Pular para o conteúdo principal

Questão de Matemática — Equações diferenciais ordinárias — VUNESP 2025

MatemáticaEquações diferenciais ordinárias
Código
vu219206
Banca
VUNESP
Órgão
EsFCEx
Ano
2025
Cargo
CFO/QC ( )
Uma solução geral da equação diferencial ordinária dada por (y + 1)dx – (x2 + 1)dy = 0 é
  1. Ay = k ⋅ earctg(x) –1
  2. By = earctg(x) + k
  3. Cy = earctg(x)+k –1
  4. Dy = k ⋅ arctg(x) –1
  5. Ey = arctg(x) –1 + k
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — y = earctg(x)+k –1

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Equações Diferenciais Ordinárias: Solução Geral por Separação de Variáveis

Gabarito: letra C. A equação (y+1)dx(x2+1)dy=0(y+1)dx - (x^2+1)dy = 0 é uma EDO de primeira ordem separável; separando as variáveis e integrando, obtém-se lny+1=arctg(x)+k\ln|y+1| = \arctg(x) + k, o que resulta em y=earctg(x)+k1y = e^{\arctg(x)+k} - 1 — exatamente a alternativa C. O passo decisivo é reconhecer que a equação pode ser reescrita como dyy+1=dxx2+1\frac{dy}{y+1} = \frac{dx}{x^2+1} e que a integral de 1x2+1\frac{1}{x^2+1} é arctg(x)\arctg(x).

Uma equação diferencial ordinária (EDO) de primeira ordem é dita separável quando pode ser escrita na forma M(x)dx+N(y)dy=0M(x)dx + N(y)dy = 0, ou seja, quando é possível isolar de um lado da igualdade tudo que depende de xx e do outro tudo que depende de yy. A equação dada, (y+1)dx(x2+1)dy=0(y+1)dx - (x^2+1)dy = 0, se encaixa perfeitamente nesse formato: basta rearranjar os termos para obter (y+1)dx=(x2+1)dy(y+1)dx = (x^2+1)dy e, em seguida, dividir ambos os lados por (y+1)(x2+1)(y+1)(x^2+1), o que nos dá dyy+1=dxx2+1\frac{dy}{y+1} = \frac{dx}{x^2+1}. Esse é o coração da questão: a partir daqui, a solução é obtida integrando cada lado separadamente.

Integrando o lado esquerdo, temos dyy+1=lny+1+C1\int \frac{dy}{y+1} = \ln|y+1| + C_1. Integrando o lado direito, dxx2+1=arctg(x)+C2\int \frac{dx}{x^2+1} = \arctg(x) + C_2. Igualando as duas integrais (as constantes podem ser agrupadas em uma única constante kk), obtemos lny+1=arctg(x)+k\ln|y+1| = \arctg(x) + k. Para explicitar yy, aplicamos a exponencial em ambos os lados: y+1=earctg(x)+k|y+1| = e^{\arctg(x)+k}. Como a constante kk pode absorver o sinal (a menos que y+1y+1 seja sempre negativo, o que é coberto pela constante), escrevemos y+1=earctg(x)+ky+1 = e^{\arctg(x)+k} e, finalmente, y=earctg(x)+k1y = e^{\arctg(x)+k} - 1.

A pegadinha clássica dessa questão é a posição da constante kk. Muitos candidatos, ao integrar, escrevem lny+1=arctg(x)+k\ln|y+1| = \arctg(x) + k e, ao aplicar a exponencial, fazem y+1=earctg(x)+ky+1 = e^{\arctg(x)} + k (somando kk fora da exponencial), o que está errado. A constante kk deve permanecer dentro do expoente, pois ela surge da constante de integração que é somada ao logaritmo, e não à função yy diretamente. A alternativa B, por exemplo, apresenta exatamente esse erro: y=earctg(x)+ky = e^{\arctg(x)} + k. Já a alternativa A, y=kearctg(x)1y = k \cdot e^{\arctg(x)} - 1, também está incorreta, pois a constante multiplicativa kk não é a forma correta de representar a constante de integração nesse caso — ela só apareceria se a integral de 1y+1\frac{1}{y+1} fosse lnk(y+1)\ln|k(y+1)|, o que não é o procedimento padrão.

Outra distinção importante é entre arctg(x)\arctg(x) e tg(x)\tg(x). A integral de 1x2+1\frac{1}{x^2+1} é arctg(x)\arctg(x) (a função inversa da tangente), e não tg(x)\tg(x). As alternativas D e E trocam arctg(x)\arctg(x) por tg(x)\tg(x), o que é um erro conceitual grave: a derivada de tg(x)\tg(x) é sec2(x)\sec^2(x), e não 1x2+1\frac{1}{x^2+1}. Portanto, a solução correta envolve a função arco-tangente, e não a tangente.

