Questão de Matemática — Equações diferenciais ordinárias — VUNESP 2025
- Código
- vu219206
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- EsFCEx
- Ano
- 2025
- Cargo
- CFO/QC ( )
- Ay = k ⋅ earctg(x) –1
- By = earctg(x) + k
- Cy = earctg(x)+k –1
- Dy = k ⋅ arctg(x) –1
- Ey = arctg(x) –1 + k
GabaritoC — y = earctg(x)+k –1
Gabarito: letra C. A equação é uma EDO de primeira ordem separável; separando as variáveis e integrando, obtém-se , o que resulta em — exatamente a alternativa C. O passo decisivo é reconhecer que a equação pode ser reescrita como e que a integral de é .
Uma equação diferencial ordinária (EDO) de primeira ordem é dita separável quando pode ser escrita na forma , ou seja, quando é possível isolar de um lado da igualdade tudo que depende de e do outro tudo que depende de . A equação dada, , se encaixa perfeitamente nesse formato: basta rearranjar os termos para obter e, em seguida, dividir ambos os lados por , o que nos dá . Esse é o coração da questão: a partir daqui, a solução é obtida integrando cada lado separadamente.
Integrando o lado esquerdo, temos . Integrando o lado direito, . Igualando as duas integrais (as constantes podem ser agrupadas em uma única constante ), obtemos . Para explicitar , aplicamos a exponencial em ambos os lados: . Como a constante pode absorver o sinal (a menos que seja sempre negativo, o que é coberto pela constante), escrevemos e, finalmente, .
A pegadinha clássica dessa questão é a posição da constante . Muitos candidatos, ao integrar, escrevem e, ao aplicar a exponencial, fazem (somando fora da exponencial), o que está errado. A constante deve permanecer dentro do expoente, pois ela surge da constante de integração que é somada ao logaritmo, e não à função diretamente. A alternativa B, por exemplo, apresenta exatamente esse erro: . Já a alternativa A, , também está incorreta, pois a constante multiplicativa não é a forma correta de representar a constante de integração nesse caso — ela só apareceria se a integral de fosse , o que não é o procedimento padrão.
Outra distinção importante é entre e . A integral de é (a função inversa da tangente), e não . As alternativas D e E trocam por , o que é um erro conceitual grave: a derivada de é , e não . Portanto, a solução correta envolve a função arco-tangente, e não a tangente.
Guarde o critério decisivo: a constante de integração fica dentro do expoente da exponencial, e a função que aparece é , não . É exatamente nesses dois pontos que as alternativas se dividem.
Critério | Alternativa C (correta) | Alternativa B (erro comum) | Alternativa A (erro de fator) |
|---|---|---|---|
Posição da constante k | Dentro do expoente: (e^{\arctg(x)+k}) | Fora da exponencial: (e^{\arctg(x)} + k) | Multiplicando a exponencial: |
Forma algébrica final | (y = e^{\arctg(x)+k} - 1) | (y = e^{\arctg(x)} + k) | |
Origem do erro | — (solução correta) | Aplicou exponencial apenas no 1º termo, esquecendo k no expoente | Confundiu constante aditiva com multiplicativa |
Resultado da integração | (incorreto) | (incorreto) |
Apresenta , com a constante multiplicando a exponencial. Isso não corresponde à solução obtida por separação de variáveis: a constante de integração surge como dentro do expoente, e não como um fator multiplicativo. A forma seria a solução de uma equação como , mas não é o caso aqui, pois a equação original tem no numerador, e não apenas .
Apresenta , com a constante somada fora da exponencial. Esse é o erro mais comum: ao integrar , o candidato aplica a exponencial apenas no primeiro termo, esquecendo que a constante também está dentro do expoente. O correto é , o que leva a . A alternativa B confunde a constante de integração com uma constante aditiva simples, o que é um erro de manipulação algébrica.
Apresenta , que é exatamente a solução geral obtida: separando as variáveis, integrando e isolando , chegamos a , e portanto . A constante está corretamente posicionada dentro do expoente, e a função é a integral correta de .
Apresenta , trocando a exponencial por uma multiplicação pela constante e usando como se fosse uma função linear. Isso não decorre da integração: a solução envolve a exponencial de , não o produto de por . A constante não pode ser multiplicada diretamente pela função, pois ela surge dentro do logaritmo.
Apresenta , que também troca a exponencial por uma soma simples e usa diretamente. Além do erro da exponencial, a constante é somada fora da função, o que não corresponde à solução. A forma correta exige que esteja no expoente de , e que a constante esteja dentro desse expoente.
A regra de ouro para questões de EDO separável: isole as variáveis, integre cada lado, e ao explicitar a função, lembre-se de que a constante de integração acompanha o logaritmo e, portanto, entra no expoente da exponencial. Com esse cuidado, você evita os erros das alternativas A, B, D e E.
Gabarito: letra C
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