Com o objetivo de abordar interpretação de informações apresentadas em tabelas, um professor projetou na lousa as seguintes informações contidas no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):
pnad-continua -taxa-de-desocupacao-e-de-6-2-e-taxa-de-subutilizacao-e-de-15-4-no-trimestre-encerrado-em-outubro Acesso em 02.12.2024)
Após explicar o que são taxas de desocupação e de subutilização e rendimento real habitual, o professor pediu para que os alunos registrassem algumas afirmações com base nas informações projetadas.
Analise as seguintes afirmações de alguns alunos:
Aline: a taxa de desocupação caiu 0,6% de maio-junho-julho de 2024 para agosto-setembro-outubro de 2024.
Bernardo: o rendimento real habitual aumentou R$ 25,00 de maio-junho-julho de 2024 para agosto-setembro-outubro de 2024.
Caroline: comparada a agosto-setembro-outubro de 2023, a taxa de subutilização caiu 12% no mesmo período, em 2024.
Com relação às afirmações apresentadas, é verdade que
Atodas estão corretas.
Bsomente a de Aline precisa ser corrigida pelo professor.
Csomente a de Bernardo precisa ser corrigida pelo professor.
Dsomente a de Caroline precisa ser corrigida pelo professor.
Etodas precisam ser corrigidas pelo professor.
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GabaritoB — somente a de Aline precisa ser corrigida pelo professor.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Interpretação de tabelas e variação percentual
Gabarito: letra B — somente a afirmação de Aline precisa ser corrigida pelo professor. Aline errou ao dizer que a taxa de desocupação caiu 0,6% (o correto é 0,6 ponto percentual, pois a queda foi de 6,8% para 6,2%); Bernardo acertou (R$ 3.255 − R$ 3.230 = R$ 25,00); Caroline acertou (a taxa de subutilização caiu de 17,5% para 15,4%, uma redução de 12% sobre o valor anterior). A questão exige distinguir variação em pontos percentuais de variação percentual relativa.
A tabela do IBGE apresenta três indicadores em três períodos distintos. O primeiro passo é entender o que cada um significa: a taxa de desocupação é o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho; a taxa de subutilização é um indicador mais amplo, que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial; o rendimento real habitual é o valor médio do rendimento mensal recebido pelos trabalhadores, corrigido pela inflação.
A confusão central desta questão está na diferença entre ponto percentual (p.p.) e porcentagem (%). Quando comparamos duas taxas que já são percentuais, a diferença aritmética entre elas é medida em pontos percentuais. Por exemplo, se uma taxa vai de 6,8% para 6,2%, a queda é de 0,6 ponto percentual — não de 0,6%. Já a variação percentual relativa é calculada pela fórmula:
onde é o valor inicial e o valor final. Essa fórmula mede o quanto o valor mudou em relação ao valor inicial, expresso em porcentagem.
Vamos aplicar isso a cada afirmação. Para Aline: a taxa de desocupação passou de 6,8% (mai-jun-jul 2024) para 6,2% (ago-set-out 2024). A diferença é 6,8% − 6,2% = 0,6 ponto percentual. Mas a variação percentual relativa seria . Aline disse que "caiu 0,6%", o que está errado: ela confundiu a diferença em pontos percentuais com a variação percentual relativa. O correto seria dizer que caiu 0,6 ponto percentual.
Para Bernardo: o rendimento real habitual passou de R$ 3.230 para R$ 3.255. A diferença é R$ 3.255 − R$ 3.230 = R$ 25,00. A afirmação está correta.
Para Caroline: a taxa de subutilização passou de 17,5% (ago-set-out 2023) para 15,4% (ago-set-out 2024). A variação percentual relativa é . Ou seja, caiu 12% em relação ao valor anterior. A afirmação está correta.
A pegadinha da banca está exatamente na afirmação de Aline: ela usou "0,6%" quando deveria ter usado "0,6 ponto percentual". Essa é uma distinção sutil, mas crucial em estatística e em questões de porcentagem. O candidato desatento pode marcar a alternativa A (todas corretas) por não perceber essa diferença, ou pode achar que Caroline errou por não calcular a variação relativa corretamente.
Guarde este critério: quando comparamos duas taxas percentuais, a diferença aritmética é em pontos percentuais; a variação percentual relativa é calculada pela fórmula acima. É exatamente essa distinção que separa as alternativas desta questão.
Afirma que todas as afirmações estão corretas. Isso é falso porque a afirmação de Aline está incorreta: ela disse que a taxa de desocupação caiu 0,6%, mas o correto é que caiu 0,6 ponto percentual. A diferença entre 6,8% e 6,2% é de 0,6 p.p., não de 0,6% (a variação percentual relativa seria de aproximadamente −8,8%).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a alternativa correta. Somente a afirmação de Aline precisa ser corrigida. Aline errou ao confundir pontos percentuais com porcentagem: a taxa de desocupação caiu de 6,8% para 6,2%, uma diferença de 0,6 ponto percentual, não de 0,6%. Bernardo acertou (R$ 3.255 − R$ 3.230 = R$ 25,00) e Caroline acertou (variação relativa de −12% na taxa de subutilização).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que somente a afirmação de Bernardo precisa ser corrigida. Isso é falso porque a afirmação de Bernardo está correta: o rendimento real habitual aumentou de R$ 3.230 para R$ 3.255, uma diferença de R$ 25,00. Quem precisa de correção é Aline.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que somente a afirmação de Caroline precisa ser corrigida. Isso é falso porque a afirmação de Caroline está correta: a taxa de subutilização caiu de 17,5% para 15,4%, uma variação relativa de . Quem precisa de correção é Aline.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que todas as afirmações precisam ser corrigidas. Isso é falso porque apenas a afirmação de Aline está incorreta. Bernardo e Caroline acertaram em suas análises.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão clássica entre ponto percentual e porcentagem. Aline diz que a taxa caiu "0,6%", mas a queda de 6,8% para 6,2% é de 0,6 ponto percentual — a variação percentual relativa seria de aproximadamente −8,8%. O candidato que não domina essa distinção marca a alternativa A (todas corretas) ou a D (somente Caroline errada), caindo na armadilha. Lembre-se: quando comparamos duas taxas percentuais, a diferença aritmética é em p.p.; a variação relativa é calculada pela fórmula .
PEGA ESSA DICA!
Na hora da prova, sempre que a questão comparar duas taxas percentuais, pergunte-se: "a afirmação fala em pontos percentuais ou em porcentagem relativa?". Se a afirmação diz "caiu X%" e X é a diferença aritmética entre as taxas, ela está errada — o correto seria "caiu X pontos percentuais". Para calcular a variação relativa, use a fórmula . Essa distinção é recorrente em questões de estatística e porcentagem.