Questão de Matemática — Proporções. Grandezas Proporcionais. Divisão em Partes Proporcionais — VUNESP 2025
Matemática›Proporções. Grandezas Proporcionais. Divisão em Partes Proporcionais
Código
vu219162
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2025
Cargo
V - - Doc ( )
Em uma função f:: \mathbb{R}→\mathbb{R} em que y = fx = ax, sendo a uma constante real diferente de zero, tem-se que y
Aé diretamente proporcional a x, somente se a < 0.
Bé inversamente proporcional a x, somente, se a < 0.
Cé diretamente proporcional a x, independentemente do valor de a.
Dé inversamente proporcional a x, independentemente do valor de a.
Enão é diretamente e, tampouco, inversamente proporcional a x.
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GabaritoC — é diretamente proporcional a x, independentemente do valor de a.
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Proporcionalidade direta e inversa
Gabarito: letra C. Na função , com constante real não nula, é diretamente proporcional a para qualquer valor de , pois a razão é constante — e é exatamente essa constância do quociente que define a proporcionalidade direta. A alternativa C é a única que captura essa regra sem condicioná-la ao sinal de .
A proporcionalidade é um dos conceitos mais fundamentais da matemática e aparece em praticamente todas as provas de concurso. Duas grandezas são diretamente proporcionais quando a razão entre elas é constante: se uma dobra, a outra dobra; se uma triplica, a outra triplica. Matematicamente, é diretamente proporcional a se , onde é uma constante diferente de zero. Isso significa que — exatamente a forma da função dada no enunciado, com .
Já duas grandezas são inversamente proporcionais quando o produto entre elas é constante: se uma dobra, a outra se reduz à metade; se uma triplica, a outra cai para um terço. A forma matemática é , ou seja, . Note a diferença crucial: na proporcionalidade direta, a variável independente aparece no numerador (multiplicando); na inversa, aparece no denominador (dividindo).
Vamos aplicar isso à função do enunciado. Temos , com . Para verificar se há proporcionalidade direta, calculamos a razão . Como é uma constante (não depende de ), a razão é constante — logo, é diretamente proporcional a . E isso vale independentemente do valor de , seja ele positivo, negativo, inteiro, fracionário, etc. O sinal de apenas determina se a função é crescente () ou decrescente (), mas não altera a natureza da proporcionalidade.
Para verificar se haveria proporcionalidade inversa, calcularíamos o produto , que não é constante (depende de ). Portanto, não é inversamente proporcional a em hipótese alguma. A pegadinha da questão está exatamente em tentar condicionar a proporcionalidade ao sinal de — como se mudasse algo. Não muda: a definição de proporcionalidade direta é a constância do quociente, e o quociente é constante para qualquer não nulo.
Um exemplo concreto: se , temos . Quando , ; quando , ; quando , . A razão é sempre 2. Se , temos . Quando , ; quando , . A razão é sempre -3. Em ambos os casos, a razão é constante — proporcionalidade direta confirmada, independentemente do sinal de .
Guarde o critério decisivo: proporcionalidade direta = quociente constante (); proporcionalidade inversa = produto constante (). É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
Caso
Atribuição de (a)
(constante?)
(constante?)
Resultado
1
(a = 2) (positivo)
Sim, (= 2)
Não, varia com (x)
Diretamente proporcional
2
(a = -3) (negativo)
Sim, (= -3)
Não, varia com (x)
Diretamente proporcional
3
(qualquer)
Sim, (= a)
Não, varia com (x)
Diretamente proporcional
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que é diretamente proporcional a somente se . O erro está no "somente se": a proporcionalidade direta vale para qualquer valor de não nulo, não apenas para negativo. O sinal de não interfere na constância do quociente .
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que é inversamente proporcional a somente se . Duplo erro: primeiro, nunca é inversamente proporcional a nesta função, pois o produto não é constante; segundo, mesmo que fosse, não haveria relação com o sinal de . A forma é típica de proporcionalidade direta, não inversa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que é diretamente proporcional a independentemente do valor de . Correto: a razão é constante para qualquer , o que define a proporcionalidade direta. O sinal de apenas altera o sentido do crescimento (crescente se , decrescente se ), mas não a natureza da relação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que é inversamente proporcional a independentemente do valor de . Incorreto: nunca é inversamente proporcional a nesta função, pois o produto varia com . A proporcionalidade inversa exigiria a forma , o que não é o caso.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que não é diretamente nem inversamente proporcional a . A segunda parte é verdadeira (não é inversamente proporcional), mas a primeira é falsa: é diretamente proporcional a , pois é constante. A alternativa erra ao negar a proporcionalidade direta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você acreditar que o sinal de influencia o tipo de proporcionalidade. Não influencia! O que define a proporcionalidade direta é a constância do quociente , e esse quociente é , constante para qualquer valor não nulo. O sinal de só diz se a reta sobe ou desce — nada além disso. Fique atento: sempre que a alternativa condicionar a proporcionalidade a uma condição estranha (como ), desconfie.
PEGA ESSA DICA!
Na hora da prova, aplique o teste do quociente e do produto. Dada a função , calcule : se der constante, é diretamente proporcional. Calcule : se der constante, é inversamente proporcional. Para , o quociente dá (constante) e o produto dá (não constante) — resposta na hora, sem hesitação.