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Questão de Raciocínio Lógico — Argumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade — VUNESP 2025

Raciocínio LógicoArgumentos - Métodos Decorrentes da Tabela Verdade
Código
vu222525
Banca
VUNESP
Órgão
TJM SP
Ano
2025
Cargo
Ana BDJ ( )
Considere as seguintes proposições lógicas:   • Se Mauro não está endividado, então seu carro está na funilaria. • Se Silvano foi de ônibus para o trabalho, então sua moto está na oficina mecânica. • Se o carro de Mauro está na funilaria ou a moto de Silvano está na oficina mecânica, então haverá pelo menos uma vaga livre na empresa para que Janaína estacione seu carro.   Se não havia vagas livres na empresa para que Janaína estacionasse seu carro, é correto concluir, logicamente, que Mauro
  1. Anão está endividado e Silvano não foi de ônibus para o trabalho.
  2. Bestá endividado e Silvano não foi de ônibus para o trabalho.
  3. Cnão está endividado ou Silvano não foi de ônibus para o trabalho.
  4. Destá endividado e Silvano foi de ônibus para o trabalho.
  5. Eestá endividado ou Silvano não foi de ônibus para o trabalho.
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GabaritoB — está endividado e Silvano não foi de ônibus para o trabalho.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lógica de Argumentação: Métodos Decorrentes da Tabela-Verdade

Gabarito: letra B. A partir da premissa de que não havia vagas livres, aplica-se a regra do modus tollens (negação do consequente) à terceira proposição, concluindo-se que o carro de Mauro não está na funilaria E a moto de Silvano não está na oficina. Com isso, pelas duas primeiras condicionais, nega-se o consequente de cada uma, concluindo-se que Mauro está endividado e Silvano não foi de ônibus para o trabalho.

O problema apresenta três proposições condicionais e um fato (não havia vagas). A chave para resolver é encadear as implicações usando o modus tollens, que é a regra de inferência que permite, de uma condicional verdadeira e da negação do seu consequente, concluir a negação do antecedente. Em símbolos: se PQP \rightarrow Q é verdadeira e QQ é falsa, então PP é falsa. Essa regra é válida justamente porque a única linha da tabela-verdade da condicional que é falsa é aquela em que o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso (V → F).

Vamos simbolizar as proposições para organizar o raciocínio:

  • MM: Mauro está endividado.

  • CC: O carro de Mauro está na funilaria.

  • SS: Silvano foi de ônibus para o trabalho.

  • OO: A moto de Silvano está na oficina mecânica.

  • VV: Há pelo menos uma vaga livre na empresa para Janaína estacionar.

As premissas são:

  1. ¬MC\neg M \rightarrow C

  2. SOS \rightarrow O

  3. (CO)V(C \lor O) \rightarrow V

  4. ¬V\neg V (não havia vagas livres)

Agora, aplicamos o modus tollens na premissa 3: como VV é falso, a negação do consequente, então a negação do antecedente (CO)(C \lor O) deve ser verdadeira. Pela Lei de De Morgan, ¬(CO)¬C¬O\neg(C \lor O) \equiv \neg C \land \neg O. Portanto, concluímos que ¬C\neg C (o carro de Mauro não está na funilaria) e ¬O\neg O (a moto de Silvano não está na oficina).

Com ¬C\neg C verdadeiro, aplicamos modus tollens na premissa 1: ¬MC\neg M \rightarrow C e ¬C\neg C implicam ¬(¬M)M\neg(\neg M) \equiv M. Logo, Mauro está endividado. Da mesma forma, com ¬O\neg O verdadeiro, aplicamos modus tollens na premissa 2: SOS \rightarrow O e ¬O\neg O implicam ¬S\neg S. Logo, Silvano não foi de ônibus para o trabalho.

A conclusão final é, portanto, M¬SM \land \neg S: Mauro está endividado e Silvano não foi de ônibus para o trabalho. Essa é exatamente a alternativa B.

A pegadinha desta questão está em dois pontos: primeiro, muitos candidatos tentam aplicar o modus ponens (afirmação do antecedente) em vez do modus tollens, o que levaria a conclusões erradas; segundo, a negação da disjunção (CO)(C \lor O) exige a aplicação da Lei de De Morgan, transformando o "ou" em "e" com as negações individuais. Quem esquece esse passo pode concluir apenas que um dos dois (carro ou moto) não está no local, sem conseguir determinar qual, e erraria a questão.

Guarde o fluxo de raciocínio: negar o consequente da condicional mais externa, aplicar De Morgan na disjunção, e depois usar cada negação individual para disparar novos modus tollens nas condicionais anteriores. É esse encadeamento que separa as alternativas.

Caso

Premissas (¬M→C, S→O, (C∨O)→V, ¬V)

Aplicação

Resultado

1

¬V verdadeiro

Modus tollens em (C∨O)→V ⇒ ¬(C∨O)

¬C ∧ ¬O

2

¬C verdadeiro

Modus tollens em ¬M→C ⇒ ¬(¬M)

M (Mauro endividado)

3

¬O verdadeiro

Modus tollens em S→O ⇒ ¬S

¬S (Silvano não foi de ônibus)

4

M e ¬S

Conjunção das conclusões

M ∧ ¬S (alternativa B)

  1. 1¬V (não havia vagas)
  2. 2¬(C ∨ O) → De Morgan
  3. 3¬C e ¬O
  4. 4M e ¬S (conclusão)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que Mauro não está endividado. Isso contraria a conclusão obtida pelo modus tollens aplicado à primeira premissa: como o carro de Mauro não está na funilaria (¬C\neg C), o antecedente ¬M\neg M deve ser falso, logo MM é verdadeiro (Mauro está endividado). A alternativa inverte o valor lógico de MM.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a conclusão correta. Pelo modus tollens na terceira premissa, ¬V\neg V implica ¬(CO)\neg(C \lor O), que por De Morgan equivale a ¬C¬O\neg C \land \neg O. Com ¬C\neg C, o modus tollens na primeira premissa dá MM (Mauro está endividado). Com ¬O\neg O, o modus tollens na segunda premissa dá ¬S\neg S (Silvano não foi de ônibus). A conjunção M¬SM \land \neg S é exatamente o que a alternativa afirma.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que Mauro não está endividado ou Silvano não foi de ônibus. O erro está na primeira parte: Mauro está endividado, não o contrário. Além disso, a conclusão correta é uma conjunção (MM e ¬S\neg S), não uma disjunção. A alternativa usa o conectivo "ou" onde deveria usar "e", o que enfraquece a conclusão e a torna incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que Silvano foi de ônibus para o trabalho. Isso contraria o modus tollens aplicado à segunda premissa: como a moto de Silvano não está na oficina (¬O\neg O), o antecedente SS deve ser falso, logo Silvano não foi de ônibus. A alternativa troca o valor lógico de SS.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que Mauro está endividado ou Silvano não foi de ônibus. Embora ambas as proposições sejam verdadeiras, a conclusão lógica correta é a conjunção delas (M¬SM \land \neg S), não a disjunção. A alternativa usa o conectivo "ou" onde o raciocínio exige "e", tornando-a logicamente mais fraca e, portanto, incorreta como conclusão necessária.

Gabarito: letra B

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