Questão de Matemática — Funções reais de variável real (cálculo diferencial e integral) — VUNESP 2025
- Código
- vu219193
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- EsFCEx
- Ano
- 2025
- Cargo
- CFO/QC ( )
- A
- B
- C
- D
- E
GabaritoE — \sqrt{17}
Gabarito: letra E — a taxa máxima de variação de no ponto é . Isso porque a taxa máxima de variação de uma função de duas variáveis é dada pela norma do vetor gradiente no ponto, e o gradiente de em é , cuja norma é .
A taxa de variação de uma função de uma variável é a sua derivada, que mede a inclinação da reta tangente ao gráfico. Para funções de duas variáveis, como , o conceito se generaliza: em cada ponto, a função pode variar em infinitas direções, e a taxa de variação em uma direção específica é dada pela derivada direcional. O vetor gradiente, , aponta na direção de maior crescimento da função, e a taxa máxima de variação é exatamente a norma (magnitude) desse vetor. É um resultado fundamental do cálculo diferencial: a derivada direcional é máxima na direção do gradiente e seu valor máximo é .
Vamos calcular o gradiente de . A derivada parcial em relação a trata como constante: . A derivada parcial em relação a trata como constante: . No ponto , temos e . Portanto, o gradiente é .
A taxa máxima de variação é a norma desse vetor: . As alternativas apresentam outras raízes quadradas, que correspondem a erros comuns de cálculo, como esquecer de elevar ao quadrado uma das componentes ou errar na derivada parcial. A chave para resolver a questão é lembrar que a taxa máxima de variação é a norma do gradiente, e não apenas uma das derivadas parciais.
A banca explora a confusão entre a taxa máxima de variação e as derivadas parciais isoladas. O candidato pode calcular apenas e marcar (que não está nas opções), ou errar a derivada em relação a , obtendo um valor diferente. A pegadinha está em lembrar que a taxa máxima é a norma do vetor gradiente, que combina as duas derivadas parciais.
não corresponde a nenhum cálculo direto do gradiente. Esse valor surgiria se, por exemplo, o candidato calculasse ou cometesse um erro na derivada parcial em relação a , obtendo (em vez de ), o que daria , e a norma seria , que não é . Não há uma operação simples que resulte em .
também não é o resultado correto. Esse valor poderia surgir de um erro na derivada parcial em relação a , como calcular e obter , mas a norma seria , que não é . Outra possibilidade seria errar a derivada em relação a , mas é um cálculo simples. não corresponde a nenhuma combinação plausível das derivadas corretas.
é um distrator que não corresponde ao cálculo correto. Se o candidato errasse a derivada parcial em relação a , obtendo (em vez de ), teria , e a norma seria , que não é . Outro erro comum seria calcular e obter , resultando em , que também não é . Nenhuma operação simples com as derivadas corretas produz .
é um distrator que poderia surgir se o candidato calculasse a norma do gradiente como ou cometesse um erro na derivada parcial em relação a , obtendo (um erro de regra da cadeia), o que daria , e a norma seria , que não é . Outra possibilidade seria errar a derivada em relação a , mas é um cálculo simples. não corresponde a nenhuma combinação plausível das derivadas corretas.
A taxa máxima de variação é a norma do vetor gradiente. Calculamos , e a norma é . Este é o valor correto, pois a derivada direcional máxima é , e o gradiente foi calculado corretamente: e no ponto dado.
Gabarito: letra E
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