Questão de Matemática — Análise Combinatória (Princípio Fundamental da Contagem, Arranjos, Combinações, Permutações) — VUNESP 2025
- Código
- vu219154
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- UNESP
- Ano
- 2025
- Cargo
- V - - Doc ( )
- A2.942.
- B3.058.
- C4.916.
- D5.184.
- E6.840.
GabaritoD — 5.184.
Gabarito: letra D — a conta chega a 5.184 comissões — alternativa D.
O princípio fundamental da contagem (PFC) é a ferramenta básica da análise combinatória: se uma escolha tem p₁ opções, a seguinte tem p₂, e assim por diante, o total de combinações é o produto p₁ × p₂ × … . Aqui, cada cargo é uma etapa independente, e como os cargos são diferentes (representante, vice, suplente), a ordem importa: escolher A para representante e B para vice é diferente de B para representante e A para vice.
Quando a ordem importa e não há repetição, usamos o PFC diretamente: para o primeiro cargo há n opções, para o segundo n−1, para o terceiro n−2, totalizando n × (n−1) × (n−2). Essa é a base do arranjo simples. A restrição de que a comissão deve ser mista (não só de matemática nem só de outras disciplinas) pode ser tratada subtraindo do total as comissões que violam a condição, pois elas são mutuamente exclusivas.
Esta questão pede o total de comissões mistas. O caminho mais seguro é calcular o total sem restrição e subtrair as comissões formadas apenas por matemáticos e apenas por outros, já que essas são as únicas que não atendem ao enunciado.
total de professores = 20
professores de matemática = 8
professores de outras disciplinas = 12
cargos: representante, vice e suplente (ordem importa)
O que queremos: o número de comissões mistas (com pelo menos um de cada área) para os três cargos
Antes de aplicar qualquer restrição, precisamos saber quantas comissões de três cargos distintos podem ser formadas com os 20 professores. Como os cargos são diferentes, a ordem importa, então usamos o princípio multiplicativo: cada cargo é uma escolha independente.
Por que esta fórmula: Para o representante há 20 opções; para o vice, 19 (um já foi escolhido); para o suplente, 18. O PFC manda multiplicar.
De onde vem cada valor: = enunciado: total de professores · = constante: 20 - 1 (um professor já escolhido para representante) · = constante: 20 - 2 (dois professores já escolhidos)
Usar combinação (C(20,3)) em vez de arranjo, esquecendo que os cargos são distintos — isso daria 1140, muito menor.
Essas comissões violam a condição de serem mistas, então precisamos contá-las para subtrair depois. Como são apenas professores de matemática, usamos os 8 disponíveis.
Por que esta fórmula: Mesma lógica do passo 1, mas agora com 8 professores: 8 opções para representante, 7 para vice, 6 para suplente.
De onde vem cada valor: = enunciado: professores de matemática · = constante: 8 - 1 (um professor já escolhido para representante) · = constante: 8 - 2 (dois professores já escolhidos)
Esquecer que a ordem importa e usar combinação C(8,3) = 56, o que subestima o valor.
Assim como as de matemática, essas também não são mistas. Precisamos do número delas para subtrair do total.
Por que esta fórmula: Com 12 professores de outras disciplinas, temos 12 opções para representante, 11 para vice, 10 para suplente.
De onde vem cada valor: = enunciado: professores de outras disciplinas · = constante: 12 - 1 (um professor já escolhido para representante) · = constante: 12 - 2 (dois professores já escolhidos)
Confundir com o total de professores (20) e usar 20×19×18 novamente.
As comissões só de matemática e só de outras disciplinas são exatamente as que não podem ser formadas. Como elas não se sobrepõem (uma comissão não pode ser simultaneamente só de matemática e só de outras), podemos subtrair ambas do total.
Por que esta fórmula: O total de comissões mistas é o total geral menos as duas categorias proibidas: T − M − O.
De onde vem cada valor: = passo 1: 6840 · = passo 2: 336 · = passo 3: 1320
Esquecer de subtrair uma das categorias, ou subtrair apenas uma vez quando há sobreposição (aqui não há).
Resposta: 5.184 comissões — alternativa D
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