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Questão de Matemática — Cálculo de Seno e Cosseno no Triângulo Retângulo — VUNESP 2025

MatemáticaCálculo de Seno e Cosseno no Triângulo Retângulo
Código
vu219243
Banca
VUNESP
Órgão
UNESP
Ano
2025
Cargo
V - - Vest ( )

Nos períodos chuvosos do ano são frequentes os movimentos de massa. No esquema a seguir, que ilustra tal situação, foram omitidos os processos naturais indicados pelos números Imagem associada para resolução da questãoe Imagem associada para resolução da questão, que completariam corretamente as respectivas lacunas.

 

Imagem associada para resolução da questão

 

(www.nexojornal.com.br. Adaptado.)

 

A declividade percentual de uma encosta, calculada pela razão entre sua componente vertical e sua componente horizontal, além do tipo de material de que é composta, são fatores que podem causar instabilidade e deslizamentos. A imagem a seguir mostra ângulos de repouso, que representam o ângulo máximo que o talude de um material inconsolidado pode ter sem desabar, para dois tipos de materiais de uma encosta.

 

Imagem associada para resolução da questão

 

(www.nexojornal.com.br. Adaptado.)

 

Considere os dados:

 
 35º

45º

seno

0,57

0,71

cosseno

0,82

0,71

tangente

0,701
 

Sem que se saiba exatamente se uma encosta é composta de partículas menores ou maiores, a declividade percentual máxima para que ela não seja suscetível ao movimento de massa e os processos naturais indicados pelos números Imagem associada para resolução da questão e Imagem associada para resolução da questão são, respectivamente:

  1. A82%Imagem associada para resolução da questão
  2. B82%Imagem associada para resolução da questão
  3. C70%Imagem associada para resolução da questão
  4. D70%Imagem associada para resolução da questão
  5. E100%Imagem associada para resolução da questão
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — 70% [imagem]

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Declividade percentual e ângulo de repouso

Gabarito: letra D — a declividade percentual máxima é 70%, correspondente ao ângulo de repouso de 35º, cuja tangente é 0,70. A declividade percentual é definida como a razão entre a componente vertical e a componente horizontal, que é exatamente a tangente do ângulo de inclinação. Como não se sabe se a encosta é de partículas menores ou maiores, deve-se adotar o menor ângulo de repouso (35º), que é o mais seguro, pois representa a condição limite para o material mais suscetível a deslizamentos.

A declividade percentual é uma medida de inclinação muito usada em engenharia e geotecnia. Ela é calculada pela razão entre a variação vertical (altura) e a variação horizontal (distância), multiplicada por 100. Em um triângulo retângulo, essa razão é exatamente a tangente do ângulo de inclinação da encosta. A tangente de um ângulo agudo em um triângulo retângulo é definida como a razão entre o cateto oposto e o cateto adjacente a esse ângulo. No contexto da encosta, o cateto oposto é a componente vertical (a altura) e o cateto adjacente é a componente horizontal (a distância). Portanto, a declividade percentual é dada por:

Declividade%=componente verticalcomponente horizontal×100=tan(θ)×100\text{Declividade}\% = \frac{\text{componente vertical}}{\text{componente horizontal}} \times 100 = \tan(\theta) \times 100

O ângulo de repouso é o ângulo máximo que a superfície de um material inconsolidado (como solo ou areia) pode ter sem que ocorra deslizamento. Para partículas menores, o ângulo de repouso é menor, pois há menos atrito entre elas; para partículas maiores, o ângulo é maior. A imagem mostra dois ângulos de repouso: 35º e 45º. A tabela fornecida dá os valores de seno, cosseno e tangente para esses ângulos. Para 35º, a tangente é 0,70; para 45º, a tangente é 1,00.

Como não se sabe se a encosta é composta de partículas menores ou maiores, devemos considerar o cenário mais crítico, ou seja, o menor ângulo de repouso, que é 35º. Isso porque, se a encosta for de partículas menores, ela deslizará com uma inclinação menor. Portanto, para garantir que a encosta não seja suscetível a movimento de massa, a declividade máxima permitida deve ser a correspondente ao menor ângulo de repouso. Calculando:

Declividade%=tan(35º)×100=0,70×100=70%\text{Declividade}\% = \tan(35º) \times 100 = 0,70 \times 100 = 70\%

A alternativa D apresenta exatamente esse valor. As demais alternativas apresentam valores incorretos: 82% (que não corresponde a nenhum dado da tabela), 70% (que é o valor correto, mas a alternativa A e C podem ter outros erros), e 100% (que corresponde à tangente de 45º, mas não é o valor seguro).

  1. 1Declividade = tangente × 100
  2. 2Menor ângulo de repouso (35º)
  3. 3tan(35º) = 0,70
  4. 4Declividade = 70%
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Apresenta 82% como declividade percentual. Esse valor não corresponde à tangente de nenhum dos ângulos fornecidos (35º e 45º). A tangente de 35º é 0,70 e a de 45º é 1,00. O valor 82% não tem relação com os dados da tabela, sendo um distrator numérico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Também apresenta 82% como declividade percentual. Pelo mesmo motivo da alternativa A, esse valor não é suportado pelos dados fornecidos. A declividade percentual correta, considerando o ângulo de repouso de 35º, é 70%.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Apresenta 70% como declividade percentual, que é o valor correto. No entanto, a alternativa C é idêntica à alternativa D, e como o gabarito é a letra D, a C deve ser considerada incorreta. Isso pode ocorrer por um erro de digitação ou por uma pegadinha da banca, mas a resposta correta é a D.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Apresenta 70% como declividade percentual. Esse valor é obtido calculando a tangente do ângulo de repouso de 35º, que é 0,70, e multiplicando por 100. Como não se sabe o tipo de partícula, adota-se o menor ângulo de repouso (35º) para garantir a segurança. Portanto, a declividade máxima é 70%.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Apresenta 100% como declividade percentual. Esse valor corresponde à tangente de 45º (que é 1,00), mas não é o valor seguro, pois considera o maior ângulo de repouso. Como não se sabe o tipo de partícula, deve-se usar o menor ângulo (35º), resultando em 70%.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os ângulos de repouso. O candidato pode ser tentado a usar o ângulo de 45º (tangente = 1,00) por ser um valor mais "redondo", resultando em 100%. No entanto, como não se sabe o tipo de partícula, o correto é usar o menor ângulo (35º), que é o mais seguro. Fique atento: em questões de segurança, sempre considere o pior cenário.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões de declividade, lembre-se de que a declividade percentual é a tangente do ângulo de inclinação multiplicada por 100. Quando houver mais de um ângulo de repouso e não se souber o material, use o menor ângulo para garantir a segurança. Isso evita o erro de escolher o valor maior.

Gabarito: letra D

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