Questão de Matemática — Número de Diagonais de Um Polígono Qualquer — VUNESP 2025
Matemática›Número de Diagonais de Um Polígono Qualquer
Código
vu218927
Banca
VUNESP
Órgão
ARES-PCJ
Ano
2025
Cargo
Ass Adm ( )
Para calcular o número de diagonais de um polígono convexo, deve-se multiplicar o número de vértices do polígono por outro número, que é três unidades menor do que o número de vértices do polígono e, em seguida, deve-se dividir o resultado por 2. Sabendo que o número de diagonais de um polígono convexo é 119, é correto afirmar que o número de vértices desse polígono é um inteiro que está entre
A10 e 13.
B13 e 16.
C16 e 19.
D19 e 22.
E22 e 25.
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GabaritoC — 16 e 19.
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Resolução
Gabarito: letra C — a conta chega a 17 vértices, que está entre 16 e 19 — alternativa C.
A ideia por trás
Um polígono convexo é uma figura fechada de lados retos, sem reentrâncias. Diagonal é o segmento que liga dois vértices não vizinhos — ou seja, que não é lado. O número de diagonais cresce rápido com o número de vértices: um quadrado tem só 2, um pentágono tem 5, e um polígono de 17 vértices já tem 119.
A fórmula D = n(n-3)/2 vem de um raciocínio de contagem: de cada um dos n vértices partem n-3 diagonais (não contamos o próprio vértice nem os dois vizinhos, que formam lados). Isso daria n(n-3) segmentos, mas cada diagonal foi contada duas vezes — uma de cada ponta —, então dividimos por 2. Ela vale para qualquer polígono convexo, com n ≥ 3.
A questão dá o número de diagonais e pede o número de vértices. Isso exige montar a equação com a fórmula, resolvê-la e, no fim, localizar o valor no intervalo correto das alternativas.
O que a questão dá
número de diagonais = 119
fórmula: D = n(n-3)/2
O que queremos: o intervalo em que se encontra o número de vértices do polígono
Passo 1 — Montar a equação com a fórmula
O enunciado descreve a fórmula em palavras: multiplicar o número de vértices (n) por três unidades a menos (n-3) e dividir por 2. Como sabemos que o resultado é 119, substituímos na fórmula para transformar o problema em uma equação.
Por que esta fórmula: É a fórmula clássica do número de diagonais, e o próprio enunciado a descreve. Não há outra relação que ligue diagonais a vértices.
De onde vem cada valor: = enunciado: número de diagonais · = definição: número de vértices (incógnita) · = definição: três unidades a menos que o número de vértices
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer de dividir por 2 e montar 119 = n(n-3), o que leva a uma equação diferente e a um resultado errado.
Passo 2 — Eliminar a fração multiplicando por 2
A equação tem uma divisão por 2, o que atrapalha a resolução. Multiplicar os dois lados por 2 a transforma em uma equação do segundo grau, que sabemos resolver.
Por que esta fórmula: Multiplicar ambos os lados por 2 é uma operação algébrica válida que mantém a igualdade e simplifica a equação.
De onde vem cada valor: = passo 1: 119 × 2 · = passo 1: lado direito da equação
NÃO CAIA NESSA!
Multiplicar apenas um lado por 2, quebrando a igualdade.
Passo 3 — Expandir e reorganizar a equação
Para resolver uma equação do segundo grau, precisamos deixá-la na forma padrão ax² + bx + c = 0. Expandimos n(n-3) e movemos tudo para um lado.
Por que esta fórmula: A forma padrão é necessária para aplicar a fórmula de Bhaskara.
De onde vem cada valor: = passo 2: n × n · = passo 2: n × (-3) · = passo 2: 238 movido para o lado esquerdo
NÃO CAIA NESSA!
Errar o sinal ao mover o 238: ele deve ficar negativo.
Passo 4 — Calcular o discriminante
O discriminante Δ = b² - 4ac nos diz quantas raízes a equação tem e é o primeiro passo da fórmula de Bhaskara. Com ele calculamos a raiz quadrada que aparece na fórmula.
Por que esta fórmula: É a definição de discriminante para a equação do segundo grau.
De onde vem cada valor: = passo 3: coeficiente de n: -3 · = passo 3: coeficiente de n²: 1 · = passo 3: termo constante: -238
NÃO CAIA NESSA!
Esquecer que (-3)² é positivo e que -4·1·(-238) é positivo, resultando em 9 - 952 = -943.
Passo 5 — Aplicar a fórmula de Bhaskara
Com o discriminante em mãos, usamos a fórmula de Bhaskara para encontrar os valores de n que satisfazem a equação.
Por que esta fórmula: É a fórmula que resolve qualquer equação do segundo grau.
De onde vem cada valor: = passo 4: -3 · = passo 4: 961 · = passo 4: 1
n = 17 ou n = -14
NÃO CAIA NESSA!
Errar o sinal de -b: como b = -3, -b = 3, e não -3.
Passo 6 — Descartar a raiz negativa
A equação deu duas raízes, mas número de vértices não pode ser negativo. A raiz -14 não faz sentido no contexto, então sobra apenas n = 17.
NÃO CAIA NESSA!
Considerar as duas raízes como válidas e se confundir na hora de escolher o intervalo.
Passo 7 — Localizar 17 no intervalo das alternativas
A questão não pergunta o número exato, mas entre quais valores ele está. Com n = 17, comparamos com os intervalos: 17 é maior que 16 e menor que 19, então está entre 16 e 19.
NÃO CAIA NESSA!
Marcar o intervalo B (13 e 16) por achar que 17 está perto de 16, sem perceber que 17 é maior que 16.
Resposta: 17 vértices, que está entre 16 e 19 — alternativa C