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Questão de Português — Linguagem Formal e Informal — VUNESP 2025

PortuguêsLinguagem Formal e Informal
Código
vu218650
Banca
VUNESP
Órgão
PPS
Ano
2025
Cargo
1º AEM ( )

Leia a tira.

 

Imagem associada para resolução da questão

(Bill Waterson, O Melhor de Calvin. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 21.09.2025)

 

No último quadro, a expressão “Tá na cara” está empregada em linguagem

  1. Atécnica e significa “É flagrante”.
  2. Binformal e significa “É evidente”.
  3. Cerudita e significa “É claro”.
  4. Dsolene e significa “É provável”.
  5. Esarcástica e significa “É possível”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — informal e significa “É evidente”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Linguagem informal e sentido contextual: “Tá na cara”

Gabarito: letra B. A expressão “Tá na cara” está empregada em linguagem informal e significa “É evidente” — como se lê no último quadro da tira, em que o personagem usa uma forma coloquial (a contração “tá”) para dizer que algo é óbvio, perceptível à primeira vista. A alternativa B é a única que acerta os dois eixos da questão: o registro (informal) e o sentido (evidente).

O comando pede que você identifique em que linguagem a expressão foi empregada e o que ela significa no contexto. Isso é uma questão de variação linguística situacional (diafásica): o mesmo conteúdo pode ser dito de maneiras formais ou informais, e a escolha depende da situação. Aqui, a tira de Calvin reproduz uma fala cotidiana, espontânea, típica de conversa entre amigos — exatamente o terreno da linguagem informal.

A expressão “Tá na cara” é uma coloquialidade: a forma “tá” é a contração de “está”, marca clara de informalidade (como “pra”, “cê”, “tô”). Quanto ao sentido, “estar na cara” é uma metáfora cristalizada: algo que está tão visível que “salta aos olhos”, ou seja, evidente, óbvio, flagrante. O contexto da tira confirma: o personagem afirma que algo é perceptível sem esforço.

A banca arma a pegadinha com sinônimos que parecem equivalentes, mas não são: “flagrante”, “claro”, “provável”, “possível”. Todos têm relação com a ideia de evidência, mas apenas “evidente” captura o sentido exato de “estar na cara” no contexto. Além disso, os adjetivos “técnica”, “erudita”, “solene” e “sarcástica” são distratores de registro: não há traço de formalidade, erudição, solenidade ou ironia na fala do personagem.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de variação linguística, identifique primeiro o registro (formal/informal) pelas marcas de coloquialidade (contrações, gírias, expressões populares) e depois o sentido no contexto. Desconfie de sinônimos que parecem equivalentes, mas têm matizes diferentes.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: troca de registro. A expressão “Tá na cara” não é técnica — não pertence a uma área especializada do conhecimento (como medicina, direito ou engenharia). O uso de “tá” (contração de “está”) é marca de informalidade, não de tecnicismo. Além disso, “flagrante” é um sinônimo possível de “evidente”, mas o registro está errado.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. A expressão é informal (coloquial) e significa “É evidente”. A forma “tá” é contração de “está”, típica da fala espontânea; “estar na cara” é uma expressão popular que significa algo óbvio, perceptível sem esforço. O contexto da tira confirma esse sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de registro. A expressão não é erudita — não há vocabulário rebuscado nem construção sintática complexa. “Tá na cara” é justamente o oposto: uma expressão popular, simples e cotidiana. O sentido “é claro” até se aproxima de “evidente”, mas o registro está errado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: troca de sentido. A expressão não é solene (não há formalidade ou cerimônia) e o sentido não é “é provável”. “Estar na cara” indica certeza, não probabilidade. O personagem não diz que algo pode ser; diz que algo é perceptível.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: troca de sentido. A expressão não é sarcástica — não há ironia ou tom de deboche no contexto. Além disso, “é possível” indica possibilidade, não evidência. O sentido de “estar na cara” é de obviedade, não de mera possibilidade.

Conclusão: a questão testa dois eixos: registro (formal/informal) e sentido contextual. A única alternativa que acerta ambos é a B. Ao resolver, pergunte-se: “essa expressão é usada em situação formal ou informal? O que ela significa exatamente no contexto?” — e desconfie de sinônimos que parecem equivalentes, mas têm matizes diferentes.

Gabarito: letra B.

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