Questão de Redes de Computadores — Modelo OSI — VUNESP 2025
- Código
- vu223007
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- TJM SP
- Ano
- 2025
- Cargo
- Ana SIJ ( )
- Aswitch.
- Bgateway.
- Cbridge.
- Dconcentrador.
- Eponto de acesso.
GabaritoB — gateway.
Gabarito: letra B. O equipamento capaz de interligar duas redes que utilizam protocolos distintos é o gateway, pois ele atua como tradutor entre arquiteturas de comunicação diferentes, operando em camadas superiores do modelo OSI (transporte ou aplicação). Os demais dispositivos — switch, bridge, concentrador e ponto de acesso — trabalham em camadas mais baixas e não realizam conversão de protocolos.
O gateway (ou passerelle, em francês) é um dispositivo de interconexão que opera como um tradutor de protocolos. Enquanto roteadores, switches e bridges encaminham dados entre redes que usam a mesma família de protocolos (por exemplo, TCP/IP), o gateway é capaz de conectar redes com arquiteturas de protocolos distintas, convertendo os formatos de dados, endereçamento e até mesmo os serviços de uma rede para outra. Por isso, ele é a solução clássica para interligar, por exemplo, uma rede local Ethernet (TCP/IP) a uma rede legada com protocolo proprietário, ou uma rede IP a uma rede X.25.
No modelo OSI, o gateway atua nas camadas superiores — tipicamente na camada de transporte (camada 4) ou de aplicação (camada 7) — pois é nesses níveis que ocorre a conversão de protocolos. Já os demais equipamentos de interconexão operam em camadas mais baixas:
Equipamento | Camada OSI | Função principal | Converte protocolos? |
|---|---|---|---|
Repetidor / Hub | Física (1) | Regenera o sinal; o hub replica o sinal para todas as portas | Não |
Bridge | Enlace (2) | Segmenta a LAN, filtrando quadros por endereço MAC | Não |
Switch | Enlace (2) | Comuta quadros por endereço MAC, microsegmentando a LAN | Não |
Roteador | Rede (3) | Encaminha pacotes entre redes IP, escolhendo a melhor rota | Não (apenas IP) |
Gateway | Transporte/Aplicação (4/7) | Converte protocolos entre redes distintas | Sim |
A pegadinha da questão está em confundir o gateway com o roteador. O roteador também interliga redes, mas apenas redes que usam o mesmo protocolo de rede (IP). Quando o enunciado fala em "protocolos distintos", a banca quer exatamente o dispositivo que faz a tradução — e esse é o gateway. Guarde essa distinção: roteador conecta redes IP; gateway conecta redes com protocolos diferentes.
Na prática, um exemplo clássico é a interligação de uma rede local TCP/IP com uma rede mainframe que utiliza o protocolo SNA (Systems Network Architecture). O gateway SNA-TCP/IP converte os pacotes de um formato para o outro, permitindo que um computador da rede IP acesse aplicações no mainframe como se estivesse em uma rede nativa. Sem o gateway, os protocolos incompatíveis impediriam qualquer comunicação.
O switch opera na camada 2 (enlace) do modelo OSI e tem como função conectar dispositivos dentro de uma mesma rede local (LAN), encaminhando quadros com base no endereço MAC de destino. Ele não realiza conversão de protocolos e, por si só, não fornece conectividade com outras redes — muito menos entre redes com protocolos distintos. A banca oferece o switch como distrator porque é um equipamento de interconexão comum, mas ele não atende ao requisito do enunciado.
O gateway é o equipamento projetado exatamente para interligar redes que utilizam protocolos distintos, atuando como tradutor entre as arquiteturas de comunicação. Ele opera nas camadas superiores do modelo OSI (transporte ou aplicação), onde é possível converter formatos de dados, endereçamento e serviços. É a definição clássica de gateway: um dispositivo que conecta redes heterogêneas, realizando a conversão de protocolos.
A bridge (ponte) opera na camada 2 (enlace) e é utilizada para segmentar uma LAN, filtrando e encaminhando quadros com base no endereço MAC. Ela interliga redes que usam o mesmo protocolo de enlace (por exemplo, duas redes Ethernet), mas não realiza conversão de protocolos. Portanto, não é adequada para interligar redes com protocolos distintos.
O concentrador (hub) é um dispositivo da camada física (camada 1) que simplesmente replica o sinal recebido em uma porta para todas as outras portas, sem qualquer inteligência de filtragem ou conversão. Ele não segmenta redes, não filtra tráfego e não converte protocolos. É um equipamento passivo de interconexão física, totalmente inadequado para o cenário proposto.
O ponto de acesso (access point) é um dispositivo de rede sem fio que permite a conexão de dispositivos Wi-Fi a uma rede cabeada (geralmente Ethernet). Ele opera nas camadas 1 e 2 do modelo OSI e não realiza conversão de protocolos entre redes distintas. Sua função é estender o alcance da rede sem fio, não interligar redes com arquiteturas de protocolos diferentes.
A banca explora a confusão entre gateway e roteador. O roteador também interliga redes, mas apenas redes que usam o mesmo protocolo de rede (IP). Quando o enunciado fala em "protocolos distintos", a resposta é o gateway, que faz a tradução entre protocolos. Lembre-se: roteador conecta redes IP; gateway conecta redes com protocolos diferentes.
Para questões de equipamentos de rede, monte uma tabela mental com a camada OSI e a função principal de cada dispositivo. O gateway é o único que atua nas camadas superiores (transporte/aplicação) e realiza conversão de protocolos. Se a questão mencionar "protocolos distintos", a resposta quase sempre será gateway.
Gabarito: letra B
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