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Questão de Engenharia Civil — Estradas e Transporte — CESPE / CEBRASPE 2018

Engenharia CivilEstradas e Transporte
Código
ce102980
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCM-BA
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
CESPE - - Auditor Estadual de Infraestrutura
No que se refere ao controle de materiais em uma situação de um projeto que prevê uma estrutura de pavimento composta por revestimento em concreto betuminoso usinado a quente com polímero, base em solo-cimento e sub-base em solo estabilizado granulometricamente, assinale a opção correta.
  1. AO cimento asfáltico de petróleo modificado com polímero elastomérico é avaliado, em campo, segundo a capacidade de penetração e recuperação elástica na temperatura de lançamento, características essas que fazem parte do rol de ensaios de recebimento exigidos ao executante da obra.
  2. BQuando o projeto indicar o cimento asfáltico de petróleo do tipo 60/85-E, o ensaio laboratorial de recuperação elástica em amostra do material fornecido pelo fabricante deve apresentar valor mínimo de 85%.
  3. CA mistura da base poderá ser executada em usina ou na pista, conforme a especificação de projeto, sendo necessário executar previamente o ensaio de peneiramento no cimento, a fim de verificar se o cimento não está empedrado.
  4. DRecomenda-se a coleta de amostras indeformadas após a compactação da base em solo-cimento na pista para a execução de ensaios laboratoriais de compressão simples aos sete dias de cura.
  5. EA expansão máxima permitida durante a execução da sub-base granular é de 2%.
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GabaritoB — Quando o projeto indicar o cimento asfáltico de petróleo do tipo 60/85-E, o ensaio laboratorial de recuperação elástica em amostra do material fornecido pelo fabricante deve apresentar valor mínimo de 85%.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pavimentos: Controle de materiais

Gabarito: letra B. A alternativa B está correta porque, para o cimento asfáltico de petróleo do tipo 60/85-E (modificado com polímero elastomérico), a especificação técnica (ANP/DNIT) exige que o ensaio de recuperação elástica apresente valor mínimo de 85%. As demais alternativas contêm erros: a alternativa A confunde a temperatura de ensaio; a C impõe um ensaio de peneiramento que não é rotineiramente exigido; a D recomenda amostragem inadequada; e a E estabelece um limite de expansão muito elevado para sub-base granular (2% > valor usual de 1%).

A questão exige conhecimento de ensaios e especificações para pavimentação, especialmente para materiais asfálticos modificados, solo-cimento e sub-base granular. Vamos analisar cada opção.

  1. 1CAP 60/85-E (modificado com polímero)Alternativa B (correta)
  2. 2Ensaio de recuperação elástica25°C (ASTM D6084)
  3. 3Valor mínimo exigido: 85%
  4. 4Demais alternativas: erros comunsA/C/D/E incorretas
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O cimento asfáltico modificado com polímero elastomérico é avaliado, em laboratório, pelos ensaios de penetração (a 25°C) e recuperação elástica (também a 25°C, conforme ASTM D6084). A alternativa erra ao afirmar que esses ensaios são realizados "na temperatura de lançamento", pois a temperatura de lançamento é alta (cerca de 150°C) e não se aplica a esses testes. Além disso, os ensaios são laboratoriais, não de campo. Portanto, a afirmação é incorreta.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O CAP 60/85-E segue a classificação da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e do DNIT. O "E" indica modificação por polímero elastomérico. A especificação exige que o ensaio de recuperação elástica (elastomeric recovery) em amostra do material fornecido atinja, no mínimo, 85%. Esse valor é típico em normas brasileiras (ex.: DNIT 031/2006-ES). Portanto, a alternativa está correta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Embora a base de solo-cimento possa ser executada em usina ou na pista (a depender do projeto), a afirmação de que é "necessário executar previamente o ensaio de peneiramento no cimento" não é precisa. O controle de qualidade do cimento para solo-cimento verifica a ausência de grumos (empedramento) por inspeção visual; não há um ensaio de peneiramento padronizado como procedimento obrigatório antes da mistura. O termo "ensaio de peneiramento" é inadequado para essa verificação. Logo, a alternativa é incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Para a base de solo-cimento, a coleta de amostras para o ensaio de compressão simples aos 7 dias é feita moldando-se corpos de prova no momento da compactação (antes da cura). Não se recomenda a coleta de amostras indeformadas após a compactação, pois o material já está consolidado e a extração de amostras indeformadas é difícil e pode danificar a estrutura. A prática padrão é moldar corpos de prova durante a execução. Assim, a recomendação está errada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A expansão máxima permitida para sub-base granular durante a execução (normalmente medida no ensaio CBR) é de no máximo 1%, e não 2%. Valores superiores a 1% indicam presença de material expansivo, inadequado para a sub-base. A especificação do DNIT para sub-base granular (ex.: DNIT 141/2010-ES) fixa o limite de expansão em 1%. Portanto, a alternativa com 2% está incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão com o limite de expansão da sub-base granular (2% vs o correto 1%) e a temperatura dos ensaios do CAP modificado. Fique atento aos valores numéricos e às condições normativas. No caso do asfalto, os ensaios de penetração e recuperação elástica são a 25°C, nunca na temperatura de aplicação.

Gabarito: letra B (única alternativa correta).

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