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Questão de Direito Processual Penal — Da Prisão e da Liberdade Provisória — CESPE / CEBRASPE 2019

Direito Processual PenalDa Prisão e da Liberdade Provisória
Código
ce107209
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
DPE-DF
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
CESPE - - Defensor Público
A partir dessa situação hipotética, julgue o seguinte item.Na audiência de custódia, ao entrevistar Valter, o juiz deverá abster-se de formular perguntas com a finalidade de produzir provas sobre os fatos objeto do auto da prisão em flagrante, mas deverá indagar acerca do tratamento recebido nos locais por onde o autuado passou antes da apresentação à audiência, questionando sobre a ocorrência de tortura e maus tratos.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Audiência de custódia – finalidade e conduta do juiz

Gabarito: Certo. A afirmativa está correta, pois a audiência de custódia tem como objetivo principal controlar a legalidade da prisão e prevenir a ocorrência de tortura ou maus-tratos, cabendo ao juiz abster-se de investigar os fatos narrados no auto de prisão em flagrante (função da instrução probatória) e, em contrapartida, indagar sobre as condições de custódia e a integridade física e mental do preso.

O art. 310 do Código de Processo Penal determina que, recebido o auto de prisão em flagrante, o juiz deve promover a audiência de custódia no prazo de 24 horas para decidir entre relaxar a prisão ilegal, convertê-la em preventiva ou conceder liberdade provisória. Embora o texto legal não explicite expressamente a vedação a perguntas investigatórias, a doutrina e a jurisprudência (em especial a Resolução nº 213/2015 do CNJ) consolidaram o entendimento de que a audiência de custódia não é um interrogatório judicial nem um ato de instrução, mas um instrumento de garantia dos direitos fundamentais do preso. Por isso, o juiz deve:

  • Evitar questionamentos que visem a produção de prova sobre a materialidade ou autoria do delito;

  • Obrigatoriamente perguntar sobre o tratamento recebido durante a prisão, desde a captura até a apresentação, especialmente sobre tortura, maus-tratos e condições de encarceramento.

Essa conduta concretiza o direito à integridade pessoal (art. 5º, III, da CF) e o combate à tortura (Lei nº 9.455/1997). Logo, a assertiva descreve exatamente o papel do juiz na audiência de custódia, sendo, portanto, Certa.

  1. 1Controlar legalidade da prisão
  2. 2[-] Não investigar os fatos (prova)
  3. 3[+] Indagar condições de custódia
  4. 4[+] Perguntar sobre tortura/maus-tratos
  5. 5Decidir: relaxar, preventiva ou liberdade
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Lembre-se: na audiência de custódia, o juiz é um garantidor de direitos, não um investigador. A produção de provas sobre o crime é tarefa da polícia e da instrução processual. Foque nas condições da prisão e na legalidade do flagrante.

Gabarito: Certo.

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