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Questão de Segurança da Informação — Conceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.) — VUNESP 2025

Segurança da InformaçãoConceitos de Criptografia (Chaves, Simetria, etc.)
Código
vu223068
Banca
VUNESP
Órgão
TJM SP
Ano
2025
Cargo
Ana CPDJ ( )
O participante A de um sistema de envio de mensagens encriptadas por criptografia assimétrica, ponta a ponta, envia uma mensagem ao participante B. A plataforma intermediária que provê o serviço não realiza encriptação ou decriptação, sendo essas tarefas responsabilidade dos participantes. A plataforma garante que apenas o destinatário de cada mensagem consegue ter acesso a elas, e que nem mesmo a plataforma consegue decifrá-las. PrivA, PubA, PrivB e PubB denotam, respectivamente, a chave privada de A, chave pública de A, chave privada de B e chave pública de B.   Nesse contexto, para que B consiga decifrar a mensagem recebida de A, é correto afirmar que
  1. Ao participante A precisa conhecer PrivB para encriptar a mensagem antes do envio.
  2. Bo participante A precisa encriptar a mensagem utilizando PrivA.
  3. Co participante B precisa conhecer PrivA para decriptar a mensagem recebida.
  4. Do participante A precisa encriptar a mensagem utilizando PubB.
  5. Etanto A quanto B precisam conhecer PrivA, PubA, PrivB e PubB.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — o participante A precisa encriptar a mensagem utilizando PubB.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criptografia Assimétrica: Confidencialidade com Chave Pública

Gabarito: letra D. Para que B consiga decifrar a mensagem, A deve encriptá-la com a chave pública de B (PubB) — é o princípio da criptografia assimétrica para confidencialidade: o que é cifrado com a chave pública só pode ser decifrado com a chave privada correspondente (PrivB). A plataforma intermediária não participa da encriptação, então todo o processo ocorre entre A e B, e a segurança depende exclusivamente de B manter PrivB em segredo.

A criptografia assimétrica (ou de chave pública) resolve o problema da distribuição de chaves que aflige a criptografia simétrica. Enquanto na simétrica a mesma chave cifra e decifra (exigindo um canal seguro para compartilhá-la), na assimétrica cada participante possui um par de chaves matematicamente ligadas: uma pública, que pode ser distribuída livremente, e uma privada, que deve ser mantida em segredo absoluto. A propriedade central é que o que uma chave cifra, somente a outra do mesmo par decifra — e vice-versa.

Para garantir confidencialidade (sigilo), o remetente cifra a mensagem com a chave pública do destinatário. Assim, mesmo que a mensagem seja interceptada no caminho, apenas o destinatário, que possui a chave privada correspondente, conseguirá decifrá-la. No cenário da questão, A quer enviar uma mensagem secreta para B, e a plataforma não realiza nenhuma operação criptográfica — logo, A deve usar PubB para cifrar, e B usará PrivB para decifrar. Nenhuma outra chave é necessária para esse fim.

É fundamental distinguir esse uso da assinatura digital, que é a operação inversa: para garantir autenticidade e não repúdio, o remetente cifra com a própria chave privada (PrivA), e o destinatário verifica com a chave pública do remetente (PubA). A banca explora exatamente essa inversão: confundir a chave usada para confidencialidade com a usada para assinatura. Aqui, o objetivo é apenas que B leia a mensagem — confidencialidade —, então a chave correta é a pública de B.

A pegadinha desta questão é a troca sutil entre os dois papéis das chaves assimétricas. O candidato que memorizou que "chave privada cifra" (pensando em assinatura) marca a alternativa B, mas ela está errada para confidencialidade. O critério decisivo é: quem é o destinatário da mensagem? Se a intenção é que só ele leia, cifra-se com a chave pública dele. Se a intenção é provar que o remetente enviou, cifra-se com a chave privada do remetente. Guarde essa fronteira — é nela que as alternativas se dividem.

1Par de chaves
Pública (distribuível)
Privada (secreta)
2Confidencialidade
Cifra com chave pública do destinatário
Decifra com chave privada do destinatário
3Assinatura digital
Cifra com chave privada do remetente
Verifica com chave pública do remetente
Criptografia assimétrica
LEVELsoulevel.com.br
Criptografia assimétrica: Par de chaves (Pública (distribuível), Privada (secreta)); Confidencialidade (Cifra com chave pública do destinatário, Decifra com chave privada do destinatário); Assinatura digital (Cifra com chave privada do remetente, Verifica com chave pública do remetente)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que A precisa conhecer PrivB para encriptar. Isso é um erro grave: a chave privada de B é secreta e exclusiva de B — ninguém mais deve conhecê-la. Se A a conhecesse, a confidencialidade estaria comprometida, pois qualquer um com PrivB poderia decifrar. Além disso, na criptografia assimétrica, a cifragem para confidencialidade usa a chave pública do destinatário, não a privada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que A deve encriptar com PrivA (chave privada de A). Essa operação é típica da assinatura digital, que garante autenticidade e não repúdio, mas não garante confidencialidade — qualquer pessoa com a chave pública de A (PubA) poderia decifrar a mensagem. Como o objetivo é que apenas B leia, usar PrivA não atende ao requisito de sigilo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que B precisa conhecer PrivA para decriptar. Isso é duplamente errado: (1) PrivA é secreta e exclusiva de A, não deve ser compartilhada; (2) para decifrar uma mensagem cifrada com a chave pública de B, B usa a própria chave privada (PrivB), não a de A. A confusão aqui é misturar os pares de chaves de participantes diferentes.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A deve encriptar a mensagem com PubB (chave pública de B). Essa é a operação correta para garantir confidencialidade na criptografia assimétrica: o que é cifrado com a chave pública de B só pode ser decifrado com a chave privada de B (PrivB). Como a plataforma não participa, todo o processo ocorre entre A e B, e a segurança depende de B manter PrivB em segredo. A alternativa espelha exatamente o princípio: "encriptar com a chave pública do destinatário".

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que tanto A quanto B precisam conhecer todas as quatro chaves (PrivA, PubA, PrivB, PubB). Isso viola o princípio fundamental da criptografia assimétrica: as chaves privadas são pessoais e intransferíveis — PrivA só A conhece, PrivB só B conhece. Para o cenário descrito, A precisa apenas de PubB (e de sua própria PrivA, mas não para cifrar a mensagem), e B precisa apenas de PrivB. Compartilhar todas as chaves destruiria completamente a segurança do sistema.

Gabarito: letra D — A encripta com PubB; B decifra com PrivB.

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