Pular para o conteúdo principal

Questão de Matemática — Funções reais de variável real (cálculo diferencial e integral) — VUNESP 2025

MatemáticaFunções reais de variável real (cálculo diferencial e integral)
Código
vu219195
Banca
VUNESP
Órgão
EsFCEx
Ano
2025
Cargo
CFO/QC ( )
Sobre uma função h:A= \left\{ x ≠ {\large{ π\pi \over 2}}+n \cdot π\pi, n ∈ \mathbb{Z} \right\} \to \mathbb{R}, dada por y = h(x), sabe-se que ∫ h(x)dx={\large{tg^6(x) \over 6}}+k, sendo k uma constante real.   Nessas condições, o valor de lim h(x) éx(27π2)+x \to \left({\large{27 \pi \over 2}}\right)^+
  1. A
  2. B-1
  3. C0
  4. D1
  5. E+ ∞
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — ∞

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra A — a conta chega a O limite é +∞, portanto a alternativa correta é A) ∞..

A ideia por trás

O Teorema Fundamental do Cálculo diz que derivar e integrar são operações inversas: se F(x) é uma primitiva de h(x), então h(x) = F'(x). Ou seja, para achar a função original a partir da integral, basta derivar a expressão dada. A constante k, que aparece na integral, some na derivação, pois a derivada de uma constante é zero.

A função h(x) = tg^5(x) · sec^2(x) é o produto de duas funções trigonométricas. A tangente é seno sobre cosseno, e a secante é 1 sobre cosseno. Quando o cosseno se aproxima de zero, tanto a tangente quanto a secante crescem em módulo, mas o sinal depende do quadrante. A potência ímpar da tangente preserva o sinal, enquanto o quadrado da secante é sempre positivo.

Esta questão cobra o limite de uma função que explode em um ponto onde o cosseno zera. Precisamos identificar o quadrante de aproximação para determinar o sinal do infinito.

O que a questão dá

  • h(x) é a derivada da primitiva dada

  • primitiva: tg^6(x)/6 + k

  • ponto de aproximação: 27π/2 pela direita

O que queremos: o limite de h(x) quando x tende a 27π/2 pela direita

Passo 1 — Recuperar a função h(x) derivando a primitiva

Pelo Teorema Fundamental do Cálculo, a função h(x) é a derivada da primitiva dada. Derivar é o caminho para conhecer a expressão de h(x) e poder analisar seu limite.

Por que esta fórmula: A derivada de tg^6(x) é 6·tg^5(x)·sec^2(x) pela regra da cadeia. Dividindo por 6, o 6 cancela, sobrando tg^5(x)·sec^2(x). A constante k deriva para zero.

h(x)=tg5(x)sec2(x)h(x) = \tg^{5}(x) \cdot \sec^{2}(x)

De onde vem cada valor: tg5(x)\tg^{5}(x) = definição: derivada de tg^6(x)/6 · sec2(x)\sec^{2}(x) = definição: derivada de tg(x)

h(x)=tg5(x)sec2(x)h(x) = \tg^{5}(x) \cdot \sec^{2}(x)
h(x)=tg5(x)sec2(x)h(x) = \boxed{\text{tg}^{5}(\text{x}) \cdot \text{sec}^{2}(\text{x})}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer a regra da cadeia e derivar como se fosse x^6, obtendo tg^5(x) sem o sec^2(x).

Passo 2 — Identificar o quadrante de aproximação

O limite depende do comportamento de seno e cosseno perto do ponto. Precisamos saber se o cosseno tende a zero por valores positivos ou negativos, pois isso define o sinal da tangente.

Por que esta fórmula: 27π/2 = 13π + π/2. O ângulo 13π está no eixo negativo dos x; somando π/2, chegamos ao eixo negativo dos y. Aproximar pela direita significa girar um pouco mais no sentido anti-horário, entrando no terceiro quadrante, onde seno e cosseno são negativos.

terceiro quadrante: seno < 0, cosseno < 0

NÃO CAIA NESSA!

Confundir a direção: pela direita é anti-horário, entrando no terceiro quadrante, não no segundo.

Passo 3 — Calcular o limite da tangente

A tangente é a razão seno/cosseno. No terceiro quadrante, seno tende a -1 e cosseno tende a 0 por valores negativos. Dividir negativo por negativo dá positivo, e o módulo cresce sem limite.

Por que esta fórmula: tg(x) = sen(x)/cos(x). Com sen(x) → -1 e cos(x) → 0⁻, a fração tende a +∞.

limx(27π/2)+tg(x)=+\lim_{x \to (27\pi/2)^+} \tg(x) = +\infty

De onde vem cada valor: sen(x)sen(x) = passo 2: no terceiro quadrante, seno tende a -1 · cos(x)cos(x) = passo 2: no terceiro quadrante, cosseno tende a 0 por valores negativos

tg(x)10=+=+\tg(x) \to \frac{-1}{0^-} = +\infty = \boxed{+∞}
NÃO CAIA NESSA!

Achar que tangente tende a -∞ por não considerar o sinal do cosseno.

Passo 4 — Calcular o limite da secante ao quadrado

A secante é 1/cosseno. Como o cosseno tende a zero, a secante tende a infinito. O quadrado garante que o resultado é sempre positivo, independentemente do sinal do cosseno.

Por que esta fórmula: sec(x) = 1/cos(x). Com cos(x) → 0⁻, sec(x) → -∞, mas ao elevar ao quadrado, (-∞)² = +∞.

limx(27π/2)+sec2(x)=+\lim_{x \to (27\pi/2)^+} \sec^{2}(x) = +\infty

De onde vem cada valor: cos(x)cos(x) = passo 2: tende a 0 por valores negativos

sec2(x)(10)2=+=+\sec^{2}(x) \to \left(\frac{1}{0^-}\right)^{2} = +\infty = \boxed{+∞}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer o quadrado e achar que secante tende a -∞, o que mudaria o sinal do produto.

Passo 5 — Multiplicar os limites para obter o de h(x)

h(x) é o produto de tg^5(x) e sec^2(x). Como ambos tendem a +∞, o produto também tende a +∞. A potência ímpar da tangente preserva o sinal positivo.

Por que esta fórmula: Se lim f(x) = +∞ e lim g(x) = +∞, então lim f(x)·g(x) = +∞. Aqui, f(x) = tg^5(x) e g(x) = sec^2(x).

limx(27π/2)+h(x)=limx(27π/2)+tg5(x)sec2(x)=+\lim_{x \to (27\pi/2)^+} h(x) = \lim_{x \to (27\pi/2)^+} \tg^{5}(x) \cdot \sec^{2}(x) = +\infty

De onde vem cada valor: tg5(x)\tg^{5}(x) = passo 3: tende a +∞ · sec2(x)\sec^{2}(x) = passo 4: tende a +∞

(+)5(+)=+=+(+ \infty )^{5} \cdot (+ \infty ) = + \infty = \boxed{+∞}
NÃO CAIA NESSA!

Pensar que +∞ · +∞ é indeterminado — não é, é +∞.

Resposta: O limite é +∞, portanto a alternativa correta é A) ∞.

Link permanente: /questoes/vu219195