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Questão de Sistemas Operacionais — Geral — VUNESP 2025

Sistemas OperacionaisGeral
Código
vu223083
Banca
VUNESP
Órgão
TJ SP
Ano
2025
Cargo
AnaSistJ ( )

Docker Compose é o nome dado a uma ferramenta presente no ambiente Docker.

O propósito dessa ferramenta é

  1. Acriar restrições de tempo real para uso do contêiner.
  2. Butilizar chamadas de sistema em um contêiner.
  3. Corquestrar uma máquina virtual em vez de um contêiner.
  4. Dgerenciar aplicações com múltiplos contêineres.
  5. Ehabilitar computação paralela dentro de um contêiner.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — gerenciar aplicações com múltiplos contêineres.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Docker Compose: orquestração de múltiplos contêineres

Gabarito: letra D. O Docker Compose é uma ferramenta do ecossistema Docker cujo propósito é gerenciar aplicações compostas por múltiplos contêineres, permitindo definir, em um único arquivo YAML, os serviços, redes e volumes que a aplicação precisa, e subir/derrubar todo o conjunto com um comando. As demais alternativas descrevem funcionalidades que não pertencem ao Compose: restrições de tempo real, chamadas de sistema, orquestração de máquinas virtuais e computação paralela são conceitos de outras camadas da virtualização e do sistema operacional.

O Docker Compose é uma ferramenta de orquestração de contêineres em nível de aplicação. Enquanto o docker run cria e executa um único contêiner, o Compose (comandos docker-compose up, docker-compose down, etc.) lê um arquivo docker-compose.yml que descreve a aplicação como um conjunto de serviços interconectados. Por exemplo, uma aplicação web típica pode ter três serviços: um contêiner com o servidor web (Nginx), um com a aplicação (Node.js/Python) e um com o banco de dados (PostgreSQL). O Compose gerencia o ciclo de vida desses três contêineres como uma unidade, criando uma rede interna entre eles e permitindo que se comuniquem pelos nomes dos serviços.

A distinção central que a banca explora aqui é entre orquestração de contêineres (o que o Compose faz) e outras formas de virtualização ou gerenciamento de recursos. O Compose não lida com o hardware subjacente, não faz chamadas de sistema diretamente, não gerencia máquinas virtuais (isso é papel de hipervisores como KVM, VMware ou VirtualBox) e não impõe políticas de tempo real (isso é papel do escalonador do sistema operacional ou de um RTOS). O Compose opera no nível de aplicação, abstraindo a complexidade de gerenciar múltiplos contêineres manualmente.

Na prática, o fluxo de trabalho com o Compose é: (1) escrever o arquivo docker-compose.yml definindo os serviços, redes e volumes; (2) executar docker-compose up para criar e iniciar todos os contêineres; (3) gerenciar o ciclo de vida com comandos como docker-compose stop, docker-compose start, docker-compose restart e docker-compose down. Essa capacidade de tratar a aplicação como um todo é o que diferencia o Compose de simplesmente executar vários docker run separados.

A pegadinha desta questão está em confundir o Compose com outras ferramentas ou conceitos do ecossistema Docker e da virtualização. O candidato que sabe que o Compose "orquestra contêineres" pode ser tentado pela alternativa C ("orquestrar uma máquina virtual"), mas o Compose é específico para contêineres, não para VMs. Da mesma forma, a alternativa A ("restrições de tempo real") remete a sistemas operacionais de tempo real, e a alternativa E ("computação paralela") remete a processamento paralelo, nenhum dos quais é função do Compose.

Guarde a fronteira: Docker Compose = orquestração de múltiplos contêineres de uma aplicação. É exatamente nessa definição que as alternativas se dividem — as incorretas descrevem funções de outras camadas (hipervisor, RTOS, chamadas de sistema, computação paralela), enquanto a correta descreve a função real do Compose.

  1. 1Escrever docker-compose.yml
  2. 2docker-compose up
  3. 3Gerenciar ciclo de vida
  4. 4docker-compose down
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Criar restrições de tempo real para uso do contêiner não é função do Docker Compose. Restrições de tempo real (garantia de resposta em prazos determinados) são características de sistemas operacionais de tempo real (RTOS), como QNX ou VxWorks, e não de uma ferramenta de orquestração de contêineres. O Compose gerencia o ciclo de vida dos contêineres, não impõe políticas de escalonamento temporal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Utilizar chamadas de sistema em um contêiner não é o propósito do Compose. Chamadas de sistema (syscalls) são a interface entre os processos e o núcleo do sistema operacional, conforme descrito na arquitetura de um sistema computacional. O Compose opera em um nível mais alto, gerenciando a definição e execução de múltiplos contêineres, e não interage diretamente com o núcleo do SO.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Orquestrar uma máquina virtual em vez de um contêiner é uma confusão clássica. O Docker Compose é específico para contêineres, não para máquinas virtuais. A orquestração de VMs é função de outras ferramentas, como o Vagrant ou hipervisores (KVM, VMware, Hyper-V). O Compose define serviços que rodam em contêineres Docker, que compartilham o núcleo do sistema operacional hospedeiro, ao contrário das VMs que virtualizam o hardware completo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Gerenciar aplicações com múltiplos contêineres é exatamente o propósito do Docker Compose. A ferramenta permite definir, em um arquivo docker-compose.yml, todos os serviços (contêineres) que compõem uma aplicação, suas redes, volumes e dependências, e gerenciar o ciclo de vida de todo o conjunto com comandos simples como docker-compose up e docker-compose down. É a ferramenta padrão para orquestração de aplicações multi-contêiner no ambiente Docker.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Habilitar computação paralela dentro de um contêiner não é função do Docker Compose. Computação paralela refere-se à execução simultânea de tarefas em múltiplos processadores ou núcleos, o que é gerenciado pelo sistema operacional e pelo hardware. O Compose gerencia a orquestração de contêineres, não o paralelismo interno de um único contêiner.

Gabarito: letra D — o Docker Compose gerencia aplicações com múltiplos contêineres.

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