Questão de Matemática — Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações) — VUNESP 2025
- Código
- vu218996
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- SEDUC SP
- Ano
- 2025
- Cargo
- Prof EFM ( )
- A
- B(N-1)⋅(M-2)
- CN⋅M⋅(M-1)
- D
- E
GabaritoE — \dfrac{N⋅M⋅(M-1)}{2}
Gabarito: letra E — a comissão é formada por 2 meninas (escolhidas entre M) e 1 menino (escolhido entre N), e como a ordem dentro da comissão não importa, o número de possibilidades é dado por . A questão testa diretamente a aplicação da combinação simples e do princípio multiplicativo.
O problema pede para formar uma comissão com duas meninas e um menino. O ponto central é perceber que a ordem em que as pessoas são escolhidas não importa: a comissão {Ana, Beatriz, Carlos} é exatamente a mesma que {Carlos, Beatriz, Ana}. Quando a ordem não importa, usamos combinação, não arranjo ou permutação.
A combinação de elementos escolhidos entre disponíveis é dada por:
No nosso caso, temos duas escolhas independentes:
Escolher 2 meninas entre M meninas:
Escolher 1 menino entre N meninos:
Como as escolhas são independentes e precisamos de ambas (duas meninas E um menino), aplicamos o princípio multiplicativo: multiplicamos as possibilidades de cada etapa.
Vamos testar com um exemplo concreto para fixar. Suponha que a sala tenha meninos (A, B, C) e meninas (1, 2, 3, 4). Pela fórmula:
Vamos conferir manualmente: escolher 2 meninas entre 4 dá possibilidades (12, 13, 14, 23, 24, 34). Para cada par de meninas, temos 3 meninos disponíveis. Então comissões. Bateu!
A pegadinha clássica deste tipo de questão é confundir combinação com arranjo. Se a ordem importasse (por exemplo, se houvesse cargos distintos como presidente e vice), usaríamos arranjo e a fórmula seria , sem dividir por 2. Mas como a comissão é um grupo sem hierarquia, a divisão por 2 é essencial para não contar cada comissão duas vezes (Ana e Beatriz = Beatriz e Ana).
Outra armadilha é esquecer de aplicar o princípio multiplicativo e somar as possibilidades em vez de multiplicar. Como precisamos de meninas E menino simultaneamente, multiplicamos. A soma seria usada se tivéssemos alternativas mutuamente exclusivas (ou uma coisa, ou outra).
Guarde o critério decisivo: ordem importa? Se não importa, é combinação — e a divisão por aparece. É exatamente nesse detalhe que as alternativas se dividem.
A fórmula não corresponde a nenhuma contagem correta. Ela parece uma tentativa de aplicar a combinação, mas subtrai 1 de N e 2 de M sem justificativa. O correto é usar meninos e meninas, não e . Além disso, o numerador não reflete a escolha de 2 meninas entre M (que deveria ser ).
também está errada pelos mesmos motivos da alternativa A: subtrai valores indevidos de N e M. A contagem correta usa todos os meninos e todas as meninas. Além disso, não há divisão por 2, o que seria necessário para a combinação de 2 meninas.
representa a contagem se a ordem importasse (arranjo): escolher 1 menino entre N e 2 meninas entre M, onde a ordem das meninas faz diferença. Mas na comissão a ordem não importa, então essa fórmula conta cada comissão duas vezes (Ana e Beatriz é o mesmo que Beatriz e Ana). Falta a divisão por 2.
troca o papel de N e M. O fator deveria vir das meninas (escolher 2 entre M), mas aqui aparece , que seria a escolha de 2 meninos entre N. A comissão pede 2 meninas e 1 menino, não o contrário.
A fórmula é exatamente a aplicação correta da combinação: escolher 2 meninas entre M () e 1 menino entre N (), multiplicando pelo princípio multiplicativo. A divisão por 2 elimina a duplicidade de ordem entre as duas meninas, e o produto conta todas as combinações possíveis de uma menina, outra menina e um menino.
Gabarito: letra E
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