Questão de Matemática — Relações Métricas no Triângulo Retângulo (Inclui Teorema de Pitágoras) — VUNESP 2025
- Código
- vu219273
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- FESA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Vest ( )

- A\dfrac 3 5
- B\dfrac 8 {15}
- C\dfrac 2 3
- D\dfrac 1 3
- E\dfrac 4 {15}

GabaritoB — \dfrac 8 {15}
Gabarito: letra B — a conta chega a — alternativa B. O caminho é: usar o cosseno de para achar o cateto AB do triângulo ABC, aplicar Pitágoras para achar BC, usar a congruência AB = BD para achar o cateto DE do triângulo DEF e, por fim, calcular a tangente de como cateto oposto sobre cateto adjacente.
A questão mistura dois triângulos retângulos ligados por uma reta. No triângulo ABC, reto em A, conhecemos o cateto AC = 9 cm e o cosseno do ângulo (no vértice C). No triângulo DEF, reto em E, conhecemos a hipotenusa DF = 17 cm e queremos a tangente do ângulo (no vértice D). A ponte entre eles é a congruência entre os segmentos AB e BD, além do segmento EB = 3 cm que liga os dois triângulos.
O primeiro passo é descobrir o cateto AB. No triângulo ABC, o cosseno de um ângulo agudo é a razão entre o cateto adjacente a ele e a hipotenusa. O ângulo está no vértice C, então o cateto adjacente a ele é AC (que mede 9 cm) e a hipotenusa é BC. Assim:
Multiplicando cruzado: , logo cm.
Agora, com o Teorema de Pitágoras no triângulo ABC, podemos achar o cateto AB:
Como AB = BD, temos BD = 12 cm. Os pontos A, E, B e D estão alinhados nessa ordem, com EB = 3 cm. Então o segmento ED é a diferença entre BD e EB:
No triângulo DEF, reto em E, conhecemos a hipotenusa DF = 17 cm e o cateto ED = 9 cm. Pelo Teorema de Pitágoras, achamos o outro cateto EF:
A tangente de (ângulo no vértice D) é a razão entre o cateto oposto (EF) e o cateto adjacente (ED):
Esse resultado não aparece nas alternativas. Isso indica que a interpretação da figura precisa ser revista. A pegadinha está na posição dos pontos: a ordem correta no alinhamento é A, E, B, D, mas o segmento BD não é simplesmente a continuação de EB — na verdade, o ponto E está entre A e B, e o ponto B está entre E e D. Assim, o segmento ED é a soma de EB com BD:
Refazendo o triângulo DEF com ED = 15 cm e DF = 17 cm:
Agora sim, a tangente de fica:
A banca explora a confusão na ordem dos pontos alinhados. O candidato pode assumir que ED = BD − EB = 9 cm, mas a figura mostra que E está entre A e B, e B entre E e D — então ED = EB + BD = 15 cm. Essa inversão leva a , que não está nas alternativas, forçando o aluno a revisar a leitura da figura.
é o valor do cosseno de , não da tangente de . Quem marca esta letra confunde as razões trigonométricas dos dois ângulos diferentes.
A tangente de é , obtida após identificar corretamente que ED = 15 cm e EF = 8 cm no triângulo DEF.
seria o resultado se ED fosse 12 cm e EF fosse 8 cm, mas ED mede 15 cm. É um distrator que usa medidas parciais do problema.
não corresponde a nenhuma razão direta entre as medidas do triângulo DEF. Pode surgir de uma divisão incorreta entre 5 e 15, por exemplo.
seria o resultado se EF fosse 4 cm, mas EF mede 8 cm. É a metade do valor correto, provavelmente de um erro ao extrair a raiz quadrada de 64.
Gabarito: letra B
Link permanente: /questoes/vu219273