Pular para o conteúdo principal

Questão de Matemática — Equações diferenciais ordinárias — VUNESP 2025

MatemáticaEquações diferenciais ordinárias
Código
vu219198
Banca
VUNESP
Órgão
EsFCEx
Ano
2025
Cargo
CFO/QC ( )
Necessita-se de latas no formato de cilindro reto, com tampa, com capacidade total de 128π cm3.   A diferença entre as medidas da altura e do raio da base de cada uma dessas latas, de modo a minimizar a matéria- prima para sua fabricação, é de
  1. A0 cm.
  2. B2 cm.
  3. C3 cm.
  4. D4 cm.
  5. E1 cm.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — 4 cm.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra D — a conta chega a 4 cm — alternativa D.

A ideia por trás

A área total de um cilindro com tampa é a soma da área lateral (o 'papel' que envolve o corpo) com a área das duas bases (o fundo e a tampa). Para um volume fixo, existem infinitos cilindros possíveis: um pode ser baixo e largo, outro alto e fino. O problema pede o que gasta menos material, ou seja, o que tem a menor área total.

A área total é A = 2πrh + 2πr², onde r é o raio da base e h a altura. O volume é V = πr²h. Como o volume está fixo, podemos usar a equação do volume para escrever h em função de r e substituir na área, ficando com uma função só de r. O mínimo dessa função é encontrado derivando e igualando a zero. Para um cilindro com tampa e volume fixo, o mínimo ocorre quando h = 2r, ou seja, a altura é o dobro do raio.

Esta questão cobra exatamente essa otimização: com o volume dado, precisamos encontrar o raio que minimiza a área total e depois calcular a diferença h - r. O passo crucial é não esquecer as duas tampas na área total.

O que a questão dá

  • volume fixo = 128π cm³

  • formato: cilindro reto com tampa

O que queremos: a diferença entre a altura e o raio da base que minimiza a área total (matéria-prima)

Passo 1 — Escrever a área total do cilindro

A matéria-prima usada é a superfície da lata, então precisamos da fórmula da área total. Como a lata tem tampa, a área é a lateral mais duas bases.

Por que esta fórmula: A área lateral é o perímetro da base (2πr) vezes a altura (h), e cada base é um círculo de área πr². Como são duas bases, somamos 2πr².

Atotal=2πrh+2πr2A_{total} = 2\pi r h + 2\pi r^{2}

De onde vem cada valor: rr = definição: raio da base do cilindro · hh = definição: altura do cilindro

NÃO CAIA NESSA!

Esquecer as duas tampas e usar apenas a área lateral 2πrh — isso leva a uma condição de mínimo diferente e errada.

Passo 2 — Isolar a altura usando o volume fixo

A área total tem duas variáveis, r e h. Para minimizar, precisamos de uma função de uma variável só. O volume fixo nos dá uma relação entre r e h.

Por que esta fórmula: O volume de um cilindro é a área da base (πr²) vezes a altura (h). Como o volume é 128π, podemos isolar h.

h = frac128ππ r^2 = frac128r^2

De onde vem cada valor: 128π128\pi = enunciado: volume fixo · πr2\pi r^{2} = definição: área da base do cilindro

h = frac128r^2
h=128 /r2h = \boxed{128\ /\text{r}^{2}}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de simplificar o π — não atrapalha, mas pode confundir na hora de derivar.

Passo 3 — Substituir a altura na fórmula da área

Agora que h está em função de r, podemos escrever a área total apenas com r, o que permite derivar e achar o mínimo.

Por que esta fórmula: Substituímos h = 128/r² na área total, simplificando a expressão.

A(r) = 2π r · frac128r^2 + 2π r^2 = (256π)/(r) + 2π r^2

De onde vem cada valor: 2πr2\pi r = passo 1: da área lateral · frac128r^2 = passo 2: altura · 2πr22\pi r^{2} = passo 1: das duas bases

A(r)=256πr+2πr2A(r) = \frac{256\pi}{r} + 2\pi r^{2}
NÃO CAIA NESSA!

Errar a simplificação: 2πr * 128/r² = 256π/r, não 128π/r.

Passo 4 — Derivar a área e igualar a zero

O mínimo de uma função ocorre onde a derivada é zero. Derivamos A(r) em relação a r para encontrar o raio que minimiza a área.

Por que esta fórmula: A derivada de 256π/r é -256π/r², e a derivada de 2πr² é 4πr. Igualar a zero é a condição de ponto crítico.

A'(r) = -frac256πr^2 + 4π r = 0

De onde vem cada valor: -frac256πr^2 = passo 3: derivada de 256π/r · 4πr4\pi r = passo 3: derivada de 2πr²

-frac256πr^2 + 4π r = 0
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer o sinal negativo da derivada de 1/r, o que inverte a equação.

Passo 5 — Resolver a equação para o raio

Com a derivada igual a zero, isolamos r para achar o valor que minimiza a área.

Por que esta fórmula: Da equação 4πr = 256π/r², multiplicamos ambos os lados por r² e dividimos por π, obtendo 4r³ = 256, e então r³ = 64.

r3=64r^{3} = 64

De onde vem cada valor: 6464 = passo 4: 256/4

r3=64r^{3} = 64
r=4 cmr = \boxed{4\ \text{cm}}
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer de tirar a raiz cúbica e achar r = 64, ou errar a raiz cúbica de 64.

Passo 6 — Calcular a altura correspondente

Com o raio ótimo, usamos a relação do volume para achar a altura que minimiza a área.

Por que esta fórmula: Substituímos r = 4 na expressão h = 128/r².

h = frac128r^2

De onde vem cada valor: 128128 = passo 2 · r2r^{2} = passo 5: 4² = 16

h=12816h = \frac{128}{16}
h=8 cmh = \boxed{8\ \text{cm}}
NÃO CAIA NESSA!

Usar r = 4 mas errar a conta: 128/16 = 8, não 32.

Passo 7 — Calcular a diferença entre altura e raio

A questão pede a diferença h - r, não o raio nem a altura isoladamente. Com os valores ótimos, basta subtrair.

Por que esta fórmula: Diferença é a subtração direta.

hrh - r

De onde vem cada valor: hh = passo 6: 8 cm · rr = passo 5: 4 cm

84=4 cm8 - 4 = \boxed{4\ \text{cm}}
NÃO CAIA NESSA!

Marcar a alternativa com o valor do raio (4 cm) em vez da diferença, ou confundir a ordem e calcular r - h = -4.

Resposta: 4 cm — alternativa D

Link permanente: /questoes/vu219198