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Questão de Segurança da Informação — Riscos em Segurança da Informação (NBR ISO/IEC 27001, 27002 e 27005) — VUNESP 2025

Segurança da InformaçãoRiscos em Segurança da Informação (NBR ISO/IEC 27001, 27002 e 27005)
Código
vu223061
Banca
VUNESP
Órgão
TJM SP
Ano
2025
Cargo
Ana SIJ ( )

No contexto de gestão de riscos cibernéticos, uma fórmula comum para estimar financeiramente a perda anualizada é


ALE = ARO x SLE


em que ALE (annualized loss expectancy) representa a expectativa de perda anualizada, ARO (annual rate of occurrence) é a taxa anual de ocorrência e SLE (single loss expectancy) é a expectativa de perda única.


Por sua vez, SLE pode ser calculado por


SLE = AV x EF


em que AV (asset value) é o valor monetário do ativo e EF (exposure factor) é o fator de exposição.


Para um ativo que vale $ 5.000,00 com fator de exposição de 10%, para que a expectativa de perda anualizada seja inferior a $ 1.800,00, a taxa anual de ocorrência máxima (considerando-se somente números inteiros) deve ser igual a

  1. A3.
  2. B1.
  3. C2.
  4. D5.
  5. E4.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — 3.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resolução

Gabarito: letra A — a conta chega a ARO = 3 — alternativa A.

A ideia por trás

Na gestão de riscos de segurança da informação, a análise quantitativa transforma riscos em números financeiros para decidir onde investir em proteção. Três métricas se encadeiam: o valor do ativo (AV) é quanto ele vale; o fator de exposição (EF) é a fração desse valor que se perde em um incidente; a perda única esperada (SLE) é o prejuízo de um único incidente; a taxa anual de ocorrência (ARO) é quantas vezes o incidente deve acontecer por ano; e a perda anualizada (ALE) é o prejuízo esperado ao longo de um ano.

A relação central é ALE = ARO × SLE, e SLE = AV × EF. A ALE cresce proporcionalmente à ARO: se o incidente acontece o dobro de vezes, a perda anual dobra. A SLE, por sua vez, cresce com o valor do ativo e com o fator de exposição — um ativo mais caro ou uma exposição maior aumentam o prejuízo de cada ocorrência. Essas fórmulas valem quando os incidentes são independentes e a taxa média é constante ao longo do ano.

Esta questão pede para inverter a fórmula: dado o limite de ALE, descobrir o maior ARO inteiro que ainda o respeita. É uma aplicação direta de ALE = ARO × SLE, com a SLE calculada antes por AV × EF.

O que a questão dá

  • valor do ativo (AV) = $ 5.000,00

  • fator de exposição (EF) = 10% = 0,10

  • limite da perda anualizada (ALE) = $ 1.800,00

O que queremos: a maior taxa anual de ocorrência (ARO), em número inteiro, que mantém a perda anualizada abaixo de $ 1.800,00

Passo 1 — Calcular a perda única esperada (SLE)

A SLE é o prejuízo de um único incidente e é o elo entre o valor do ativo e a perda anual. Sem ela não há como relacionar a taxa de ocorrência com o limite anual.

Por que esta fórmula: SLE = AV × EF é a definição: o quanto se perde em um incidente é a fração exposta do valor total do ativo.

SLE=AV×EFSLE = AV \times EF

De onde vem cada valor: AVAV = enunciado: $ 5.000,00 · EFEF = enunciado: 10% = 0,10

SLE = 5000 × 0,10 = $ 500,00
NÃO CAIA NESSA!

Usar 10 em vez de 0,10 — isso daria SLE = $ 50.000,00, 100 vezes maior.

Passo 2 — Montar a inequação da perda anual

Agora que sabemos o prejuízo por incidente, precisamos expressar a condição do problema: a perda anual deve ficar abaixo de $ 1.800,00. Isso vira uma inequação com a incógnita ARO.

Por que esta fórmula: ALE = ARO × SLE é a fórmula que liga a taxa anual à perda anual; substituímos ALE pelo limite e SLE pelo valor do passo 1.

ARO×SLE<1800ARO \times SLE < 1800

De onde vem cada valor: SLESLE = passo 1: $ 500,00 · 18001800 = enunciado: limite de ALE

ARO×500<1800ARO \times 500 < 1800
NÃO CAIA NESSA!

Esquecer que é 'inferior a' e usar ≤, o que permitiria ARO = 3,6 e depois arredondar para 4.

Passo 3 — Isolar a taxa anual de ocorrência

Para saber qual ARO cabe no limite, precisamos deixá-la sozinha de um lado da inequação. Como 500 multiplica ARO, dividimos os dois lados por 500.

Por que esta fórmula: Dividir ambos os lados por um número positivo mantém o sentido da desigualdade.

ARO<1800500ARO < \frac{1800}{500}

De onde vem cada valor: 18001800 = enunciado: limite de ALE · 500500 = passo 1: SLE

ARO<1800500=ARO<3,6ARO < \frac{1800}{500} = \boxed{\text{ARO} < 3,6}
NÃO CAIA NESSA!

Inverter a divisão (500/1800) e achar ARO < 0,28 — sem sentido para uma taxa anual.

Passo 4 — Escolher o maior inteiro abaixo do limite

A questão pede a taxa máxima considerando apenas números inteiros. O resultado 3,6 não é inteiro, então precisamos escolher o maior inteiro que ainda seja menor que 3,6.

Por que esta fórmula: Números inteiros são 0, 1, 2, 3, 4, ...; o maior que é menor que 3,6 é 3. Se usássemos 4, a ALE seria 4 × 500 = 2000, que ultrapassa o limite.

ARO=3ARO = \boxed{3}
NÃO CAIA NESSA!

Arredondar 3,6 para 4 — isso viola a condição 'inferior a' e estoura o limite.

Resposta: ARO = 3 — alternativa A

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