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Questão de Segurança da Informação — Gestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.) — VUNESP 2025

Segurança da InformaçãoGestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.)
Código
vu223048
Banca
VUNESP
Órgão
TJM SP
Ano
2025
Cargo
Ana BDJ ( )
Um Plano de Continuidade de Negócios (PCN) apresenta como função, ou propósito principal ou primordial,
  1. Apropiciar economia em todas operações da organização que envolvam atividades ligadas a recursos humanos.
  2. Bcomunicar às autoridades competentes a ocorrência de falha grave em suas atividades básicas.
  3. Cpermitir que a organização consiga obter o máximo rendimento quando de suas operações normais.
  4. Dpermitir que uma organização recupere ou mantenha suas atividades em caso de interrupção das operações normais de negócios.
  5. Eparalisar, temporariamente, as operações normais ou extraordinárias da organização, para execução de uma auditoria.
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GabaritoD — permitir que uma organização recupere ou mantenha suas atividades em caso de interrupção das operações normais de negócios.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Plano de Continuidade de Negócios (PCN)

Gabarito: letra D. O propósito primordial de um Plano de Continuidade de Negócios é permitir que a organização recupere ou mantenha suas atividades em caso de interrupção das operações normais de negócios — é a essência da continuidade: garantir a disponibilidade dos processos críticos e a retomada em tempo hábil após um incidente. As demais alternativas descrevem funções que não são o cerne do PCN, mas sim de outras áreas (economia, comunicação a autoridades, otimização de operações normais, auditoria).

O Plano de Continuidade de Negócios (PCN) é um documento estratégico que define diretrizes, ações, técnicas e recursos para garantir que os serviços essenciais de uma organização sejam identificados e preservados após a ocorrência de um desastre, até o retorno à situação normal de funcionamento. Ele não trata de melhorar o desempenho em operações normais, nem de gerar economia, mas sim de preparar a organização para responder a interrupções — sejam elas causadas por falhas técnicas, desastres naturais, ataques cibernéticos ou qualquer outro incidente que comprometa a operação.

A norma ABNT NBR ISO/IEC 27002, em sua seção sobre Gestão da Continuidade do Negócio, estabelece o objetivo central dessa prática:

ABNT NBR ISO/IEC 27002 (Seção 14.1):

Objetivo: Não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de falhas ou desastres significativos, e assegurar a sua retomada em tempo hábil, se for o caso.

Esse objetivo se desdobra em ações concretas: identificar os processos críticos, analisar riscos que possam interrompê-los, desenvolver planos para manutenção ou recuperação das operações e testar esses planos regularmente. O PCN, portanto, é reativo e preventivo ao mesmo tempo: preventivo porque antecipa cenários de impacto e define estratégias; reativo porque sua execução se dá justamente quando a operação normal é interrompida.

É importante distinguir o PCN de outros instrumentos de gestão. Enquanto a Gestão de Riscos (ISO 27005) se concentra em identificar, analisar e avaliar riscos para decidir como tratá-los, o PCN foca em garantir a continuidade das operações após um incidente. A gestão de riscos alimenta o PCN (a análise de ameaças e impactos é uma fase da construção do plano), mas o propósito final do PCN é a recuperação e manutenção das atividades, não a gestão do risco em si. Da mesma forma, o PCN não se confunde com auditoria (que é uma atividade de verificação e conformidade), nem com otimização de processos (que busca eficiência em operações normais).

A pegadinha desta questão está em confundir o PCN com outras práticas de gestão. O candidato que não tem claro o conceito pode ser atraído por alternativas que descrevem atividades legítimas, mas que não são o propósito primordial do plano. A palavra-chave é interrupção: o PCN existe para o cenário de crise, não para o dia a dia.

Guarde essa fronteira: PCN = resposta a interrupções (recuperar ou manter atividades). É exatamente nela que as alternativas se dividem.

1Propósito primordial
Recuperar atividades após interrupção
Manter atividades durante incidente
2Natureza
Preventivo (antecipa cenários)
Reativo (executa na crise)
3Escopo
Processos críticos
Retomada em tempo hábil
4Não se confunde com
Gestão de riscos (ISO 27005)
Auditoria
Otimização de processos
Plano de Continuidade de Negócios (PCN)
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Plano de Continuidade de Negócios (PCN): Propósito primordial (Recuperar atividades após interrupção, Manter atividades durante incidente); Natureza (Preventivo (antecipa cenários), Reativo (executa na crise)); Escopo (Processos críticos, Retomada em tempo hábil); Não se confunde com (Gestão de riscos (ISO 27005), Auditoria, Otimização de processos)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Propiciar economia em operações envolvendo recursos humanos não é função do PCN. O plano pode até considerar custos ao definir estratégias (como a duplicação de recursos), mas seu propósito não é gerar economia — é garantir continuidade. Essa alternativa confunde o PCN com práticas de gestão de custos ou eficiência operacional, que não fazem parte do escopo da continuidade de negócios.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Comunicar às autoridades competentes a ocorrência de falha grave pode ser uma ação prevista dentro do PCN (por exemplo, em um plano de comunicação de crise), mas não é o propósito principal do plano. O PCN não existe para comunicar autoridades; ele existe para manter o negócio funcionando. Essa alternativa troca o objetivo central por uma atividade periférica que pode estar contida no plano, mas não o define.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Permitir o máximo rendimento em operações normais é objetivo de gestão de desempenho ou otimização de processos, não do PCN. O plano de continuidade atua justamente no cenário anormal — quando as operações são interrompidas. Essa alternativa inverte a lógica: o PCN não melhora o funcionamento normal; ele garante a recuperação quando o funcionamento normal falha.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve com precisão o propósito primordial do PCN: permitir que a organização recupere ou mantenha suas atividades em caso de interrupção das operações normais de negócios. Isso está alinhado com o objetivo da norma ABNT NBR ISO/IEC 27002, que define a gestão da continuidade como a prática de "não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de falhas ou desastres significativos, e assegurar a sua retomada em tempo hábil". A palavra "recupere ou mantenha" captura exatamente a dupla natureza do PCN: preventiva (manter) e reativa (recuperar).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Paralisar operações para execução de auditoria é o oposto do propósito do PCN. O plano existe para evitar a paralisação ou minimizar seus efeitos, não para provocá-la. Auditoria é uma atividade de verificação e conformidade, que pode até ser planejada, mas não é função do PCN. Essa alternativa confunde o plano de continuidade com procedimentos de auditoria, que têm finalidade completamente distinta.

Gabarito: letra D — o PCN existe para garantir a recuperação ou manutenção das atividades da organização diante de interrupções nas operações normais.

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