Questão de Português — Tipos de Discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre) — VUNESP 2025
Português›Tipos de Discurso (Direto, Indireto e Indireto Livre)
Código
vu218634
Banca
VUNESP
Órgão
PPS
Ano
2025
Cargo
1º AEM ( )
Para responder a questão, examine a tirinha. (Fernando Gonsales, https://www.instagram.com/niquel.nausea/. 23.08.2024) Ao se adaptar a fala do menino no 1º quadrinho para o discurso indireto, chega-se ao seguinte texto:
AO menino disse: – Esse era o meu cão de guarda.
BO menino disse: – Aquele seria o seu cão de guarda.
CO menino disse que aquele era o seu cão de guarda.
DO menino disse que esse seria o meu cão de guarda.
EO menino disse que aquele foi o seu cão de guarda.
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GabaritoC — O menino disse que aquele era o seu cão de guarda.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Transposição de discurso direto para indireto: a fala do menino
Gabarito: letra C. A alternativa C é a única que converte corretamente a fala do menino para o discurso indireto, pois aplica as três regras simultaneamente: usa a conjunção integrante "que", desloca o verbo para o pretérito imperfeito ("era"), troca o pronome demonstrativo "este" por "aquele" e o possessivo "meu" por "seu". Como se vê no 1º quadrinho, o menino diz algo como "Este é o meu cão de guarda", e a passagem para o discurso indireto exige essas adaptações.
O comando: reescritura regrada, não interpretação
A questão pede uma reescritura — converter a fala do personagem (discurso direto) para o discurso indireto. Isso não é interpretação nem inferência: é uma transformação gramatical regrada. O comando "ao se adaptar a fala do menino no 1º quadrinho para o discurso indireto" já entrega a tarefa: aplicar as regras de conversão, não buscar sentido oculto.
O texto: a fala do menino
No 1º quadrinho, o menino aponta para um cão e diz algo como "Este é o meu cão de guarda". A fala está na 1ª pessoa ("meu"), com pronome demonstrativo de proximidade ("este") e verbo no presente do indicativo ("é").
A técnica: as três regras de transposição
Ao passar do discurso direto para o indireto, três elementos mudam obrigatoriamente:
Verbo introdutor + conjunção integrante: a fala vira uma oração subordinada substantiva objetiva direta, introduzida por "que" (ou "se").
Tempo verbal: o presente do indicativo ("é") recua para o pretérito imperfeito do indicativo ("era").
Pronomes: o demonstrativo de proximidade "este" vira "aquele" (distância), e o possessivo de 1ª pessoa "meu" vira "seu" (3ª pessoa).
"Este é o meu cão de guarda" → "O menino disse que aquele era o seu cão de guarda."
Essas regras são padrão em qualquer gramática: a conversão de discurso direto para indireto exige a correlação temporal (presente → pretérito imperfeito) e a adaptação déitica (pronomes e advérbios de proximidade → distância).
Erro: permanece no discurso direto. Mantém os dois-pontos e o travessão, ou seja, não houve transposição. Além disso, o verbo "era" já está no pretérito imperfeito, mas sem a conjunção integrante e sem a adaptação dos pronomes ("esse" e "meu" permanecem). A banca tenta confundir quem acha que basta mudar o tempo verbal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"O menino disse: – Aquele seria o seu cão de guarda."
Erro: permanece no discurso direto e usa tempo verbal inadequado. Mantém dois-pontos e travessão, e o verbo "seria" (futuro do pretérito) não corresponde à conversão do presente "é" — o correto é o pretérito imperfeito "era". A troca de "esse" por "aquele" e de "meu" por "seu" está certa, mas a estrutura de discurso direto e o tempo verbal errado invalidam a alternativa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"O menino disse que aquele era o seu cão de guarda."
Perfeita transposição. Usa a conjunção integrante "que", converte o presente "é" no pretérito imperfeito "era", troca "este" por "aquele" e "meu" por "seu". Todas as regras foram aplicadas corretamente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"O menino disse que esse seria o meu cão de guarda."
Erro: pronomes e tempo verbal não convertidos. Mantém "esse" (proximidade) e "meu" (1ª pessoa), e usa "seria" (futuro do pretérito) em vez de "era". Apenas a conjunção "que" está correta, mas as demais adaptações falharam.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"O menino disse que aquele foi o seu cão de guarda."
Erro: tempo verbal inadequado. Usa "foi" (pretérito perfeito) em vez de "era" (pretérito imperfeito). A conversão correta do presente "é" no discurso indireto é o pretérito imperfeito, não o perfeito. Os pronomes "aquele" e "seu" estão corretos, mas o tempo verbal desqualifica a alternativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura as três regras de conversão — cada distratora erra em pelo menos uma delas (tempo verbal, pronome demonstrativo ou possessivo). Fique atento: a alternativa correta precisa acertar todas simultaneamente.
PEGA ESSA DICA!
Ao converter discurso direto para indireto, faça uma checklist mental: 1) conjunção integrante? 2) tempo verbal recuou um grau? 3) pronomes de 1ª pessoa viraram 3ª pessoa? 4) demonstrativos de proximidade viraram distância? Se qualquer item falhar, a alternativa está errada.
Conclusão: a única alternativa que aplica corretamente todas as regras de transposição é a letra C. As demais erram ao manter o discurso direto, usar tempo verbal inadequado ou não adaptar os pronomes.