Questão de Matemática — Polinômios e Equações Polinomiais. Expansão de Binômios. Triângulo de Pascal — VUNESP 2025
Matemática›Polinômios e Equações Polinomiais. Expansão de Binômios. Triângulo de Pascal
Código
vu218956
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC SP
Ano
2025
Cargo
Prof EFM ( )
No livro A Arte de Resolver problemas, Polya aborda, dentre outros assuntos, a técnica da cadeia de problemas auxiliares equivalentes, que pode ser utilizada quando temos que resolver um problema A e não sabemos como, mas podemos identificar um problema B, equivalente ao problema A, depois, um problema C, equivalente ao problema B, e assim por diante, até chegarmos em um último problema que sabemos solucionar, equivalente ao anterior, na qual a solução é a solução do problema A.
Nesse sentido, analise a seguinte cadeia de problemas, na resolução do problema A, que é a resolução da equação x4 – 13x2 + 36 = 0:
Problema B
(2x2)2 – 2 ∙ 2x2 ∙ 13 + 169 = 25
Problema C
(2x2 – 13)2 = 25
Problema D
2x2 – 13 = ±5
Problema E e sua solução
2x = ±5+13⇒x=±213±5
Analisando-se a cadeia apresentada, pode-se identificar que a solução do problema E satisfaz a solução do problema A, e
Aos problemas são todos equivalentes, fazendo com que a cadeia apresentada seja uma cadeia de problemas auxiliares.
Bmesmo ocorrendo isso, os problemas B e C não são equivalentes, o que invalida o restante da cadeia apresentada.
Cmesmo ocorrendo isso, os problemas A e B não são equivalentes, o que invalida o restante da cadeia apresentada.
Dmesmo ocorrendo isso, os problemas C e D não são equivalentes, o que invalida o restante da cadeia apresentada.
Emesmo ocorrendo isso, os problemas D e E não são equivalentes, o que invalida a cadeia apresentada.
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GabaritoA — os problemas são todos equivalentes, fazendo com que a cadeia apresentada seja uma cadeia de problemas auxiliares.
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Equações biquadradas e a técnica de problemas equivalentes
Gabarito: letra A. A cadeia apresentada é válida porque cada problema (B, C, D e E) é uma transformação algébrica equivalente do anterior, preservando o conjunto solução da equação original A: . A técnica descrita por Polya — substituir um problema difícil por uma sequência de problemas equivalentes até chegar a um solucionável — é exatamente o que a cadeia faz, e a alternativa A reconhece isso.
A técnica de problemas auxiliares equivalentes é uma estratégia de resolução em que, diante de um problema A que não sabemos resolver diretamente, procuramos um problema B que tenha o mesmo conjunto solução (ou a mesma resposta) e que seja mais simples. Repetimos o processo até chegar a um problema que sabemos resolver. A equivalência é a propriedade central: cada passo deve preservar as soluções, sem introduzir nem eliminar nenhuma. No caso, a equação original é uma equação biquadrada — uma equação polinomial de 4º grau com apenas potências pares da variável, da forma . A estratégia clássica é fazer uma substituição de variável, como , transformando-a numa equação do 2º grau em , resolvê-la e depois voltar para . A cadeia do enunciado faz exatamente isso, mas de forma disfarçada: em vez de substituir diretamente, ela manipula a expressão para completar um quadrado perfeito.
Vamos verificar cada passo da cadeia. O problema A é . O problema B é . Simplificando B: , e , então B fica . Subtraindo 25 dos dois lados: . Dividindo tudo por 4: , que é exatamente o problema A. Portanto, A e B são equivalentes. O problema C é . Expandindo: , que é o lado esquerdo de B. Logo, B e C são equivalentes. O problema D é . Isso é simplesmente aplicar a raiz quadrada nos dois lados de C, lembrando que , então , o que equivale a . Portanto, C e D são equivalentes. O problema E é ou , ou seja, ou , resultando em ou , e finalmente ou . Verificando na equação original: para , ; para , . Todas as quatro raízes satisfazem A. A cadeia é, portanto, uma cadeia de problemas equivalentes, e a solução de E é a solução de A.
A pegadinha desta questão está em cada alternativa tentar apontar uma suposta quebra de equivalência em algum elo da cadeia. O candidato que não verifica cada transformação pode ser induzido a acreditar que algum passo "pulou" uma solução ou introduziu uma solução estranha. Mas, como vimos, cada passo é uma manipulação algébrica válida que preserva o conjunto solução. A alternativa A é a única que reconhece a validade completa da cadeia.
Guarde o critério decisivo: equivalência entre problemas significa que eles têm exatamente o mesmo conjunto solução. Para julgar cada alternativa, verifique se a transformação de um problema para o outro é uma identidade algébrica (como completar quadrados, aplicar raiz quadrada com o sinal , ou isolar a variável) que não altera as soluções. É nesse critério que as alternativas se dividem.
Elo da cadeia
Transformação aplicada
Equivalência (conjunto solução preservado)
A → B
Multiplicar A por 4 e somar 169 − 25 = 144 em ambos os lados (completar quadrado)
✅ Válida
B → C
Reconhecer o trinômio quadrado perfeito:
✅ Válida
C → D
Aplicar raiz quadrada:
✅ Válida
D → E
Isolar :
✅ Válida
E → A
Verificação: ou satisfazem
✅ Válida
1A: equação original
2B: completar quadrado
3C: fatorar quadrado
4D: extrair raiz
5E: isolar e resolver
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que os problemas são todos equivalentes, formando uma cadeia de problemas auxiliares. Isso está correto: como demonstrado, cada passo (A→B, B→C, C→D, D→E) é uma transformação algébrica que preserva o conjunto solução. A técnica de Polya é exatamente essa: substituir um problema por outro equivalente até chegar a um solucionável. A solução de E ( ou ) é a solução de A, confirmando a equivalência.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que B e C não são equivalentes. Isso é falso: C é obtido de B simplesmente reconhecendo que é o quadrado perfeito . Expandindo C, obtemos exatamente B. São equivalentes.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que A e B não são equivalentes. Isso é falso: simplificando B, obtemos , que dividido por 4 resulta em , exatamente A. São equivalentes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que C e D não são equivalentes. Isso é falso: aplicar a raiz quadrada em ambos os lados de C, , resulta em , que é equivalente a , exatamente D. São equivalentes.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que D e E não são equivalentes. Isso é falso: de D, , isolamos , e depois , que é exatamente a expressão em E. As soluções de E (, ) satisfazem D e, por transitividade, A. São equivalentes.
A cadeia é um exemplo clássico de como a técnica de problemas equivalentes funciona na prática: cada transformação é uma identidade algébrica que não altera as soluções. A alternativa correta é a letra A.