Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — VUNESP 2025
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
vu218668
Banca
VUNESP
Órgão
PPS
Ano
2025
Cargo
2º AEM ( )
Observe a charge. (https://www.instagram.com. Acesso em 01.09.2025) A charge apresenta uma crítica quanto
Aàs brincadeiras infantis.
Bao uso excessivo do celular.
Cà fragilidade dos brinquedos.
Dao descaso do filho com os pais.
Eà superproteção dos pais.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — ao uso excessivo do celular.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Charge: crítica ao uso excessivo do celular
Gabarito: letra B. A charge critica o uso excessivo do celular, como se depreende da cena retratada: personagens absortos em seus aparelhos, ignorando o ambiente e as pessoas ao redor. A crítica está implícita na imagem, exigindo do leitor uma inferência — não está dito em palavras, mas é a leitura que a charge autoriza.
O comando: interpretar a crítica
O enunciado pede que você identifique a crítica apresentada pela charge. Isso é diferente de localizar uma informação explícita: a charge é um gênero que comunica por meio de elementos visuais e da ironia. A resposta não está escrita, mas depreende-se da cena. Portanto, você precisa inferir a intenção do autor, apoiando-se nas pistas visuais.
O texto: a cena e seu sentido
A charge mostra personagens — possivelmente uma família — cada um imerso em seu celular, sem interação entre si. O detalhe crucial é o isolamento causado pelo aparelho: mesmo estando juntos, não se comunicam. Essa é a tese visual do autor: a tecnologia, em excesso, afasta as pessoas. A crítica não é aos brinquedos, nem às brincadeiras, nem à superproteção — é ao comportamento de priorizar o celular.
A técnica: inferência com pista
Para resolver, pergunte: o que a imagem me obriga a concluir? A presença do celular em destaque, o olhar fixo na tela, a ausência de contato visual — tudo isso aponta para o uso excessivo do aparelho. A alternativa correta é a que traduz essa leitura sem acrescentar nada de fora. As demais ou tangenciam o tema (falam de brinquedos, de relação familiar) ou extrapolam (inventam uma superproteção que não está na cena).
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: tangenciar. A charge não critica as brincadeiras infantis; o foco está no celular, não no ato de brincar. Não há elementos que sustentem essa leitura.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta. A cena mostra personagens absortos no celular, ignorando o entorno. A crítica é exatamente essa: o uso excessivo do aparelho, que isola e desconecta. É a inferência mais direta e autorizada pela imagem.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: tangenciar. A fragilidade dos brinquedos não aparece na charge. O objeto central é o celular, não um brinquedo quebrado. A alternativa foge ao tema.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: extrapolar. A charge pode sugerir distanciamento, mas não há indicação de descaso do filho com os pais especificamente. O isolamento é geral — todos estão no celular. Atribuir uma relação hierárquica de descaso é acrescentar informação que a imagem não traz.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: extrapolar. A superproteção dos pais não é retratada. A charge não mostra pais protegendo excessivamente; mostra todos igualmente imersos no celular. A alternativa inventa um tema ausente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca aposta na tangência — alternativas que parecem plausíveis (brinquedos, relação familiar) mas não correspondem ao foco central. A correta é a que nomeia o comportamento evidente na cena.
PEGA ESSA DICA!
Em charges, pergunte sempre: qual é o elemento central da imagem? O que está em destaque (aqui, o celular) é a chave da crítica. Elimine alternativas que falem de outros objetos ou relações.