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Questão de Engenharia Civil — Estradas e Transporte — CESPE / CEBRASPE 2018

Engenharia CivilEstradas e Transporte
Código
ce102982
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCM-BA
Ano
2018
Nível
Superior
Cargo
CESPE - - Auditor Estadual de Infraestrutura
Em relação à execução de serviços de terraplenagem, assinale a opção correta.
  1. AEm aterros com cota vermelha superior a 2,0 m, o corte das árvores poderá ficar nivelado ao terreno natural, não havendo necessidade do destocamento.
  2. BComo a referência de nível está atrelada ao greide da rodovia, mesmo após o desmatamento/destocamento e a limpeza do terreno, as seções originais do projeto de engenharia servirão de seções primitivas para a elaboração da nota de serviço de terraplenagem da obra.
  3. CA exploração de empréstimos deve seguir o plano de obra atualizado, podendo haver alterações na segmentação do diagrama de Bruckner.
  4. DÉ recomendável que a execução de pequenos aterros assentes em solos argilosos seja precedida de escalonamento manual em degraus acompanhando as curvas de nível do terreno natural.
  5. EA umidade ótima, medida no controle de compactação das camadas de aterro, pode apresentar variação de mais ou menos 5%, desde que não haja variação da massa específica aparente seca medida em campo em comparação com a máxima estabelecida em laboratório.
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GabaritoA — Em aterros com cota vermelha superior a 2,0 m, o corte das árvores poderá ficar nivelado ao terreno natural, não havendo necessidade do destocamento.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Terraplenagem – Execução de aterros

Gabarito: letra A. A alternativa A está correta, pois, de acordo com as normas de terraplenagem do DNIT, em aterros com altura (cota vermelha) superior a 2,0 m, dispensa-se o destocamento, sendo suficiente o corte das árvores rente ao terreno natural. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou numéricos.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Em aterros com cota vermelha > 2,0 m, a espessura do aterro é suficiente para que os tocos de árvores, se deixados, não comprometam a estabilidade ou provoquem recalques diferenciais. As normas do DNIT (DNER-ES 282/97 e posteriores) estabelecem essa exceção ao destocamento obrigatório. Assim, o corte nivelado ao terreno natural é aceito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Após o desmatamento, destocamento e limpeza, a superfície do terreno se altera significativamente. As seções originais do projeto de engenharia não mais representam a configuração real. A própria norma DNIT 108/2009-ES (em sua seção 4.2) determina que, após esses serviços, devem ser feitos novos levantamentos de seções transversais, que passarão a ser as "seções primitivas" para a nota de serviço. Portanto, as seções originais não servem diretamente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Embora a exploração de empréstimos deva seguir o plano de obra atualizado, a segmentação do diagrama de Bruckner é um elemento do projeto executivo que não pode ser alterado sem a devida revisão do projeto. A frase "podendo haver alterações na segmentação do diagrama de Bruckner" sugere uma permissividade que não existe na prática: qualquer alteração nos empréstimos implicaria em recalcular o diagrama e redefinir a segmentação, o que constitui uma modificação do projeto. Portanto, a afirmação é incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O escalonamento em degraus (benching) é recomendado para aterros sobre taludes íngremes (inclinação > 1:5) para garantir a aderência entre o aterro e o terreno natural. No entanto, para pequenos aterros (geralmente com altura inferior a 2,0 m) e solos argilosos, o escalonamento manual acompanhando curvas de nível não é a prática padrão. O escalonamento é feito mecanicamente e normalmente segue as linhas de maior declividade, não as curvas de nível. Além disso, a necessidade é avaliada caso a caso, não sendo uma recomendação genérica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

No controle de compactação, a tolerância para a umidade em relação à ótima é de ±2% (ou ±3% em alguns casos), e nunca de ±5%. Variações superiores a isso comprometem a densificação e a resistência do solo, mesmo que a massa específica aparente seca esteja dentro do limite. A afirmativa de que ±5% é aceitável contraria as especificações de serviço (ex.: DNIT 108/2009-ES, item de controle). O valor correto é bem menor.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir com números errados. Tenha em mente que a tolerância de umidade é de ±2% (ou ±3%), e não 5%.

Gabarito: letra A.

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