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Questão de Raciocínio Lógico — Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade — VUNESP 2025

Raciocínio LógicoArgumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade
Código
vu222516
Banca
VUNESP
Órgão
TJ SP
Ano
2025
Cargo
AnaSistJ ( )

As 4 afirmações apresentadas a seguir são todas verdadeiras:

 

I. Valéria não é advogada.

 

II. Se Eduardo é promotor de justiça, então Olavo não é juiz.

 

III. Se Olavo não é juiz ou Rosana não é médica, então Valéria é advogada.

 

IV. Se Rosana não é médica, então Amanda não é engenheira e Marcela é enfermeira. Assinale a alternativa que apresenta uma conclusão, verdadeira, que decorre das 4 afirmações apresentadas:


  1. AEduardo é promotor de justiça.
  2. BAmanda é engenheira.
  3. CEduardo não é promotor de justiça.
  4. DMarcela não é enfermeira.
  5. EAmanda não é engenheira
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GabaritoC — Eduardo não é promotor de justiça.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica de Argumentação: conclusões a partir de premissas verdadeiras

Gabarito: letra C. A partir das premissas verdadeiras, conclui-se que Eduardo não é promotor de justiça. A cadeia lógica é: Valéria não é advogada (I) → na condicional III, o consequente "Valéria é advogada" é falso, logo o antecedente "Olavo não é juiz ou Rosana não é médica" deve ser falso → portanto, Olavo é juiz e Rosana é médica → na condicional II, o consequente "Olavo não é juiz" é falso, logo o antecedente "Eduardo é promotor de justiça" deve ser falso. A alternativa C é a única conclusão necessariamente verdadeira.

O problema pede que você encontre uma conclusão que decorra logicamente das quatro afirmações dadas como verdadeiras. Isso é o coração da lógica de argumentação: a partir de premissas, extrair o que é obrigatoriamente consequência delas, sem supor nada além do que foi afirmado. A técnica central aqui é o método das premissas verdadeiras: como todas as premissas são verdadeiras, você pode usar os valores lógicos conhecidos para forçar os valores das proposições simples que aparecem nas condicionais.

O ponto-chave é entender a tabela-verdade da condicional (se... então...). Uma condicional só é falsa em um único caso: quando o antecedente (a parte antes do "então") é verdadeiro e o consequente (a parte depois do "então") é falso. Em todos os outros casos — inclusive quando o antecedente é falso — a condicional é verdadeira. Essa é a ferramenta que vamos usar para "desmontar" as premissas.

Vamos aplicar o método passo a passo:

  1. Premissa I é uma proposição simples: "Valéria não é advogada" é verdadeira.

  2. Premissa III: "Se Olavo não é juiz ou Rosana não é médica, então Valéria é advogada". Sabemos que "Valéria é advogada" é falsa (pois Valéria não é advogada). Para a condicional ser verdadeira, o antecedente "Olavo não é juiz ou Rosana não é médica" não pode ser verdadeiro (senão teríamos V → F, que é falso). Logo, o antecedente é falso. Como é uma disjunção "ou", para ela ser falsa, ambas as partes devem ser falsas: "Olavo não é juiz" é falso (logo, Olavo é juiz) e "Rosana não é médica" é falso (logo, Rosana é médica).

  3. Premissa II: "Se Eduardo é promotor de justiça, então Olavo não é juiz". Sabemos que "Olavo não é juiz" é falsa (pois Olavo é juiz). Para a condicional ser verdadeira, o antecedente "Eduardo é promotor de justiça" não pode ser verdadeiro (senão teríamos V → F, que é falso). Logo, Eduardo não é promotor de justiça.

  4. Premissa IV: "Se Rosana não é médica, então Amanda não é engenheira e Marcela é enfermeira". Como "Rosana não é médica" é falsa, a condicional é verdadeira independentemente do consequente. Nada podemos concluir sobre Amanda ou Marcela a partir dela.

A única conclusão necessária é a da alternativa C: Eduardo não é promotor de justiça. As demais alternativas ou afirmam algo falso (A, B, D) ou afirmam algo que não é garantido pelas premissas (E).

Caso

Atribuição

Resultado

Premissa I

Valéria não é advogada = V

Consistente

Premissa III (consequente falso)

Olavo não é juiz ∨ Rosana não é médica = F

Consistente

Disjunção falsa

Olavo não é juiz = F; Rosana não é médica = F

Consistente

Premissa II (consequente falso)

Eduardo é promotor de justiça = F

Consistente

Premissa IV (antecedente falso)

Rosana não é médica = F → consequente indeterminado

Consistente

Conclusão

Eduardo não é promotor de justiça = V

Necessariamente verdadeira

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que Eduardo é promotor de justiça. Isso é exatamente o oposto do que a premissa II força: como "Olavo não é juiz" é falso, o antecedente "Eduardo é promotor de justiça" precisa ser falso para a condicional ser verdadeira. A banca tenta inverter o valor lógico que acabamos de deduzir.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que Amanda é engenheira. A premissa IV é uma condicional com antecedente falso ("Rosana não é médica" é falso), o que a torna verdadeira independentemente do consequente. Portanto, não há como saber se Amanda é ou não engenheira — a premissa não nos dá essa informação. Afirmar que ela é engenheira é um salto lógico não autorizado.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que Eduardo não é promotor de justiça. É exatamente a conclusão que deduzimos: como "Olavo não é juiz" é falso (pois Olavo é juiz), o antecedente "Eduardo é promotor de justiça" deve ser falso para a condicional II ser verdadeira. Esta é a única alternativa que é consequência necessária das premissas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que Marcela não é enfermeira. Assim como na alternativa B, a premissa IV tem antecedente falso, então nada podemos concluir sobre Marcela. A premissa não garante nem que ela é enfermeira, nem que não é. Afirmar que ela não é enfermeira é uma suposição sem fundamento nas premissas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que Amanda não é engenheira. Pela mesma razão das alternativas B e D, a premissa IV não nos permite concluir nada sobre Amanda. O antecedente falso torna a condicional verdadeira, mas o consequente pode ser verdadeiro ou falso — não temos como saber. A alternativa E é uma tentativa de extrair uma conclusão onde a lógica não permite.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a dificuldade de lidar com condicionais cujo antecedente é falso. Muitos candidatos, ao verem "Se Rosana não é médica, então Amanda não é engenheira e Marcela é enfermeira", tentam usar essa premissa para concluir algo sobre Amanda ou Marcela. Mas como "Rosana não é médica" é falso, a condicional é verdadeira por padrão, e o consequente fica indeterminado. A armadilha está em tentar extrair conclusões de uma premissa que, na verdade, não nos dá informação nenhuma sobre o consequente. Fique atento: condicional com antecedente falso é sempre verdadeira, mas não diz nada sobre o consequente.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões de argumentação com premissas verdadeiras, siga este roteiro: (1) identifique proposições simples ou conjunções — elas dão os valores iniciais; (2) use esses valores para "forçar" as condicionais: se o consequente é falso, o antecedente deve ser falso; se o antecedente é verdadeiro, o consequente deve ser verdadeiro; (3) quando o antecedente de uma condicional for falso, não tente concluir nada sobre o consequente — a premissa é verdadeira, mas não informa o consequente. Esse é o padrão que a VUNESP adora cobrar.

Gabarito: letra C

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