Questão de Matemática — Geometria Espacial — VUNESP 2025
- Código
- vu219369
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Pref Sorocaba
- Ano
- 2025
- Cargo
- Prof ( )
- A206.
- B196.
- C186.
- D176.
- E166.
GabaritoA — 206.
Gabarito: letra A — a conta chega a 206 caixinhas — alternativa A.
Um paralelepípedo retângulo é uma caixa com seis faces retangulares, e seu volume é o produto das três dimensões: altura × largura × comprimento. Um cubo é um caso especial em que todas as arestas são iguais; seu volume é o cubo da aresta. Para encaixar cubos dentro de uma caixa sem sobrar espaço, a aresta do cubo precisa dividir exatamente cada dimensão da caixa, ou seja, ser um divisor comum delas.
O máximo divisor comum (MDC) de vários números é o maior número que divide todos eles sem deixar resto. Quando queremos o maior cubo possível que preencha uma caixa, a aresta dele é exatamente o MDC das dimensões da caixa. Como temos dois caixotes, a aresta deve dividir as dimensões de ambos, então calculamos o MDC de todas as seis dimensões. Depois, o número de cubos em cada caixa é o produto das divisões de cada dimensão pela aresta.
Esta questão pede para encontrar o maior cubo que preenche dois caixotes diferentes, então precisamos calcular o MDC de todas as dimensões e depois contar quantos cubos cabem em cada caixote.
dimensões do 1º caixote: 12 cm, 30 cm, 48 cm
dimensões do 2º caixote: 18 cm, 36 cm, 42 cm
caixinhas cúbicas de mesmo tamanho
sem sobrar espaço nos caixotes
O que queremos: o número total de caixinhas cúbicas que cabem nos dois caixotes
Para que os cubos preencham os dois caixotes sem sobrar espaço, a aresta do cubo deve dividir exatamente cada uma das seis dimensões. O maior cubo possível terá a aresta igual ao maior número que divide todas elas, ou seja, o MDC.
Por que esta fórmula: O MDC é obtido fatorando cada número e multiplicando os fatores comuns com os menores expoentes. Aqui, os fatores comuns são 2 e 3, ambos com expoente 1.
De onde vem cada valor: = enunciado: 1º caixote, altura · = enunciado: 1º caixote, largura · = enunciado: 1º caixote, comprimento · = enunciado: 2º caixote, altura · = enunciado: 2º caixote, largura · = enunciado: 2º caixote, comprimento
Calcular o MDC apenas das dimensões de um caixote, esquecendo o outro. Isso daria 6 também, mas é preciso verificar todos.
Com a aresta do cubo definida, agora contamos quantos cubos cabem em cada dimensão do primeiro caixote. Dividir cada dimensão pela aresta dá o número de cubos naquela direção.
Por que esta fórmula: O número de cubos que cabem em uma dimensão é a divisão inteira da dimensão pela aresta. O total é o produto dessas quantidades.
De onde vem cada valor: = enunciado: 1º caixote, altura · = enunciado: 1º caixote, largura · = enunciado: 1º caixote, comprimento · = passo 1: aresta do cubo
Usar o volume do caixote dividido pelo volume do cubo, o que também funciona, mas é mais trabalhoso e pode levar a erros de cálculo.
O mesmo raciocínio se aplica ao segundo caixote: dividimos cada dimensão pela aresta e multiplicamos.
Por que esta fórmula: Mesma lógica do passo anterior: o número de cubos é o produto das divisões das dimensões pela aresta.
De onde vem cada valor: = enunciado: 2º caixote, altura · = enunciado: 2º caixote, largura · = enunciado: 2º caixote, comprimento · = passo 1: aresta do cubo
Confundir as dimensões do segundo caixote com as do primeiro, trocando os números.
O problema pede o total de caixinhas, então somamos as quantidades de cada caixote.
Por que esta fórmula: A soma direta dos dois resultados parciais.
De onde vem cada valor: = passo 2: 80 cubos · = passo 3: 126 cubos
Esquecer de somar os dois caixotes e responder apenas um deles.
Resposta: 206 caixinhas — alternativa A
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