a resposta deve descrever a função discursiva do termo, não sua classe gramatical ou relação de sentido isolada.

O texto: a tira de Calvin e o papel de “tudo”

Na tira, Calvin passa por uma sequência de situações que o incomodam (provavelmente: acordar, tomar banho, ir à escola etc.). No 2º quadro, ele sintetiza tudo com “Tudo incomoda!”. O pronome indefinido “tudo” retoma o conjunto de experiências anteriores e as condensa em uma única avaliação. É exatamente isso que Koch e Elias chamam de rótulo: uma expressão que encapsula o que foi dito, funcionando como um nome-síntese que organiza e dá continuidade ao texto.

A técnica: o que é um rótulo e como identificá-lo

O rótulo é um mecanismo de coesão referencial em que uma expressão (geralmente um substantivo abstrato ou um pronome) resume o conteúdo de um trecho anterior, atribuindo-lhe um novo sentido. Exemplo clássico: “O governo anunciou novas medidas. Essa decisão foi criticada.” — “decisão” é um rótulo que resume “anunciou novas medidas”. Na tira, “tudo” faz o mesmo: condensa as situações anteriores em uma única palavra, criando um ponto de ancoragem para a progressão do texto.

Para identificar um rótulo, pergunte: o termo resume/encapsula algo que veio antes? Se sim, é rótulo. As outras relações (hiponímia, sinonímia, antonímia) envolvem substituição lexical ou oposição de sentido, mas não sumarização.

Rótulo (Koch e Elias)
  • 1Função
    • Resume e encapsula trecho anterior
    • Cria coesão referencial
    • Impulsiona a progressão textual
  • 2Como identificar
    • Termo condensa o que veio antes?
    • Funciona como nome-síntese
  • 3Exemplo
    • "Essa decisão" resume "anunciou novas medidas"
  • 4Confusões comuns
    • Hipônimo (especifica, não resume)
    • Sinônimo (substitui, não resume)
    • Antônimo (opõe, não resume)
    • Forma nominal (classe verbal, não coesão)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Tudo” é um rótulo porque resume e encapsula o conteúdo dos quadros anteriores, funcionando como um nome-síntese que impulsiona a progressão textual. A definição de Koch e Elias se aplica perfeitamente: o rótulo é uma expressão que retoma o que foi dito, atribuindo-lhe um novo estatuto. No texto, “tudo” não apenas repete as situações, mas as condensa em uma avaliação global (“incomoda”), criando coesão e avanço.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Hipônimo é uma palavra de sentido mais específico em relação a um hiperônimo (ex.: “rosa” é hipônimo de “flor”). “Tudo” não é hipônimo de nada — ele é um termo genérico que abrange as situações, não um termo específico que se subordina a outro. A alternativa troca o conceito: confunde sumarização com especificação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Forma nominal refere-se às formas do verbo (infinitivo, gerúndio, particípio). “Tudo” é um pronome indefinido, não uma forma verbal. A alternativa erra a classe gramatical, desviando o foco da função textual para a morfologia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Forma sinônima seria uma palavra que substitui outra com sentido equivalente (ex.: “casa” e “lar”). “Tudo” não substitui um termo específico; ele resume um conjunto. A alternativa confunde substituição lexical com rotulação — o rótulo não é um sinônimo, é um resumo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Antônimo é uma palavra de sentido oposto (ex.: “bom” e “mau”). “Tudo” não se opõe a nada no texto; ele engloba as situações. A alternativa inventa uma relação de oposição que não existe no contexto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre rótulo (sumarização) e outras relações semânticas (hiponímia, sinonímia, antonímia) e classes gramaticais (forma nominal). A chave é perceber que “tudo” resume o que veio antes, e não substitui ou opõe.

PEGA ESSA DICA!

Ao ver um pronome indefinido ou substantivo abstrato que condensa o que foi dito, pense em rótulo. Pergunte: “esse termo resume algo anterior?” — se sim, é rótulo.

Gabarito: letra A.

Link permanente: /questoes/vu218569