Questão de Sistemas Operacionais — Scripts em Unix e Linux — VUNESP 2025
Sistemas Operacionais›Scripts em Unix e Linux
Código
vu223088
Banca
VUNESP
Órgão
TJM SP
Ano
2025
Cargo
Ana SIJ ( )
Arquivos de shell script geralmente começam com uma linha que contém a sequência de caracteres chamada “shebang”. A função dessa linha é indicar
Ao autor do script.
Bo espaço de memória alocado para o script.
Co interpretador para executar o script.
Da quantidade de memória alocada pelo script.
Eas permissões de execução do script.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — o interpretador para executar o script.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Shebang em Shell Scripts
Gabarito: letra C. A linha shebang (#!) no início de um script indica ao sistema operacional qual interpretador deve ser usado para executar o script — por exemplo, #!/bin/bash aponta para o Bash. Essa é a função central da sequência de caracteres, conforme o funcionamento padrão dos sistemas Unix-like.
O shebang é uma construção fundamental em scripts de sistemas Unix e Linux. Quando você cria um arquivo de texto com comandos e o torna executável, o kernel precisa saber qual programa vai interpretar aquele arquivo. É exatamente isso que a primeira linha faz: ela começa com #! (chamado de hash-bang ou shebang), seguido do caminho absoluto do interpretador. Por exemplo:
#!/bin/bash
echo "Olá, mundo!"
Ao executar esse arquivo, o sistema lê a primeira linha e invoca o /bin/bash para processar o restante do conteúdo. Sem o shebang, o sistema tentaria executar o arquivo como um binário, o que falharia — ou, em alguns casos, usaria o shell padrão do usuário, o que pode gerar comportamentos inesperados.
A origem do nome "shebang" vem da combinação de "sharp" (o símbolo #) e "bang" (o símbolo !). É uma convenção que existe desde os primórdios do Unix e é amplamente suportada por todos os shells modernos, como Bash, sh, zsh, ksh, entre outros.
A pegadinha desta questão é justamente confundir o shebang com outros elementos do script — como autor, memória ou permissões. O candidato que não conhece o conceito pode ser tentado pelas alternativas que falam de memória ou permissões, mas a função é exclusivamente indicar o interpretador.
1Arquivo com shebang (#!)
2Kernel lê 1ª linha
3Invoca o interpretador
4Script é processado
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
O shebang não indica o autor do script. O autor pode ser identificado por comentários no código (ex.: # Autor: João), mas isso é uma convenção de documentação, não uma função da linha shebang.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O shebang não indica o espaço de memória alocado para o script. A alocação de memória é gerenciada pelo sistema operacional em tempo de execução, e não há nenhuma relação com a primeira linha do arquivo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O shebang indica o interpretador para executar o script. É exatamente essa a função: informar ao kernel qual programa deve processar o arquivo. Por exemplo, #!/usr/bin/env python3 indica que o Python 3 deve ser usado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O shebang não indica a quantidade de memória alocada pelo script. A memória é alocada dinamicamente durante a execução, conforme as necessidades do processo, e não há nenhuma diretiva na primeira linha que controle isso.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O shebang não indica as permissões de execução do script. As permissões são definidas pelo comando chmod (ex.: chmod +x script.sh) e armazenadas nos metadados do arquivo, não no conteúdo da primeira linha.
Gabarito: letra C — o shebang serve para indicar o interpretador que executará o script.