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Questão de Matemática — Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações) — VUNESP 2025

MatemáticaAnálise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações)
Código
vu218996
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC SP
Ano
2025
Cargo
Prof EFM ( )
Uma sala de aula tem N > 1 meninos e M > 2 meninas. Uma comissão com duas meninas e um menino dessa classe deve ser formada para discursarem na formatura da turma.   O número de possibilidades para formar essa comissão pode ser calculado por meio da fórmula:
  1. A(N1)(M2)2\dfrac{(N-1)⋅(M-2)}{2}
  2. B(N-1)⋅(M-2)
  3. CN⋅M⋅(M-1)
  4. DNM(N1)2\dfrac{N⋅M⋅(N-1)}{2}
  5. ENM(M1)2\dfrac{N⋅M⋅(M-1)}{2}
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — \dfrac{N⋅M⋅(M-1)}{2}

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise Combinatória: combinação simples e o princípio multiplicativo

Gabarito: letra E — a comissão é formada por 2 meninas (escolhidas entre M) e 1 menino (escolhido entre N), e como a ordem dentro da comissão não importa, o número de possibilidades é dado por (M2)(N1)=NM(M1)2\binom{M}{2} \cdot \binom{N}{1} = \dfrac{N \cdot M \cdot (M-1)}{2}. A questão testa diretamente a aplicação da combinação simples e do princípio multiplicativo.

O problema pede para formar uma comissão com duas meninas e um menino. O ponto central é perceber que a ordem em que as pessoas são escolhidas não importa: a comissão {Ana, Beatriz, Carlos} é exatamente a mesma que {Carlos, Beatriz, Ana}. Quando a ordem não importa, usamos combinação, não arranjo ou permutação.

A combinação de pp elementos escolhidos entre nn disponíveis é dada por:

(np)=n!(np)!p!\binom{n}{p} = \frac{n!}{(n-p)! \cdot p!}

No nosso caso, temos duas escolhas independentes:

  1. Escolher 2 meninas entre M meninas: (M2)=M!(M2)!2!=M(M1)2\binom{M}{2} = \dfrac{M!}{(M-2)! \cdot 2!} = \dfrac{M \cdot (M-1)}{2}

  2. Escolher 1 menino entre N meninos: (N1)=N!(N1)!1!=N\binom{N}{1} = \dfrac{N!}{(N-1)! \cdot 1!} = N

Como as escolhas são independentes e precisamos de ambas (duas meninas E um menino), aplicamos o princípio multiplicativo: multiplicamos as possibilidades de cada etapa.

(M2)(N1)=M(M1)2N=NM(M1)2\binom{M}{2} \cdot \binom{N}{1} = \frac{M \cdot (M-1)}{2} \cdot N = \frac{N \cdot M \cdot (M-1)}{2}

Vamos testar com um exemplo concreto para fixar. Suponha que a sala tenha N=3N = 3 meninos (A, B, C) e M=4M = 4 meninas (1, 2, 3, 4). Pela fórmula:

3432=18\frac{3 \cdot 4 \cdot 3}{2} = 18

Vamos conferir manualmente: escolher 2 meninas entre 4 dá (42)=6\binom{4}{2} = 6 possibilidades (12, 13, 14, 23, 24, 34). Para cada par de meninas, temos 3 meninos disponíveis. Então 6×3=186 \times 3 = 18 comissões. Bateu!

A pegadinha clássica deste tipo de questão é confundir combinação com arranjo. Se a ordem importasse (por exemplo, se houvesse cargos distintos como presidente e vice), usaríamos arranjo e a fórmula seria M(M1)NM \cdot (M-1) \cdot N, sem dividir por 2. Mas como a comissão é um grupo sem hierarquia, a divisão por 2 é essencial para não contar cada comissão duas vezes (Ana e Beatriz = Beatriz e Ana).

Outra armadilha é esquecer de aplicar o princípio multiplicativo e somar as possibilidades em vez de multiplicar. Como precisamos de meninas E menino simultaneamente, multiplicamos. A soma seria usada se tivéssemos alternativas mutuamente exclusivas (ou uma coisa, ou outra).

Guarde o critério decisivo: ordem importa? Se não importa, é combinação — e a divisão por p!p! aparece. É exatamente nesse detalhe que as alternativas se dividem.

  1. 1Escolher 2 meninas entre M
  2. 2Escolher 1 menino entre N
  3. 3Multiplicar (princípio multiplicativo)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A fórmula (N1)(M2)2\dfrac{(N-1) \cdot (M-2)}{2} não corresponde a nenhuma contagem correta. Ela parece uma tentativa de aplicar a combinação, mas subtrai 1 de N e 2 de M sem justificativa. O correto é usar NN meninos e MM meninas, não N1N-1 e M2M-2. Além disso, o numerador não reflete a escolha de 2 meninas entre M (que deveria ser M(M1)M \cdot (M-1)).

Alternativa B — ❌ Incorreta

(N1)(M2)(N-1) \cdot (M-2) também está errada pelos mesmos motivos da alternativa A: subtrai valores indevidos de N e M. A contagem correta usa todos os NN meninos e todas as MM meninas. Além disso, não há divisão por 2, o que seria necessário para a combinação de 2 meninas.

Alternativa C — ❌ Incorreta

NM(M1)N \cdot M \cdot (M-1) representa a contagem se a ordem importasse (arranjo): escolher 1 menino entre N e 2 meninas entre M, onde a ordem das meninas faz diferença. Mas na comissão a ordem não importa, então essa fórmula conta cada comissão duas vezes (Ana e Beatriz é o mesmo que Beatriz e Ana). Falta a divisão por 2.

Alternativa D — ❌ Incorreta

NM(N1)2\dfrac{N \cdot M \cdot (N-1)}{2} troca o papel de N e M. O fator M(M1)M \cdot (M-1) deveria vir das meninas (escolher 2 entre M), mas aqui aparece N(N1)N \cdot (N-1), que seria a escolha de 2 meninos entre N. A comissão pede 2 meninas e 1 menino, não o contrário.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A fórmula NM(M1)2\dfrac{N \cdot M \cdot (M-1)}{2} é exatamente a aplicação correta da combinação: escolher 2 meninas entre M ((M2)=M(M1)2\binom{M}{2} = \frac{M \cdot (M-1)}{2}) e 1 menino entre N (NN), multiplicando pelo princípio multiplicativo. A divisão por 2 elimina a duplicidade de ordem entre as duas meninas, e o produto NM(M1)N \cdot M \cdot (M-1) conta todas as combinações possíveis de uma menina, outra menina e um menino.

Gabarito: letra E

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