Questão de Segurança da Informação — Ataques a Aplicações Web (XSS, CSRF, SQL Injection etc.) — VUNESP 2025
Segurança da Informação›Ataques a Aplicações Web (XSS, CSRF, SQL Injection etc.)
Código
vu223046
Banca
VUNESP
Órgão
TJ SP
Ano
2025
Cargo
AnaSistJ ( )
Uma forma de prevenção contra o tipo de ciberataque conhecido como SSRF, presente na lista OWASP Top 10 de 2021, consiste em
Ausar HTTP no lugar de HTTPS, na aplicação web que seria potencial alvo de ataque, uma vez que o ataque SSRF explora vulnerabilidades do protocolo TLS 1.2.
Bsolicitar aos usuários da aplicação web que seria potencial alvo de ataque que utilizem o recurso de “navegação anônima” do navegador, evitando o salvamento de cookies no lado do usuário.
Ccriar uma “lista positiva” de URLs que podem ser acessadas a partir do servidor que hospeda a aplicação web potencial alvo de ataque, não permitindo o acesso a outras URLs.
Dsubstituir, no contexto da aplicação web que seria potencial alvo de ataque, o uso de bancos de dados relacionais por bancos de dados do tipo NoSQL.
Ehospedar a aplicação web que seria potencial alvo de ataque em servidores on-premises em vez de nuvens públicas, considerando que o mesmo ambiente de execução seria montado nos dois casos
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GabaritoC — criar uma “lista positiva” de URLs que podem ser acessadas a partir do servidor que hospeda a aplicação web potencial alvo de ataque, não permitindo o acesso a outras URLs.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
SSRF (Server-Side Request Forgery) e a prevenção pelo OWASP Top 10
Gabarito: letra C. A prevenção mais eficaz contra SSRF é restringir as URLs que o servidor pode acessar, criando uma lista positiva (allowlist) de destinos permitidos — exatamente o que a alternativa C descreve. Essa medida está alinhada às diretrizes do OWASP Top 10 de 2021, que classifica o SSRF como uma das principais vulnerabilidades de aplicações web (A10:2021).
O SSRF (Server-Side Request Forgery) é um ataque em que o invasor explora a funcionalidade do servidor para fazer requisições a recursos internos ou externos que não deveriam ser acessíveis. O servidor, ao processar uma URL fornecida pelo usuário, pode ser induzido a acessar endereços internos (como 127.0.0.1, serviços de nuvem, redes privadas) ou externos, permitindo ao atacante ler dados sensíveis, realizar port scanning ou até mesmo comprometer outros sistemas. A raiz do problema é a falta de validação e controle sobre as URLs que a aplicação pode acessar.
A principal defesa, portanto, é restringir o alcance das requisições do servidor. Isso é feito por meio de:
Lista positiva (allowlist): definir explicitamente quais domínios, IPs ou faixas de IP são permitidos. Qualquer URL fora dessa lista é bloqueada.
Validação de entrada: verificar se a URL fornecida pelo usuário corresponde a um formato esperado e não contém caracteres maliciosos.
Controle de rede: usar firewalls e regras de roteamento para impedir que o servidor acesse redes internas ou serviços de metadados (como o endpoint 169.254.169.254 em nuvens).
Desabilitar redirecionamentos: evitar que o servidor siga redirecionamentos para destinos não autorizados.
O OWASP Top 10 de 2021 inclui o SSRF como a categoria A10:2021 – Server-Side Request Forgery, e as recomendações de prevenção giram em torno do controle de acesso a URLs e da segmentação de rede. A alternativa C reflete diretamente essa recomendação: "criar uma lista positiva de URLs que podem ser acessadas a partir do servidor que hospeda a aplicação web potencial alvo de ataque, não permitindo o acesso a outras URLs".
As demais alternativas apresentam medidas que não têm relação com a prevenção de SSRF, sendo distratores que confundem o candidato com outros conceitos de segurança. Vamos analisar cada uma.
SSRF (Server-Side Request Forgery)
1Ataque
Servidor faz requisições não autorizadas
Explora falta de controle de URLs
Alcança recursos internos (127.0.0.1, metadados)
2Prevenção (OWASP A10:2021)
Lista positiva (allowlist) de URLs
Validação de entrada
Controle de rede (firewall, segmentação)
Desabilitar redirecionamentos
3Distratores comuns
HTTP no lugar de HTTPS
Navegação anônima
Trocar banco relacional por NoSQL
On-premises em vez de nuvem
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Troca o protocolo: usar HTTP em vez de HTTPS aumenta a vulnerabilidade, pois expõe o tráfego a interceptação. O SSRF não explora vulnerabilidades do TLS 1.2; ele explora a falta de controle sobre as requisições do servidor. A alternativa confunde SSRF com ataques de downgrade de protocolo ou com falhas criptográficas (A02:2021).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A navegação anônima do navegador apenas impede o salvamento de cookies e histórico no lado do cliente. Não tem qualquer efeito sobre o SSRF, que ocorre no lado do servidor. A alternativa confunde SSRF com ataques que envolvem o navegador do usuário, como XSS ou CSRF.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A criação de uma lista positiva (allowlist) de URLs permitidas é uma das principais medidas de prevenção contra SSRF, conforme recomendado pelo OWASP. Ao restringir os destinos que o servidor pode acessar, impede-se que o atacante explore a funcionalidade para alcançar recursos internos ou não autorizados. Essa é a medida mais direta e eficaz entre as opções.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Trocar bancos de dados relacionais por NoSQL não tem relação com SSRF. O SSRF é uma vulnerabilidade de requisições HTTP do servidor, não de banco de dados. A alternativa confunde SSRF com SQL Injection ou com problemas de persistência de dados.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Hospedar em servidores on-premises em vez de nuvens públicas não elimina o SSRF. O ataque pode ocorrer em qualquer ambiente, pois a vulnerabilidade está na aplicação, não na infraestrutura. A alternativa sugere uma falsa sensação de segurança, ignorando que o SSRF explora a lógica da aplicação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre SSRF e outros ataques web. O candidato pode associar SSRF a problemas de criptografia (A), a cookies/navegação (B), a banco de dados (D) ou a infraestrutura (E), mas a essência do SSRF é o controle de URLs acessíveis pelo servidor. Memorize: SSRF = requisição do servidor → controle de destinos.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre SSRF, lembre-se do par: ataque = servidor faz requisições não autorizadas; defesa = lista positiva de URLs + validação de entrada + segmentação de rede. Se a alternativa falar em "lista de URLs permitidas", "allowlist", "restringir destinos", é a resposta correta.