Guarde o critério decisivo: a constante de integração kk fica dentro do expoente da exponencial, e a função que aparece é arctg(x)\arctg(x), não tg(x)\tg(x). É exatamente nesses dois pontos que as alternativas se dividem.

  1. 1Separar variáveis
  2. 2Integrar cada lado
  3. 3Isolar y
  4. 4k dentro do expoente
LEVEL · soulevel.com.br

Critério

Alternativa C (correta)

Alternativa B (erro comum)

Alternativa A (erro de fator)

Posição da constante k

Dentro do expoente: (e^{\arctg(x)+k})

Fora da exponencial: (e^{\arctg(x)} + k)

Multiplicando a exponencial: kearctg(x)k \cdot e^{\arctg(x)}

Forma algébrica final

(y = e^{\arctg(x)+k} - 1)

(y = e^{\arctg(x)} + k)

(y=kearctg(x)1)(y = k \cdot e^{\arctg(x)} - 1)

Origem do erro

— (solução correta)

Aplicou exponencial apenas no 1º termo, esquecendo k no expoente

Confundiu constante aditiva com multiplicativa

Resultado da integração

(lny+1=arctg(x)+ky+1=earctg(x)+k)(\ln|y+1| = \arctg(x) + k \Rightarrow y+1 = e^{\arctg(x)+k})

lny+1=arctg(x)+ky+1=earctg(x)+k\ln|y+1| = \arctg(x) + k \Rightarrow y+1 = e^{\arctg(x)} + k (incorreto)

lny+1=arctg(x)+ky+1=kearctg(x)\ln|y+1| = \arctg(x) + k \Rightarrow y+1 = k \cdot e^{\arctg(x)} (incorreto)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Apresenta y=kearctg(x)1y = k \cdot e^{\arctg(x)} - 1, com a constante kk multiplicando a exponencial. Isso não corresponde à solução obtida por separação de variáveis: a constante de integração surge como +k+k dentro do expoente, e não como um fator multiplicativo. A forma kearctg(x)k \cdot e^{\arctg(x)} seria a solução de uma equação como dydx=yx2+1\frac{dy}{dx} = \frac{y}{x^2+1}, mas não é o caso aqui, pois a equação original tem y+1y+1 no numerador, e não apenas yy.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Apresenta y=earctg(x)+ky = e^{\arctg(x)} + k, com a constante kk somada fora da exponencial. Esse é o erro mais comum: ao integrar lny+1=arctg(x)+k\ln|y+1| = \arctg(x) + k, o candidato aplica a exponencial apenas no primeiro termo, esquecendo que a constante também está dentro do expoente. O correto é y+1=earctg(x)+ky+1 = e^{\arctg(x)+k}, o que leva a y=earctg(x)+k1y = e^{\arctg(x)+k} - 1. A alternativa B confunde a constante de integração com uma constante aditiva simples, o que é um erro de manipulação algébrica.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Apresenta y=earctg(x)+k1y = e^{\arctg(x)+k} - 1, que é exatamente a solução geral obtida: separando as variáveis, integrando e isolando yy, chegamos a lny+1=arctg(x)+k\ln|y+1| = \arctg(x) + k, e portanto y=earctg(x)+k1y = e^{\arctg(x)+k} - 1. A constante kk está corretamente posicionada dentro do expoente, e a função arctg(x)\arctg(x) é a integral correta de 1x2+1\frac{1}{x^2+1}.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Apresenta y=karctg(x)1y = k \cdot \arctg(x) - 1, trocando a exponencial por uma multiplicação pela constante kk e usando arctg(x)\arctg(x) como se fosse uma função linear. Isso não decorre da integração: a solução envolve a exponencial de arctg(x)\arctg(x), não o produto de kk por arctg(x)\arctg(x). A constante kk não pode ser multiplicada diretamente pela função, pois ela surge dentro do logaritmo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Apresenta y=arctg(x)1+ky = \arctg(x) - 1 + k, que também troca a exponencial por uma soma simples e usa arctg(x)\arctg(x) diretamente. Além do erro da exponencial, a constante kk é somada fora da função, o que não corresponde à solução. A forma correta exige que arctg(x)\arctg(x) esteja no expoente de ee, e que a constante kk esteja dentro desse expoente.

A regra de ouro para questões de EDO separável: isole as variáveis, integre cada lado, e ao explicitar a função, lembre-se de que a constante de integração acompanha o logaritmo e, portanto, entra no expoente da exponencial. Com esse cuidado, você evita os erros das alternativas A, B, D e E.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/vu219206