Questão de Redes de Computadores — NAT — VUNESP 2025
Redes de Computadores›NAT
Código
vu223015
Banca
VUNESP
Órgão
TJM SP
Ano
2025
Cargo
Ana CPDJ ( )
Um determinado roteador doméstico oferece conectividade à Internet para dispositivos da rede local (LAN), onde podem existir múltiplos endereços IPv4 privados, em geral, um IPv4 por dispositivo (host). O roteador provê esse acesso por meio de um único endereço IPv4 público utilizando NAT como mecanismo. Em um dado instante de operação, a tabela NAT desse roteador para o protocolo TCP é a seguinte:
IP host (LAN)
Porta TCP no host (LAN)
IP Público Roteador
Porta TCP Roteador Interface Internet
IP do servidor externo acessado pelo host
Porta TCP no servidor externo
10.0.0.1
34520
18.74.14.13
34520
17.27.28.26
80
10.0.0.1
12981
18.74.14.13
12981
123.12.23.1
80
10.0.0.2
10245
18.74.14.13
10245
17.27.28.26
80
Com base nessas informações, assinale a alternativa correta.
ARespostas de requisições HTTP enviadas pelo servidor 123.12.23.1 ao endereço IP 18.74.14.13 não precisam informar porta a TCP de destino (no cabeçalho do TCP) porque a tabela NAT do roteador permite identificar o host de destino sem ambiguidades.
BRespostas de requisições HTTP enviadas pelo servidor 17.27.28.26 ao endereço IP 18.74.14.13 com porta de destino 10245 chegam ao host 10.0.0.2.
CO servidor 17.27.28.26 não consegue enviar respostas de requisições HTTP aos hosts 10.0.0.1 e 10.0.0.2, pois ambos estão conectados à porta 80 do servidor externo, o que representa uma ambiguidade para o roteador.
DUma requisição HTTP feita pelo host 10.0.0.1 ao servidor 123.12.23.1 chega a esse servidor com IP de origem 10.0.0.1.
EO host da LAN 10.0.0.3 não consegue acessar um website na Internet porque a tabela NAT no roteador não foi previamente editada, via configuração do administrador, para considerar esse host como possível requisitante.
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GabaritoB — Respostas de requisições HTTP enviadas pelo servidor 17.27.28.26 ao endereço IP 18.74.14.13 com porta de destino 10245 chegam ao host 10.0.0.2.
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NAT (Network Address Translation): tradução de endereços e portas
Gabarito: letra B. A tabela NAT do roteador mapeia a combinação (IP público + porta de origem) para o host interno correspondente. Quando o servidor 17.27.28.26 envia uma resposta para 18.74.14.13 com porta de destino 10245, o roteador consulta a tabela e encontra a entrada que associa essa porta ao host 10.0.0.2, entregando o pacote corretamente. A alternativa B descreve exatamente esse mecanismo.
O NAT (Network Address Translation) é a técnica que permite que vários dispositivos de uma rede privada (LAN) compartilhem um único endereço IP público para acessar a Internet. A ideia central é reescrever os endereços IP e portas dos pacotes que passam pelo roteador, mantendo uma tabela de mapeamento que associa cada conexão interna à sua tradução externa.
Quando um host da LAN (por exemplo, 10.0.0.1) envia uma requisição para um servidor externo, o roteador substitui o endereço IP de origem (10.0.0.1) pelo seu endereço público (18.74.14.13) e, geralmente, também altera a porta de origem para um valor que identifique unicamente aquela conexão na tabela NAT. Essa porta traduzida é o que permite que o roteador, ao receber a resposta, saiba para qual host interno deve encaminhá-la.
O processo de tradução é bidirecional:
Saída (outbound): o pacote do host interno tem seu IP de origem trocado pelo IP público do roteador e a porta de origem é mapeada para uma porta exclusiva na tabela NAT.
Entrada (inbound): o pacote de resposta chega ao roteador com o IP público como destino e a porta de destino correspondente. O roteador consulta a tabela NAT, encontra a entrada que associa essa porta ao host interno original e reescreve o IP de destino e a porta de destino antes de encaminhar o pacote na LAN.
A tabela NAT apresentada na questão mostra exatamente esse mapeamento. Cada linha associa uma combinação de IP público e porta do roteador a um host interno e sua porta original. Por exemplo, a entrada 18.74.14.13:10245 está associada ao host 10.0.0.2:10245. Isso significa que qualquer pacote que chegue ao roteador com destino 18.74.14.13:10245 será traduzido e entregue ao host 10.0.0.2 na porta 10245.
A alternativa B é a correta porque descreve precisamente esse mecanismo: o servidor 17.27.28.26 envia uma resposta para o IP público do roteador (18.74.14.13) com porta de destino 10245. O roteador consulta a tabela NAT, encontra a entrada correspondente e encaminha o pacote para o host 10.0.0.2. Não há ambiguidade, pois a porta de destino é o elemento que identifica a conexão na tabela.
A pegadinha desta questão está em entender que a porta de destino no pacote de resposta é o elemento-chave para o roteador identificar o host interno. As alternativas incorretas tentam confundir o candidato com ideias como a ausência de porta, a impossibilidade de comunicação ou a necessidade de configuração manual.
1Host envia pacote (IP privado)
2Roteador traduz IP/porta de origem
3Registra entrada na tabela NAT
4Servidor responde ao IP público
5Roteador consulta tabela e entrega
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que as respostas do servidor 123.12.23.1 não precisam informar a porta TCP de destino porque a tabela NAT permite identificar o host sem ambiguidades. Isso é falso. A porta de destino é essencial para o funcionamento do NAT. Sem ela, o roteador não teria como distinguir entre as duas conexões do host 10.0.0.1 (portas 34520 e 12981) que apontam para servidores diferentes. A porta é o índice da tabela NAT, como descrito no mecanismo de tradução.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve corretamente o funcionamento do NAT. O servidor 17.27.28.26 envia uma resposta para o IP público 18.74.14.13 com porta de destino 10245. O roteador consulta a tabela NAT, encontra a entrada que associa essa porta ao host 10.0.0.2 e encaminha o pacote para esse host. A porta de destino é o elemento que permite ao roteador identificar o host interno correto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o servidor 17.27.28.26 não consegue enviar respostas aos hosts 10.0.0.1 e 10.0.0.2 porque ambos estão conectados à porta 80 do servidor, o que representaria ambiguidade. Isso é falso. Embora ambos os hosts tenham conexões com o mesmo servidor na porta 80, as portas de origem no roteador são diferentes (34520 para 10.0.0.1 e 10245 para 10.0.0.2). Essa diferença de portas elimina qualquer ambiguidade, pois cada conexão tem uma entrada única na tabela NAT.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que uma requisição HTTP feita pelo host 10.0.0.1 ao servidor 123.12.23.1 chega a esse servidor com IP de origem 10.0.0.1. Isso é falso. O NAT substitui o IP de origem do pacote pelo IP público do roteador (18.74.14.13). O servidor externo vê o IP público do roteador como origem, nunca o IP privado do host interno. O IP 10.0.0.1 é um endereço privado que não é roteado na Internet.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o host 10.0.0.3 não consegue acessar a Internet porque a tabela NAT não foi previamente editada pelo administrador. Isso é falso. O NAT é dinâmico: as entradas são criadas automaticamente quando um host interno inicia uma conexão de saída. Não é necessário configurar manualmente a tabela para cada host. O host 10.0.0.3 pode acessar a Internet normalmente, e sua conexão será adicionada à tabela NAT no momento em que ele enviar o primeiro pacote.